Consolidação dos serviços

Breve histórico dos direitos de transmissão no Brasil. A Medida Provisória nº 984/2020, editada pelo presidente Jair Bolsonaro em 18 de junho de 2020 28 abalou as estruturas do mercado de transmissões esportivas no Brasil e pode representar um importante passo para a consolidação dos serviços de streaming e das plataformas OTTs no Brasil. CONSOLIDAÇÃO DAS NORMAS GERAIS DA CORREGEDORIA GERAL DA JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO DO FORO EXTRAJUDICIAL CAPÍTULO 1 – Disposições Gerais Seção 1 – A Consolidação e seu Uso Seção 2 – Da Função Correicional e da Fiscalização Administrativa Seção 3 – Roteiro de Correição Seção 4 – Do envio e recebimento de expedientes via sistema eletrônico entre os Cartórios Os service meshes seguem a regra dos 80/20. É possível obter 80% da solução dos problemas de comunicação entre serviços de forma agnóstica à linguagem, framework e de provedor cloud. A contribuição dos trabalhadores na consolidação dos serviços municipais de vigilância sanitária Workers’ contribution to the consolidation of municipal health surveillance services 1 Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde, Universidade do Vale do Rio dos Sinos, São Leopoldo, Brasil. Correspondência V. Garibotti respeito à tradição dos serviços notariais e de registro do Estado do Rio Grande do Sul. Acreditamos que a CNNR/2020 atenderá a expectativas geradas quando foi iniciada a sua elaboração e estamos seguros de que representará um avanço significativo para a prestação dos serviços notariais e registrais à população gaúcha. A consolidação dos serviços de streaming: Reconfiguração dos mercados de mídia sonora e desafios à diversidade musical no Brasil Streaming services consolidation: Audio media markets’ reshaping and the challenges to musical diversity in Brazil Eduardo Vicente I / Marcelo Kischinhevsky II / Leonardo de Marchi III Consolidação das leis do trabalho – CLT e normas correlatas. – Brasília : Senado Federal, Coordenação de Edições Técnicas, 2017. ... Capítulo VI – Dos Serviços Auxiliares da Justiça do Trabalho 123 Seção I – Da Secretaria das Juntas de Conciliação e Julgamento 123 Seção II – Dos Distribuidores ... A Municipalização, Consolidação e Crise dos Serviços de Saneamento de Itabuna/BA: A Emergência de um Pacto Cooperativo Article (PDF Available) · January 2010 with 32 Reads How we measure ... PORTARIA DE CONSOLIDAÇÃO Nº 6, DE 28 DE SETEMBRO DE 2017 Consolidação das normas sobre o financiamento e a transferência dos recursos federais para as ações e os serviços de saúde do Sistema Único de Saúde. O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE, no uso das atribuições que lhe confere o art. 87, parágrafo único, incisos I e II, da ... prazo dos serviços. • Em geral, até 4,00m de profundidade, a remoção é o processo mais econômico e rápido de consolidação, se comparado com outros métodos.

Cavalo Mangalarga Marchador – Saiba tudo sobre a raça!

2020.09.28 14:37 Vedovati_Pisos Cavalo Mangalarga Marchador – Saiba tudo sobre a raça!

Cavalo Mangalarga Marchador – Saiba tudo sobre a raça!
Os primeiros cavalos chegaram ao Brasil na época do descobrimento, mas só por volta de 1800 alguns animais de elite começaram a ser enviados para cá. A partir daí, deu-se início a formação do cavalo Mangalarga Marchador.
O Margalarga deveria ser chamado de cavalo Junqueira, mas acabou ganhando o nome Mangalarga. Uma história que começou em 1750 quando João Francisco Junqueira conseguiu com a coroa uma imensa faixa de terra na região do Sul de Minas Gerais, em Cruzilia, para plantar, criar gado e cavalos.
História do Mangalarga Marchador
A raça Mangalarga Marchador é tipicamente brasileira e surgiu no Sul de Minas, através do cruzamento de cavalos da raça Alter – trazidos da Coudelaria de Alter do Chão, em Portugal – com outros cavalos selecionados pelos criadores daquela região mineira.
A base de formação dos cavalos Alter é a raça espanhola Andaluza, cuja origem étnica vem de cavalos nativos da Península Ibérica, germânicos e berberes. Os cruzamentos dessas raças deram origem a animais de porte elegante, beleza plástica, temperamento dóceis e próprios para a montaria.
Os primeiros exemplares da raça Alter chegaram ao Brasil em 1808, com D. João VI, que se transferiu para a Colônia com a família real. Os cavalos dessa raça eram muito valorizados em Portugal e a família real investia em coudelarias (haras) para o aprimoramento da raça. A Coudelaria de Alter foi criada em 1748 por D. João V e viveu momentos de glória durante o século XVIII, formando animais bastante procurados por príncipes e nobres europeus para as atividades de lazer e serviço.
Quando Portugal foi invadido pelas tropas francesas de Napoleão Bonaparte, inúmeras fazendas de criação de cavalos da raça Alter, inclusive a Coudelaria Alter do Chão, foram saqueadas. Nos anos subseqüentes, os cavalos Alter remanescentes no país foram cruzados com diversas raças, principalmente com a raça Árabe.
Mas quando D. João deixou Portugal, trouxe para o Brasil alguns dos melhores eqüinos da Coudelaria Alter do Chão. Dos animais que vieram para o Brasil antes da invasão francesa e, portanto, puro exemplares da raça Alter, descende o garanhão ‘Sublime’, considerado o marco inicial da raça Mangalarga Marchador.
A tradição oral nos conta que em 1812, Gabriel Francisco Junqueira, o Barão de Alfenas, teria recebido como presente do Imperador o garanhão Sublime. Gabriel Francisco teria, então, usado largamente esse reprodutor em suas éguas na Fazenda Campo Alegre, no Sul de Minas (a fazenda era uma herança de seu pai João Francisco Junqueira), daí resultando a base do que viria a ser o Mangalarga Marchador. As primeiras crias desses cruzamentos foram também chamadas de Sublime.
Quanto às éguas brasileiras utilizadas nos cruzamentos, estas foram originadas dos primeiros animais introduzidos no Brasil pelos colonizadores, sendo a maioria de sangue Berbere e Andaluz.
Desde o início dos trabalhos de sua seleção, Gabriel Francisco Junqueira levou em consideração o andamento cômodo, a resistência, rusticidade e o brio dos animais de sua criação. Naquela época, como o cavalo era o único meio de transporte, a notícia da existência de cavalos de andamento cômodo na Fazenda Campo Alegre despertou um grande interesse em todo o Sul de Minas e vários criadores adquiriram animais do Barão de Alfenas.
Alguns pesquisadores, porém, apontam algumas contradições assim como relatos dos descendentes diretos do Barão de Alfenas que não apóiam esta versão. Segundo os mesmos, as datas, tipo de cavalo presenteado, origem do cavalo, etc. não são compatíveis com dados históricos da época.
(Sugerimos a leitura da seção O Barão de Alfenas, do livro MANGALARGA MARCHADOR – E os outros Cavalos de Sela no Brasil de Rosalbo F. Bortoni, para entender melhor a participação do Barão de Alfenas na origem do Mangalarga Marchador.)
Responsáveis
A História do Mangalarga está intimamente ligada à História dos homens que povoaram o Sul de Minas, a partir dos primeiros anos do século XVII. Estes primeiros habitantes da região eram mineradores, atraídos pelas noticias que se espalharam da ocorrência de muito ouro nos rios e ribeiros daquelas terras.
Com o passar dos anos, a mineração foi sendo substituída pela agropecuária, com especial atenção para gado leiteiro e eqüinos para o trabalho.Algumas das famílias que se instalaram nesta região tornaram-se ancestrais de várias das mais tradicionais famílias mineiras, como os Junqueiras, os Resendes, os Andrades, os Meirelles, os Reis, os Ferreiras, os Carneiros, para citar apenas algumas.
Houve deslocamento dos que se interessaram pela agropecuária para a região de Baependi, Aiuruoca e São Tomé das Letras, onde já havia alguns moradores. Ali, nas terras mais férteis e nos campos mais vastos e de melhor topografia, os novos habitantes encontraram melhores condições para o que pretendiam, que era desenvolverem-se na agropecuária.

Foi então que se iniciou a seleção dos cavalos que viriam a ser os Mangalarga.
O Início do Mangalarga Marchador
Uma das famílias que se instalou na região das Comarcas de Baependi e Aiuruoca foi a de Helena Maria do Espírito Santo, que se casou com João Francisco Junqueira, o patriarca da família Junqueira.
Os descendentes de Helena Maria e João Francisco, ao começarem a trocar suas atividades de mineração pela agropecuária, desenvolveram um tipo de cavalo de porte médio, bastante forte, rústico e de boa ossatura. O andamento variava do diagonalizado até o lateralizado puro.
A seleção inicial se fez principalmente visando o andamento cada vez mais cômodo, trabalho esse que veio resultar na marcha batida ou picada, conforme a localização de cada núcleo. Naqueles mais próximos à região de maior influencia da mineração a preferência era pela marcha picada. Nos mais próximos a Baependi, Aiuruoca, São Tomé das Letras, em que a atividade principal passara a ser a pecuária, havia clara preferência pela marcha batida.
O essencial, entretanto, era que o cavalo fosse rústico, confortável para o cavalheiro, frugal e esperto.

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Houve, portanto, uma seleção natural e os animais mais capazes e que atendiam os objetivos dos criadores deram os primeiros passos para o aparecimento das linhagens.
Início das Linhagens
As primeiras notícias que se têm sobre seleção e aprimoramento de cavalos são a partir de João Francisco Filho, com maior ênfase para a atuação de José Frausino, seu filho (filho e neto, respectivamente, de Helena Maria Espírito Santo e João Francisco Junqueira), que estabeleceram-se na Fazenda do Favacho.
Fazenda Campo Alegre
Propriedade do patriarca da família Junqueira, João Francisco Junqueira. Ali nasceu, em 1782, seu filho Gabriel Francisco Junqueira, depois Barão de Alfenas. Gabriel Francisco se casou com Ignácia Constança de Andrade e tiveram 10 filhos. Entre eles, dois se destacaram na criação de cavalos: Francisco Gabriel de Andrade Junqueira, chamado Chiquinho do Cafundó, de quem descendem os proprietários da Fazenda Tabatinga, e Antônio Gabriel Junqueira, da Fazenda Narciso, onde também se criaram famosos reprodutores da raça.
A Gabriel Francisco Junqueira, que continuou residindo na Fazenda Campo Alegre, é creditado o mérito de ter criado um tipo peculiar de cavalos, assim como a fixação do andamento marchador desses animais, tudo a partir de cruzamentos feitos de suas éguas com um garanhão que lhe fora presenteada pelo então Imperador do Brasil.
A tradição oral conta que em 1812, Gabriel Francisco, o Barão de Alfenas, teria sido presenteado pelo Imperador com um reprodutor da raça Alter. Gabriel Francisco teria, então, usado largamente esse reprodutor em suas éguas, daí resultando a base do que viria a ser o Mangalarga Marchador.
Apesar das controvérsias em relação a essa história, não resta a menor dúvida de que ele criava cavalos. E que Gabriel Francisco, juntamente com um sobrinho, José Frausino, se preocupou mais do que os outros com a evolução de suas montarias.
Fazenda do Favacho
Em 1828, José Frausino adquiriu para a Fazenda do Favacho um potro, chamado de Fortuna, em alusão ao alto preço pago por ele.
Fortuna foi o reprodutor que maior influência teve na fixação de um tipo, contribuindo definitivamente para a formação e fixação dos caracteres da raça Mangalarga.
A influência de Fortuna foi intensa e extensa, já que também nos animais posteriormente selecionados no Estado de São Paulo a descendência desse reprodutor foi de imensa importância.
Na Fazenda do Favacho foram gerados os Fortunas II e III. De Fortuna III, levado para São Paulo, depois de ter servido na Fazenda do Favacho por alguns anos, descendem os Fortunas IV e V, tendo voltado para a Fazenda do Favacho um descendente deles, o Armistício, que foi pai de Candidato, cavalo de imensa importância no criatório sul-mineiro em geral.
Tanto nos rebanhos de Minas Gerais, como nos de São Paulo, estes também iniciados por membros da família Junqueira, se nos detivermos numa análise genealógica, constataremos que as boas linhagens são quase todas provenientes do Fortuna.Dos Fortunas também descende Colorado, de capital importância no criatório do Mangalarga, também chamado Mangalarga Paulista.
Ainda na Fazenda Favacho, tiveram influência no correr dos anos os reprodutores: Plutão, Canadá, Duque, Calçado, Manco, Trovão, Montenegro, Jambo, Gesso, Albatroz, Fla-Flu, além dos já citados Armistício e Candidato.
Fazenda Traituba
Construída em 1831. Seu primeiro proprietário foi João Pedro Junqueira, que foi pai de João Pedro Diniz Junqueira. Uma filha deste casou-se com José Frausino Fortes Junqueira, e a partir daí a criação de cavalos tomou vulto na fazenda.
Tropa muito semelhante em tipo e aptidões à da Fazenda do Favacho, com ênfase para as qualidades funcionais do cavalo.
Garanhões que maior influência tiveram na tropa: Pégaso, Canário, Glicério, Armistício, Rádio, Rádio II, Bibelô, Beduíno, Candidato e Sátiro, sendo que este último foi para a Fazenda do Angathy, onde exerceu marcante influência.
Fazenda Campo Lindo
Fazenda Campo Lindo, de João Bráulio Fortes Junqueira (n.1837 f. 1901) e Gabriela Vitalina Diniz Junqueira.
Apaixonado pelo campo e pela pecuária, João Bráulio tornou famosa sua marca‘JB’. João Bráulio conseguiu formar tropa de grande refinamento e expressão racial, sem se descuidar das qualidades funcionais.
Pégaso, filho de Beline, serviu na Fazenda Traituba, gerando o excelente Rádio, que por sua vez gerou Sátiro, de capital importância na fixação de um tipo na Fazenda do Angathy.Da Fazenda Campo Lindo era outro reprodutor que exerceu grande influência nas tropas do Sul de Minas. Trata-se de Beline, nascido em 1901. Vejamos alguns exemplos.
No atual rebanho Herdade domina também a origem de Beline, através de Brasil e Ouro Preto JB, filhos; Londres JB, neto; Beline e Seta Caxias, bisnetos de Beline.
Clemenceau II, neto de Beline, é de uma suma importância no rebanho da Fazenda Tabatinga, já que era avô de Tabatinga Predileto e bisavô de TabatingaCossaco.
Na região de São Vicente de Minas, Beline também exerceu marcante influência. Assim é que as Fazendas Engenho de Serra, Pitangueiras, Bela Vista e Porto usaram por vários anos reprodutores ‘JB’, descendentes de Beline: Ouro Preto JB, filho de Beline; Clemenceau II JB, V-8 JF, Panchito JB e Londres JB, netos de Beline, além de Baluarte, filho de Panchito, bisneto, portanto de Beline.
Muito grande foi e é a influência dos animais da Fazenda Campo Lindo nos criatórios atuais, e muitos foram os reprodutores que continuaram na própria Campo Lindo ou influenciando outros criatórios: The Money, Farol, Rio Negro, Clemenceau I e Clemenceau II, Ouro Preto JF, Candidato, V-8, Sargento, Diamante e outros mais.
Fazenda Narciso
Criatório já extinto. Entretanto seus animais tiveram e têm marcante influência na raça Mangalarga Marchador.
Era de propriedade de Antônio Gabriel Junqueira, filho de Gabriel Francisco Junqueira, Barão de Alfenas.
Quase todas as tropas daquela época foram beneficiadas por reprodutores da Fazenda Narciso, destacando-se entre eles: Abismo, Trovador, Pretinho, Primeiro, Mussolino.
Fazenda do Angathy
Construída por volta de 1782 por José Garcia Duarte, bisavô de Cristiano dos Reis Meirelles, sob cuja influência tomou vulto na Fazenda do Angathy o criatório de cavalos.
Reprodutores que influenciaram na formação e continuidade da tropa: Bônus, Mozart, Mineiro, V-8 JF, Miron, este, filho de Sátiro, cavalo vindo da Traituba e de fundamental importância na Fazenda do Angathy, além de Salmon, Veto e Yankee.
Foi da Fazenda do Angathy um dos mais célebres reprodutores da raça, o Caxias I, nascido na Fazenda Luziana, em Leopoldina. Era também da Fazenda do Angathy o garanhão de nome Angathy, registrado sob o número 1 na Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador.
Linhagens de Tradição
A partir daquelas seis linhagens iniciais, a criação dos cavalos marchadores rapidamente se espalhou pela região sul-mineira, começando a alcançar regiões mais distantes, mas todas elas, inicialmente, no Estado de Minas Gerais. Hoje, porém, já se espalhou por todo o país e por alguns paises no exterior.
Muitos outros criatórios existiram na região sul-mineira. A criação do Mangalarga Marchador se deveu basicamente ao trabalho da família Junqueira. Mas sua consolidação se fez com o trabalho de grande número de pessoas. É provável que essas pessoas talvez nem estivessem imbuídas da importância que viriam a ter os animais que criavam. Eram fazendeiros que precisavam de cavalos para o trabalho. Gostavam daqueles animais que ofereciam conforto ao cavaleiro, e os criavam. Cada qual colaborou com uma pequena parcela para a fixação dos caracteres raciais e para maior divulgação da raça.
E por que ficou o nome Mangalarga Marchador?
Há várias versões e até lendas para a denominação ‘Mangalarga’. A mais consistente, segundo pesquisadores, está relacionada com a Fazenda Mangalarga, localizada em Pati do Alferes, no Estado do Rio de Janeiro.
Seu proprietário era um rico fazendeiro que, impressionado com os cavalos da família Junqueira, adquiriu alguns exemplares de Gabriel Francisco Junqueira – o Barão de Alfenas -, fazendeiro do Sul de Minas e deputado na Corte.
Vez por outra os proprietários da Fazenda Mangalarga iam à Corte com os cavalos sul-mineiros. Quando alguém se interessava pelos animais, eles indicavam as fazendas do Sul de Minas como sendo a origem dos cavalos.
Quando os compradores iam ao Sul de Minas, pediam cavalos iguais aos da Fazenda Mangalarga. E com o tempo, esta referência acabou transformando-se em nome.
Outra versão diz respeito a um cavalo do Imperador que teria sido o pai desta raça e se chamava Mangalarga.
A terceira versão diz respeito à forma do cavalo movimentar as mãos (as patas) dianteiras, como se estivesse vestindo mangas largas.
A marcha é o diferencial do Mangalarga, que é diferente dos outros animais marchadores. A marcha, que é o passo acelerado, se caracteriza por transportar o cavaleiro de maneira cômoda, pois não transmite os impactos ocorridos com os animais de trote.
Durante a marcha, o Mangalarga Marchador descreve no ar um semicírculo com os membros anteriores e usa os posteriores como uma alavanca para ter impulso. Marchando, ele alterna os apoios nos sentidos diagonal e lateral, sempre suavizados por um tempo intermediário, o tríplice apoio, momento em que três membros do Mangalarga Marchador tocam o solo ao mesmo tempo.
A fácil atuação do Mangalarga Marchador frente a obstáculos naturais demonstra sua aptidão nata para o trabalho e esportes em geral. No enduro, os animais da raça têm valorização crescente pela comodidade da marcha, que garante conforto ao cavaleiro, e pela resistência para percorrer longas distâncias.
A Exposição Nacional, a mais importante mostra do Marchador, é realizada desde 1982 pela Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM), no Parque da Gameleira, em Belo Horizonte, e reúne representantes de todos os Estados. Os cerca de 300 expositores levam à pista mais de 700 animais, todos credenciados anualmente com os títulos de Campeão ou Reservado Campeão nas exposições oficializadas pela entidade em todo o país.
Associações
Em 1934 foi fundada a Associação Brasileira de Criadores de Cavalo da Raça Mangalarga (ABCCRM). Anteriormente, houve uma notável migração de parte da família Junqueira para São Paulo. Chegando em novo solo, com topografia, cultura e caça diferentes, os cavalos tiveram que se adaptar a uma nova topografia e necessidades, por isto foi mais valorizada a marcha trotada que tem apoios bipedal, pois os animais de tríplice apoio, apesar de serem mais cômodos, não conseguiam acompanhar o ritmo alucinante das caçadas e a lida com gado em campo aberto.
Devido à inevitável diferença entre os criadores de Mangalarga de São Paulo e de Minas, foi fundada em 1949 uma nova Associação, a ABCCMM. Esta Associação teve origem a partir de uma dissidência de criadores que não concordavam com os preceitos estabelecidos pela ABCCRM e teve como objetivo principal a manutenção da marcha tríplice apoiada.
Mangalarga Marchador no Guinness Book
A condição de ser um animal resistente, dócil e cômodo e com regularidade permitiu ao Mangalarga Marchador entrar para o Guinness Book, o Livro dos Recordes. Entre maio de 1991 e julho de 1993, três cavaleiros – Jorge Dias Aguiar, 64 anos, Pedro Luiz Dias Aguiar, 60 anos, e o capataz de Pedro, José Reis, 65 anos – e seis animais da raça fizeram uma cavalgada durante aqueles dois anos, entre os pontos mais distantes do Brasil, Chuí, no Rio Grande do Sul, e Oiapoque, no Amapá, pelo projeto “Brasil 14 mil”. Com o retorno a São Paulo, percorreram 19.300 quilômetros. Uma das maiores estratégias de marketing feitas com a raça, o projeto acabou transformando-se na “Cavalgada Mercosul – Projeto Brasil 14 mil”, com a inclusão da Argentina e Paraguai, totalizando 25.104 quilômetros.
Características
– Temperamento dócil
– Capacidade de percorrer longas distâncias
– Adestramento fácil e rápido
– Pode ser criado somente em regime de pasto diminuindo os custos de manutenção
Morfologia
– Cabeça triangular e pescoço piramidal
– Tronco forte com costelas bem arqueadas
– Nos membros os tendões são vigorosos e bem delineados
– Altura mínima de 1,47 e máxima de 1,57, sendo 1,52 a altura ideal

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2020.07.27 16:53 spetsnatz [Anúncio AMA] Rui Bairrada, CEO do Doutor Finanças

Caros amigos, dado o período de férias e de verão que atravessamos, é verdade que temos trabalhado bastante para o bronze, mas também nos mantemos focados em trazer mais conteúdo para o nosso sub e contamos anunciar mais novidades nas próximas semanas.
A primeira surpresa que temos para vocês é o próximo AMA e será um que nos enche de orgulho, uma vez que teremos um convidado muito especial e um dos grandes nomes da literacia financeira em Portugal: Rui Bairrada, CEO do Doutor Finanças.
O Doutor Finanças dispensa apresentações sendo que, desde a sua criação em 2014, dezenas de milhares de famílias puderam contar com a ajuda de Rui Bairrada e a sua equipa para equilibrarem a sua situação económico-financeira.
Actuando na área da literacia financeira, na negociação de crédito habitação, novo crédito habitação, consolidação de créditos, seguros de vida e não vida, crédito automóvel e formação em finanças pessoais, o Doutor Finanças presta serviços de consultoria especializados com a missão de assegurar a saúde financeira das famílias portuguesas.
O Rui Bairrada tem uma visão alinhada com a nossa e defende a literacia financeira através da partilha de artigos, videos, formações e, mais recentemente, de um novo formato de entrevista chamado Conversas sem Preço com convidados famosos.
Como tal, consideramos que se trata de um convidado excepcional para partilhar um pouco da sua vasta experiência connosco no âmbito da poupança, créditos, bancos, seguros, investimentos, a literacia das famílias portugueses, entre outros tópicos.
Será uma oportunidade única para todos nós e esperamos que tenham boas questões para colocar ao nosso convidado.
A estrutura deste AMA será semelhante às anteriores, no entanto a thread do AMA será aberta com maior antecedência, conforme foi acordado com o nosso convidado, uma vez que certamente terá muita procura e bastantes questões. A estrutura será a seguinte:
Por fim, gostaria de agradecer ao Rui Bairrada pela sua disponibilidade em ceder o seu tempo para partilhar um pouco da sua experiência connosco, à Rita Amaral pela amabilidade que demonstrou no planeamento deste AMA e a toda a equipa do Doutor Finanças pelo excelente trabalho que têm feito com a saúde financeira das famílias portuguesas.
Data do AMA: Sexta, 31 de Julho entre as 14h00 e 15h30
Local: /literaciafinanceira
NOTA: Este post é apenas o anúncio, por favor coloquem as questões na thread do AMA de acordo com as regras acima descritas.
Contamos convosco!
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2020.07.07 20:15 ElaborBR O eSocial e a fantástica fábrica de hipocrisia

Desde o último dia 15/05/2019, data em que grande parte das empresas do País tentou completar a implantação do eSocial e da EFD-Reinf, com a consolidação dos recolhimentos previdenciários pelo DARF gerado pela DCTF web, que as críticas ao “novo” sistema tem se intensificado ferozmente, ao ponto de hoje, 11/06/2019, a Folha de São Paulo publicar a notícia intitulada “Governo planeja acabar com eSocial e criar novo sistema”.
Nela, o economista Carlos da Costa, secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, define o eSocial da seguinte forma:
“É um sistema socialista, de controle de mão de obra e que as empresas não aguentam mais. Uma complexidade nefasta. A ideia é a gente acabar com o eSocial e ter um novo sistema bastante simplificado”.
Tenho certeza que ninguém, em sã consciência, discordaria de que as relações de trabalho precisam ser simplificadas, que a economia precisa urgentemente retomar o crescimento, afinal, temos atualmente mais de 13 milhões de desempregados, ou, em uma perspectiva mais ampla, mais de 28 milhões de subutilizados.
Mas o que podemos definir como “socialista”, como “complexidade nefasta”? O eSocial, ou a legislação trabalhista e previdenciária brasileira? Vejamos alguns exemplos:
Nossa Lei Maior, a Constituição Federal de 1988, prevê, dentre outros, em seu artigo 7º, que são direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social:
Note que toda a “complexidade nefasta”, começa com nossa Lei Maior!
Mas não para por aí…
Vejamos mais alguns itens de nossa legislação que, em nossa opinião, sem entrar nos motivos que levaram o legislador a prevê-las, são verdadeiras aberrações!!
Note que citamos apenas alguns míseros exemplos…. tem muito mais!!
Porém, ficando somente neles, você pode afirmar que tem procedimentos operacionais que garantem o perfeito atendimento da legislação vigente?
Desculpe se pareço incrédulo e rude, mas, tenho certeza de que não pode!
E, se você conseguiu chegar até esta parte do texto sem enlouquecer, tenho convicção que você concorda com o secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, mas com uma pequena correção…
A legislação brasileira é de uma complexidade nefasta, que simplesmente foi escancarada, não só pelo eSocial e pela EFD-Reinf, mas por todo o Sistema Público de Escrituração Digital – SPED, do qual fazem parte!
Porém, tem sido muito mais fácil culpar o computador que cruza todos os dados, do que enfrentar o problema de modernizar nossa legislação, de mudarmos nossa mentalidade de levar vantagem em tudo, de dar o bom e velho jeitinho brasileiro, dentre outras hipocrisias típicas de nós brasileiros…
Em nossa opinião declarações como as que vem sendo veiculadas a todo instante, tais como as apresentadas abaixo, embora envoltas no desejo de demonstrar sensibilidade a todos os problemas acima citados, acabam por confundir ainda mais, ao invés de ajudar!
Governo planeja acabar com eSocial e criar novo sistema
Bolsonaro anuncia redução de 90% de normas de segurança do trabalho
Comitê Gestor confirma mudança no prazo de envio de eventos
Mudar o prazo de entrega do dia 7 para o dia 15, na prática representa um alívio momentâneo, pois valerá até a entrada em vigor dos recolhimentos do FGTS a partir das informações provenientes do eSocial (GRFGTS) que está previsto para ocorrer a partir de Agosto/2019.
O advento do eSocial apenas automatizou e racionalizou a prestação de informações exigidas pela legislação trabalhista, previdenciária e tributária que não foi alterada, e, guardadas as devidas proporções, vem promovendo uma reeducação dos profissionais tanto de RH quanto de outras áreas, bem como dos empresários em geral, que, de tão acostumados a não serem fiscalizados e/ou processados, em certa medida, nem sabem mais a diferença entre o “certo” e o “errado” nas relações de trabalho.
Sendo assim, somos completamente favoráveis a medidas de simplificação, mas que devem vir da modernização da legislação trabalhista, previdenciária e tributária.
Enquanto isso, somos favoráveis à completa implementação do eSocial e da EFD-Reinf, mas, inicialmente, sem punições, e sim, orientações por parte dos agentes fiscalizadores, que, naturalmente terão meios de separar o joio do trigo, de modo a aplicar penalidades somente para os reincidentes que demonstrarem efetivamente má-fé em suas relações de trabalho.
Por fim, tanto a adequação da legislação, quanto a regulamentação de agravantes e atenuantes no processo de fiscalização eletrônica, devem ter muito claros os prazos de início e fim, que, seguidos de maneira séria e rígida, no processo de construção coletiva que já vem sendo adotado desde o início do projeto, garantirá benefícios para todos.

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2020.05.05 11:54 ThorDansLaCroix Minha perspectiva em favor a Renda Basica Universal.

Antes de tudo eu quero dizer (aparentemente tenho que dizer) que minhas opiniões, deduções e informacoes nao sao levadas como absolutistas por mim. Caso contrário eu não estaria perdendo tempo apresentando e conversando com pessoas com perspectivas diferentes e divergentes. Dito isso:
Enquanto a maioria dos apoiadores mais eloquente do capitalismo dizem que a Renda Básica é socialismo (ou seja, dizem ser contra), a sociedade sempre emergiu ao protocapitalismo, liberdade, conhecimento, democracia e desenvolvimento quando a riqueza foi distribuída "gratuitamente" à população.
Eu vou citar alguns exemplos que tenho e então vcs me corrigem se tiverem algo para enriquecer o debate.
A China, o maior império asiático no passado, era uma sociedade que desenvolveu grandes tecnologias para sua época, comércio, indústrias, arquitetura e uma de suas principais características era o fato de as pessoas receberem terra (e sementes quando havia desastres naturais). Obviamente o governo saia ganhando pq no lugar de deixar uma pessoa pobre, improdutiva pedindo esmolas na rua e provavelmente cometendo crimes, dando o acesso a terra a pessoa ou família não só passa a ser produtiva para a sociedade mas também paga impostos.
Agora, vamos para a Grécia:
"A maior objeção dos oponentes da Renda Básica Universal é com argumento que as pessoas são intrinsecamente preguiçosas e desonradas. Dizem que quando o dinheiro é distribuído de graça, todos ficam sentados e param de trabalhar até o colapso do sistema. [...] acontece que a Grécia Antiga é um exemplo fantástico do que acontece em uma sociedade que dotou seus membros de abundância e direito. [...]
No mundo pré-moderno de uma típica cidade-estado grega, a terra era o recurso mais importante, a chave para o sustento e a segurança. A maioria das cidades-estados gregas distribuiu terras para a população de maneira a apoiar o maior número possível de famílias independentes e autossustentáveis. A democracia ateniense, que se destacava por seus extensos programas sociais, fornecia subsídios para jogos, teatro e grãos para tornar a vida mais agradável e digna. Essa vida "agradável", no entanto, não gerou um bastião de indivíduos preguiçosos que estavam inclinados a fazer o mínimo possível.
Uma das características mais marcantes da Grécia antiga é o alto nível de ação voluntária e auto-organizada. A típica cidade-estado grega não mantinha um exército ou burocracia profissional. Os cidadãos, além de administrar os assuntos locais em suas aldeias e bairros, também lutaram em batalhas e administraram o governo sem incentivo financeiro ou desespero (o pagamento de subsídios para hoplites e jurados foi introduzido em Atenas apenas para aumentar a participação dos pobres). Em Atenas, onde as pessoas tinham muita liberdade para fazer o que desejavam, a filosofia e as artes floresceram, deixando-nos uma coleção inestimável dos clássicos. De fato, temos boas evidências de um velho em particular que passava muitos dias conversando com amigos e transeuntes, em vez de provar seu valor trabalhando duro e incessantemente em seu trabalho. Caso você queira saber o nome desse "parasita", era Sócrates.
Sob um sistema que reduzia a escassez e a concorrência e aumentava a abundância e o lazer, os gregos não se tornavam apáticos e ambiciosos. Pelo contrário, nenhuma outra pessoa era tão competitiva e gostava de excelência quanto os gregos. A diferença é que, uma vez que não precisavam mais se preocupar com as necessidades básicas, canalizavam a maior parte de sua energia em competições de atletismo, criatividade e serviço público. Essas competições agonísticas de atividades não materiais enriquecem e reúnem a comunidade em vez de estabelecer "perdedores" para punição ".
https://economic-historian.com/2019/04/the-time-for-universal-basic-income-has-come/
Uma coisa que falta na citação acima é a questão da sociedade grega (pelo menos entre as famílias mais ricas) eram os escravos que faziam o trabalho quem não queriam fazer, e esse eh um dos principais motivos dos cidadãos terem tanto tempo sobrando. Mas eu volto a essa questão mais a frente.
Iluminismo e desenvolvimento do capitalismo ocidental.
A principal característica do desenvolvimento da sociedade capitalista após a Idade Média foi a emancipação dos camponeses. Note: onde eles emanciparam primeiro é onde a democracia e o capitalismo se desenvolveram primeiro e mais mais rápido.
E uma das principais características da emancipação dos camponeses na Europa Ocidental era o fato de poderem manter a terra para si onde sua família trabalha há gerações (e pertenciam antes a um proprietário feudal). As terras que antes tinham que ser protegida pelos seus proprietários e que por isso mantinham um exército privado, agora passa a ser protegido pela Nação-estado e seu exército/polícia, permitindo que pequenos e médios agricultores emancipados tivessem suas terras seguras. (Ver Origens do Totalitarismo por Hannah Arendt).
Na Europa Oriental, os camponeses não mantinham a terra para si mesmos e foram emancipados muito mais tarde; assim, a democracia e o capitalismo também se desenvolveram mais tarde e os antigos senhores feudais se tornaram os poderosos políticos no Estado-Nação. (O que eu suponho que tenha algumas semelhanças com o que aconteceu no Brasil).
A era colonial
É muito clara a diferença de desenvolvimento social, político e econômico entre os países onde a terra foi distribuída às famílias (como nos EUA, Austrália e no Canadá), comparado com onde enormes quantidades de terras foram dada a alguns amigos do Rei e ao restante da população (a maioria) eram trabalhadores sem terra própria (como nas colônias espanhola e portuguesa).
Hoje em dia
Regiões na América do Sul, onde houve certa distribuição de terras para a população no passado (especialmente para os pobres), são as regiões onde tendeu um melhor desenvolvimento político, social e econômico.
Adivinhe quais são as principais características de um declínio da sociedade? O que causou o declínio da sociedade grega, chinesa, romana e o que aparentemente está causando as crises sócio-político-econômico de hoje é a concentração de riqueza nas mãos de poucos, sem o acesso da população a tais. Basta olhar para a Idade Média, onde a população teve que trabalhar na terra de poderosos proprietários. Ou hoje nos países pobres e em desenvolvimento em que a maioria da população mal beira a classe média. E mesmo nos países desenvolvidos hoje em que os salários estão estagnados a aproximadamente 40 anos.
Eu falei antes que eu iria voltar a questão da escravidão que estava engrenada na característica social, cultural e econômica da Grécia e Roma. Ao meu ver, da mesma forma que a consolidação da doutrina do trabalho (ver a Ética protestante e o Espírito do Capitalismo de Max Weber) foi uma as coisas mais importante para abolir a escravidão, eu suponho que a automação propicia a abolição da doutrina do trabalho, pq ambos nao tem como se desenvolverem juntos a não ser com pesados subsídios industriais e agrícolas junto com o dumping comercial para manter empregos, como acontece nos países desenvolvidos. Entao pq nao acabar com a doutrina do trabalho e parar de injetar dinheiro a empresas para produzirem além de uma demanda existente, o que faz com que governos tenham que criar demandas artificialmente com mais dinheiro a ser investido em projetos de especulação urbana desnecessária, além de dumping comercial que prejudica imensamente os países mais pobres, e simplesmente coloca esse dinheiro diretamente na mão dos cidadãos, para criar uma demanda real e uma produção real a uma demanda (o que muito provavelmente acabará ou amenizar as bolhas e crises econômicas que vem sendo tão frequente, e os conflitos entre nações para ganhar o mercado um do outro para dumping comercial.
"Fascinante como definimos independência como sendo fazer coisas para outra pessoa por dinheiro. Contanto que possamos encontrar alguém para nos pagar, somos auto-suficientes. Isso é na verdade uma dependência de outras pessoas. Todos dependemos de clientes de alguma forma. Clientes são os verdadeiros criadores de emprego e a Renda Universal os criaria.
Quando você trabalha por conta própria ou é dono de seu próprio negócio, o que vc se importa é os clientes e o que você não liga é a origem do dinheiro deles. Ninguém pergunta se seus clientes "trabalharam" pelo dinheiro antes de aceitá-lo. O que importa é que eles têm dinheiro para serem clientes. " Twitter @scottsatens
Eu penso que as pessoas com uma renda básica vai continuar trabalhando. Seja para ajudar a sua comunidade tal como foi por muito tempo a cultura americana, em que os cidadãos do bairro ajudam a reformar a escola, a igreja, a biblioteca e prezam pelo trabalho voluntário. E mesmo hoje, durante a quarentena, tem pais dando aulas as crianças de seus vizinhos no quintal, como forma de trabalho social voluntário, e essa eh a verdadeira raiz patriótica Americana que muitos brasileiros que batem continência a bandeira Americana não carregam como princípio, pq nos países em que o auto determinismo foi mais limitado à população pela falta de acesso à riqueza (terras), ser servido e não servir passou a ser o simbólico do sucesso.
Mas o que eu quero dizer com tudo isso, é que as pessoas tendo a opção de nao servir e escolher a quem servir, buscando as melhores condições de trabalho e sentido em seu trabalho, que passa a ser não o dinheiro para sobreviver mas sim ao trabalho procreativo social, empresas em geral terão que oferecer as melhores condições ou serão obrigadas a investir em automação o quanto possível. E eu vejo isso como positivo.
Portanto, dar dinheiro de graça, como era a terra no passado, é o que desenvolve uma sociedade com melhor cultura política, economia, melhor participação social e melhor capitalismo.
Eu nao ligo qual sistema econômico vivemos desde que o sistema consiga se adaptar a simbiose social e tecnológica, ao invés de estagnar tal sociedade por falta de capacidade adaptativa. Até mesmo pq todo sistema cai naturalmente quando não se adapta a sociedade que está sempre em constante transformação.
Eu penso que eh por isso mesmo mais e mais pessoas que defendem o capitalismo estão começando a defender a implementação da Renda básica Universal (veja o Andrew Jang por exemplo). Pq sabem que não podemos fingir que ainda estamos no século XX em um sistema estagnado que só causará decadência e colapso social. E penso que muita gente se torna conservadora com medo que tais mudancas levem a outro sistema (ou para ser mais espeficico, com medo e acresitando que mudancas irao levar ao socialismo/comunismo).
Observacao: Como sempre e mais uma vez, estou apresentando a minha perspectiva para obter as observações que possam corrigir ou agregar algo, para melhor entender as coisas e as pessoas. E como sempre eu sei que tem muita gente que ficará ofendida e estressada por discordar de algo. Então antes de responder no impulso emotivo com ad hominem e ofensas, talvez ganhem o conforto emocional do apoio de alguns, mas a mim e a discussão tais atitudes tóxicas apenas servem para empobrecer o ambiente e confirmar o despreparo em lidar com as próprias frustrações.
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2020.05.05 11:38 ThorDansLaCroix Meu ponto de vista em favor a Renda Basica Universal.

Antes de tudo eu quero dizer (aparentemente tenho que dizer) que minhas opiniões, deduções e informacoes nao sao levadas como absolutistas por mim. Caso contrário eu não estaria perdendo tempo apresentando e conversando com pessoas com perspectivas diferentes e divergentes. Dito isso:
Enquanto a maioria dos apoiadores mais eloquente do capitalismo dizem que a Renda Básica é socialismo (ou seja, dizem ser contra), a sociedade sempre emergiu ao protocapitalismo, liberdade, conhecimento, democracia e desenvolvimento quando a riqueza foi distribuída "gratuitamente" à população.
Eu vou citar alguns exemplos que tenho e então vcs me corrigem se tiverem algo para enriquecer o debate.
A China, o maior império asiático no passado, era uma sociedade que desenvolveu grandes tecnologias para sua época, comércio, indústrias, arquitetura e uma de suas principais características era o fato de as pessoas receberem terra (e sementes quando havia desastres naturais). Obviamente o governo saia ganhando pq no lugar de deixar uma pessoa pobre, improdutiva pedindo esmolas na rua e provavelmente cometendo crimes, dando o acesso a terra a pessoa ou família não só passa a ser produtiva para a sociedade mas também paga impostos.
Agora, vamos para a Grécia:
"A maior objeção dos oponentes da Renda Básica Universal é com argumento que as pessoas são intrinsecamente preguiçosas e desonradas. Dizem que quando o dinheiro é distribuído de graça, todos ficam sentados e param de trabalhar até o colapso do sistema. [...] acontece que a Grécia Antiga é um exemplo fantástico do que acontece em uma sociedade que dotou seus membros de abundância e direito. [...]
No mundo pré-moderno de uma típica cidade-estado grega, a terra era o recurso mais importante, a chave para o sustento e a segurança. A maioria das cidades-estados gregas distribuiu terras para a população de maneira a apoiar o maior número possível de famílias independentes e autossustentáveis. A democracia ateniense, que se destacava por seus extensos programas sociais, fornecia subsídios para jogos, teatro e grãos para tornar a vida mais agradável e digna. Essa vida "agradável", no entanto, não gerou um bastião de indivíduos preguiçosos que estavam inclinados a fazer o mínimo possível.
Uma das características mais marcantes da Grécia antiga é o alto nível de ação voluntária e auto-organizada. A típica cidade-estado grega não mantinha um exército ou burocracia profissional. Os cidadãos, além de administrar os assuntos locais em suas aldeias e bairros, também lutaram em batalhas e administraram o governo sem incentivo financeiro ou desespero (o pagamento de subsídios para hoplites e jurados foi introduzido em Atenas apenas para aumentar a participação dos pobres). Em Atenas, onde as pessoas tinham muita liberdade para fazer o que desejavam, a filosofia e as artes floresceram, deixando-nos uma coleção inestimável dos clássicos. De fato, temos boas evidências de um velho em particular que passava muitos dias conversando com amigos e transeuntes, em vez de provar seu valor trabalhando duro e incessantemente em seu trabalho. Caso você queira saber o nome desse "parasita", era Sócrates.
Sob um sistema que reduzia a escassez e a concorrência e aumentava a abundância e o lazer, os gregos não se tornavam apáticos e ambiciosos. Pelo contrário, nenhuma outra pessoa era tão competitiva e gostava de excelência quanto os gregos. A diferença é que, uma vez que não precisavam mais se preocupar com as necessidades básicas, canalizavam a maior parte de sua energia em competições de atletismo, criatividade e serviço público. Essas competições agonísticas de atividades não materiais enriquecem e reúnem a comunidade em vez de estabelecer "perdedores" para punição ".
https://economic-historian.com/2019/04/the-time-for-universal-basic-income-has-come/
Uma coisa que falta na citação acima é a questão da sociedade grega (pelo menos entre as famílias mais ricas) eram os escravos que faziam o trabalho quem não queriam fazer, e esse eh um dos principais motivos dos cidadãos terem tanto tempo sobrando. Mas eu volto a essa questão mais a frente.
Iluminismo e desenvolvimento do capitalismo ocidental.
A principal característica do desenvolvimento da sociedade capitalista após a Idade Média foi a emancipação dos camponeses. Note: onde eles emanciparam primeiro é onde a democracia e o capitalismo se desenvolveram primeiro e mais mais rápido.
E uma das principais características da emancipação dos camponeses na Europa Ocidental era o fato de poderem manter a terra para si onde sua família trabalha há gerações (e pertenciam antes a um proprietário feudal). As terras que antes tinham que ser protegida pelos seus proprietários e que por isso mantinham um exército privado, agora passa a ser protegido pela Nação-estado e seu exército/polícia, permitindo que pequenos e médios agricultores emancipados tivessem suas terras seguras. (Ver Origens do Totalitarismo por Hannah Arendt).
Na Europa Oriental, os camponeses não mantinham a terra para si mesmos e foram emancipados muito mais tarde; assim, a democracia e o capitalismo também se desenvolveram mais tarde e os antigos senhores feudais se tornaram os poderosos políticos no Estado-Nação. (O que eu suponho que tenha algumas semelhanças com o que aconteceu no Brasil).
A era colonial
É muito clara a diferença de desenvolvimento social, político e econômico entre os países onde a terra foi distribuída às famílias (como nos EUA, Austrália e no Canadá), comparado com onde enormes quantidades de terras foram dada a alguns amigos do Rei e ao restante da população (a maioria) eram trabalhadores sem terra própria (como nas colônias espanhola e portuguesa).
Hoje em dia
Regiões na América do Sul, onde houve certa distribuição de terras para a população no passado (especialmente para os pobres), são as regiões onde tendeu um melhor desenvolvimento político, social e econômico.
Adivinhe quais são as principais características de um declínio da sociedade? O que causou o declínio da sociedade grega, chinesa, romana e o que aparentemente está causando as crises sócio-político-econômico de hoje é a concentração de riqueza nas mãos de poucos, sem o acesso da população a tais. Basta olhar para a Idade Média, onde a população teve que trabalhar na terra de poderosos proprietários. Ou hoje nos países pobres e em desenvolvimento em que a maioria da população mal beira a classe média. E mesmo nos países desenvolvidos hoje em que os salários estão estagnados a aproximadamente 40 anos.
Eu falei antes que eu iria voltar a questão da escravidão que estava engrenada na característica social, cultural e econômica da Grécia e Roma. Ao meu ver, da mesma forma que a consolidação da doutrina do trabalho (ver a Ética protestante e o Espírito do Capitalismo de Max Weber) foi uma as coisas mais importante para abolir a escravidão, eu suponho que a automação propicia a abolição da doutrina do trabalho, pq ambos nao tem como se desenvolverem juntos a não ser com pesados subsídios industriais e agrícolas junto com o dumping comercial para manter empregos, como acontece nos países desenvolvidos. Entao pq nao acabar com a doutrina do trabalho e parar de injetar dinheiro a empresas para produzirem além de uma demanda existente, o que faz com que governos tenham que criar demandas artificialmente com mais dinheiro a ser investido em projetos de especulação urbana desnecessária, além de dumping comercial que prejudica imensamente os países mais pobres, e simplesmente coloca esse dinheiro diretamente na mão dos cidadãos, para criar uma demanda real e uma produção real a uma demanda (o que muito provavelmente acabará ou amenizar as bolhas e crises econômicas que vem sendo tão frequente, e os conflitos entre nações para ganhar o mercado um do outro para dumping comercial.
"Fascinante como definimos independência como sendo fazer coisas para outra pessoa por dinheiro. Contanto que possamos encontrar alguém para nos pagar, somos auto-suficientes. Isso é na verdade uma dependência de outras pessoas. Todos dependemos de clientes de alguma forma. Clientes são os verdadeiros criadores de emprego e a Renda Universal os criaria.
Quando você trabalha por conta própria ou é dono de seu próprio negócio, o que vc se importa é os clientes e o que você não liga é a origem do dinheiro deles. Ninguém pergunta se seus clientes "trabalharam" pelo dinheiro antes de aceitá-lo. O que importa é que eles têm dinheiro para serem clientes. " Twitter @scottsatens
Eu penso que as pessoas com uma renda básica vai continuar trabalhando. Seja para ajudar a sua comunidade tal como foi por muito tempo a cultura americana, em que os cidadãos do bairro ajudam a reformar a escola, a igreja, a biblioteca e prezam pelo trabalho voluntário. E mesmo hoje, durante a quarentena, tem pais dando aulas as crianças de seus vizinhos no quintal, como forma de trabalho social voluntário, e essa eh a verdadeira raiz patriótica Americana que muitos brasileiros que batem continência a bandeira Americana não carregam como princípio, pq nos países em que o auto determinismo foi mais limitado à população pela falta de acesso à riqueza (terras), ser servido e não servir passou a ser o simbólico do sucesso.
Mas o que eu quero dizer com tudo isso, é que as pessoas tendo a opção de nao servir e escolher a quem servir, buscando as melhores condições de trabalho e sentido em seu trabalho, que passa a ser não o dinheiro para sobreviver mas sim ao trabalho procreativo social, empresas em geral terão que oferecer as melhores condições ou serão obrigadas a investir em automação o quanto possível. E eu vejo isso como positivo.
Portanto, dar dinheiro de graça, como era a terra no passado, é o que desenvolve uma sociedade com melhor cultura política, economia, melhor participação social e melhor capitalismo.
Eu nao ligo qual sistema econômico vivemos desde que o sistema consiga se adaptar a simbiose social e tecnológica, ao invés de estagnar tal sociedade por falta de capacidade adaptativa. Até mesmo pq todo sistema cai naturalmente quando não se adapta a sociedade que está sempre em constante transformação.
Eu penso que eh por isso mesmo mais e mais pessoas que defendem o capitalismo estão começando a defender a implementação da Renda básica Universal (veja o Andrew Jang por exemplo). Pq sabem que não podemos fingir que ainda estamos no século XX em um sistema estagnado que só causará decadência e colapso social. E penso que muita gente se torna conservadora com medo que tais mudancas levem a outro sistema (ou para ser mais espeficico, com medo e acresitando que mudancas irao levar ao socialismo/comunismo).
Observacao: Como sempre e mais uma vez, estou apresentando a minha perspectiva para obter as observações que possam corrigir ou agregar algo, para melhor entender as coisas e as pessoas. E como sempre eu sei que tem muita gente que ficará ofendida e estressada por discordar de algo. Então antes de responder no impulso emotivo com ad hominem e ofensas, talvez ganhem o conforto emocional do apoio de alguns, mas a mim e a discussão tais atitudes tóxicas apenas servem para empobrecer o ambiente e confirmar o despreparo em lidar com as próprias frustrações.
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2019.08.19 01:41 O-Pensador O Pequeno Manual do Anarquismo Individualista

Este ensaio foi escrito em 1911 e publicado posteriormente na Enciclopédia Anarquista de Sébastien Faure.
I
O anarquista é aquele que nega a autoridade e rejeita seu corolário econômico: a exploração. E isso em todas as áreas de atividade humana. O anarquista deseja viver sem deuses nem mestres; sem patrões nem diretores; alegais, sem leis e preconceitos; amorais, sem obrigações e moralidades coletivas. Ele deseja viver em liberdade, viver sua concepção pessoal de vida. Em seu interior, ele é sempre um a-social, um refratário, um excluído, alguém que está à margem, à parte, um inadaptado. É por obrigação que vive em companhia daqueles cujos hábitos repugnam seu temperamento, é como um estranho no ninho. Ele só se submete aquelas condições indispensáveis — e sempre com certo pesar — para não arriscar ou sacrificar tola e desnecessariamente sua vida, uma vez que as considera como armas de defesa pessoal na luta pela existência. O anarquista deseja viver sua vida, o tanto quanto possível, moral, intelectual e economicamente independente do resto mundo, sem preocupação com explorados e exploradores; sem a intenção de dominar ou explorar os outros, mas pronto a reagir por quaisquer meios àqueles que venham a intervir em sua vida ou a proibi-lo de expressar sua opinião através da pena ou da fala.
O anarquista é o inimigo do Estado e de todas as instituições que mantêm ou perpetuam a submissão do indivíduo. Não há possibilidade de reconciliação entre o anarquista e qualquer forma de sociedade baseada na autoridade, seja ela aristocrática ou democrática. Não há área de concordância entre o anarquista e um ambiente dirigido pelas decisões de uma maioria ou pela voz de uma elite. O anarquista luta contra aquilo que é ensinado pelo Estado e referendado pela Igreja. Ele é o adversário dos monopólios e privilégios, tendo eles natureza intelectual, moral ou econômica. Em suma, ele é o adversário irreconciliável de todos os regimes, de todos os sistemas sociais, de tudo o que implique a dominação de um homem ou de um grupo sobre o indivíduo, da exploração de um indivíduo por outro ou pelo grupo.
O trabalho do anarquista, acima de tudo, é uma crítica. O anarquista semeia a revolta contra aqueles restringem a livre expressão individual. Ele livra as mentes das idéias preconcebidas, liberta aqueles cujas mentalidades estão aprisionadas pelo medo e auxilia aqueles que já se emanciparam das convenções sociais; o anarquista incentiva aquele que deseja se rebelar junto a ele contra o determinismo do meio social, que deseja afirmar sua individualidade, esculpir sua estátua interior, ser o tanto quanto possível independente do ambiente moral, intelectual e econômico. Ele pressionará o ignorante a se informar, o apático a reagir, o fraco a se fortalecer, o submisso a se levantar. Ele pressiona os mal dotados a tirar de si todos os recursos possíveis e a não depender dos outros.
Um abismo separa o anarquismo do socialismo em todos os seus aspectos, incluindo o sindicalismo.
O anarquista coloca o ato individual em primeiro lugar no seu conceito de vida. Por isso ele é denominado anarquista individualista.
Ele não pensa que os males de que sofre a humanidade advêm exclusivamente do capitalismo ou da propriedade privada. Ele pensa que se devem especialmente à natureza falha da mentalidade humana como um todo. Só existem mestres porque há escravos, só existem deuses porque há fiéis. O anarquista individualista não tem interesse numa revolução violenta que tem como objetivo a transformação do modo de distribuição de bens para um sistema comunista ou coletivista que não leve a uma mudança na mentalidade geral e a uma emancipação do indivíduo. Sob o comunismo, ele será subordinado à boa vontade do Meio: permanecerá tão pobre e miserável quanto agora. Em vez de estar sob o jugo de uma pequena minoria capitalista, ele será dominado pelo coletivo econômico. Nada será exclusivamente seu. Ele será um produtor ou um consumidor, nunca um indivíduo autônomo.
II
O anarquista individualista difere do anarquista comunista no sentido de que considera (além dos objetos de prazer que formam a extensão da personalidade) a propriedade privada dos meios de produção e a livre disposição de seus produtos como uma garantia essencial da autonomia individual. Esta propriedade se deve limitar à terra ou às máquinas indispensáveis ao atendimento das necessidades da unidade social (individual, casais, agrupamentos familiares, etc.); ela existe sob a condição de que o proprietário não a alugue nem recorra a outra pessoa para sua valorização.
O anarquista individualista não quer viver a qualquer preço, como o individualista, que não se importaria em viver sob regulamentação, bastando que se lhe assegurasse uma tigela de sopa, vestes adequadas e uma casa para viver.
O anarquista individualista, além disso, não se vincula a nenhum sistema futuro. Ele afirma estar em estado de autodefesa em relação a qualquer ambiente social (Estado, sociedade, meio, agrupamento, etc.) que admita, aceite, perpetue, aprove ou possibilite:
a) a subordinação ao meio do indivíduo, o que o coloca em estado de patente inferioridade, uma vez que ele não pode tratar o todo de igual para igual, de potência para potência;
b) a obrigatoriedade (em quaisquer áreas) do auxílio aos outros, da solidariedade, da associação;
c) a privação da possessão individual e inalienável dos meios de produção e da disposição total e sem restrições de seus produtos;
d) a exploração do homem por seus semelhantes, que o farão trabalhar para seu próprio benefício e lucros;
e) a concentração, isto é, a possibilidade de que um indivíduo, casal ou agrupamento familiar possua mais do que o necessário para seu sustento;
f) o monopólio do Estado ou de qualquer forma executiva que o substitua, ou seja, sua intervenção centralizadora, administrativa, diretiva e organizacional nas relações individuais, em quaisquer áreas;
g) o empréstimo a juros, a usura, o ágio, a negociação comercial, a herança, etc, etc.
III
O anarquista individualista faz sua "propaganda" para selecionar aqueles temperamentos anarquistas individualistas que se ignoram e determinar um ambiente intelectual favorável a seu desenvolvimento. As relações entre anarquistas individualistas têm por base a "reciprocidade". A "camaradagem" é de ordem essencialmente individual, jamais é imposta. É um "camarada" aquele com quem é agradável estar individualmente, que faz um apreciável esforço para se sentir vivo, que toma parte da propaganda crítica educativa e da seleção das pessoas; que respeita o modo de viver de cada um, que não interfere no desenvolvimento de seus companheiros e no daqueles que o conhecem mais de parto.
O anarquista individualista não é jamais um escravo de uma fórmula ou receita. Ele não aceita opiniões. Propõe apenas teses. Se adotar em algum momento certo estilo de vida, é para que se lhe assegure maior liberdade, maior felicidade, maior bem-estar, não tendo em vista seu próprio sacrifício. Ele altera e transforma seu modo de vida quando percebe que, se continuasse a adotar aquele curso de ações, perderia parte de sua autonomia. Ele não quer se deixar dominar por princípios estabelecidos a priori; é nas experiências, no a posteriori, que se baseia sua conduta, que nunca é definitiva, mas está sempre sujeita a mudanças e transformações, de acordo com as novas experiências e com a necessidade de novas armas para combater o seu meio. Sem que nada seja um a priori absoluto.
O anarquista individualista responde apenas por seus atos.
O anarquista individualista considera associações somente como uma conveniência, uma necessidade temporária. Ele só deseja se associar no caso de uma urgência, mas sempre de forma voluntaria. Seus contratos duram pouco tempo, e são sempre assinados sob a condição de que estarão terminados imediatamente caso uma das partes se sinta lesada.
O anarquista individualista não determina qualquer moral sexual. A vida sexual, afetiva ou sentimental de cada pessoa só diz respeito a ela mesma, para ambos os sexos. O que importa é que as relações sexuais entre anarquistas de sexos diferentes não haja força nem violência. O anarquista individualista pensa que a independência econômica e a possibilidade de ser mãe de acordo com a própria vontade são as condições iniciais da emancipação da mulher.
O anarquista individualista quer viver, quer poder apreciar a vida individualmente, encarar a vida em todas as suas manifestações. Ele quer, porém, permanecer sendo o mestre de suas vontades, considerando como servos à disposição de seu "eu" seus conhecimentos, suas faculdades, seus sentidos, os vários órgãos perceptivos de seu corpo. Ele não é temeroso, mas não quer ser diminuído. Ele sabe muito em que aquele que se deixa levar pelas paixões ou dominar pelos impulsos é um escravo. Ele quer conservar o "controle de si" para se lançar às aventuras das pesquisas independentes e do livre exame. Ele recomenda uma vida simples, a renúncia aos luxos, das inutilidades; uma fuga das aglomerações humanas; uma alimentação racional e a prática da higiene corporal.
O anarquista individualista se interessará em associações formadas por certos camaradas para fugir à obsessão de um Meio que lhes repugna. Ele é simpático à recusa ao serviço militar e a pagar impostos; às uniões livres surgidas como protesto contra a moralidade vigente; ao ilegalismo, como ruptura violenta (com algumas reservas) com contratos econômicos impostos pela força; à abstenção de quaisquer ações, do trabalho ou de quaisquer funções que impliquem a manutenção ou a consolidação de um regime intelectual, ético ou econômico imposto; à troca de produtos entre anarquistas individualistas proprietários dos meios de produção, sem intermédio de nenhum capitalista; etc. Estes são atos de revolta próprios ao caráter do anarquismo individualista. Émile Armand (1872-1962) foi um anarquista individualista francês. Fundou, junto com outros individualistas, a Ligue Antimilitariste e editou o jornal L'En-Dehors por 17 anos.
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2019.07.30 20:00 Dyegomed Guia Completo: Como funciona a Residência Médica? (13/09/2018)

Guia Completo: Como funciona a Residência Médica? (13/09/2018)
A seguir você vai ver um resumo comparativo com todas as R1, logo abaixo terão características detalhadas de cada uma. (com base em alguns dados feitos pela pesquisa da USP: "A Demografia Médica do Brasil")

ÁREAS DA MEDICINA R1


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ACUPUNTURA

Uma Medicina alternativa e complementar que serve de terapia para o corpo. No Brasil, não é necessário fazer Medicina para se tornar acupunturista. A Acupuntura é recomendada pela OMS para o tratamento de 200 doenças e sintomas. Requer muita delicadeza e amor ao que faz, já que o salário médio está longe de outras especialidades médicas mais famosas.

ANESTESIOLOGIA

Essa é uma das principais especialidades e vem crescendo a cada ano, é uma das áreas com o maior salário na Medicina. Se você gosta de procedimentos invasivos e de estar sempre atualizado, essa especialidade é para você! Mas saiba que, atualmente, o anestesiologista não fica mais restrito ao centro cirúrgico e participa do pré e pós operatório do paciente.

CIRURGIA GERAL

É uma das principais especialidades do país e desejo de milhares de estudantes de Medicina. A Cirurgia Geral é pré-requisito para quem quer fazer RM em outros tipos de cirurgia, como Cirurgia de Mão, Pediátrica, de Aparelho Digestivo, etc. A especialidade exige resistência física, emocional e segurança nas tomadas de decisões. A partir de 2019 a área vai ser dividida em duas: Área Cirúrgica Básica (2 anos) e Programa de Cirurgia Geral (3 anos).

CIRURGIA CARDIOVASCULAR

Virou especialidade de acesso direto mas com 5 anos de Residência Médica. A especialidade exige as mesmas características da Cirurgia Geral, mas também é necessário ter domínio de tecnologias, que tem evoluido muito, da videoendoscopia torácica até robos inteligente.

CLÍNICA MÉDICA

Uma das 3 principais especialidades da Medicina e a com o maior campo de trabalho. O especialista nela acaba aprendendo de tudo um pouco e vai ter uma visão ampla do paciente, atuando no combate de doenças de baixa e alta complexidade. Se você gosta de diagnosticar, ela é pra você! Pré-requisito para quem quer fazer RM em uma especialidade clínica - com exceção de dermato e neurologia.

DERMATOLOGIA

É uma das especialidades mais concorridas do Brasil, mas tem um grande campo de atuação; podendo atuar fazendo procedimentos clínicos, cirúrgicos e cosmiátricos. É muito comum trabalhar em consultório próprio ou em outras clínicas. É uma área muito delicada da Medicina, o que atrai muitas médicas. Carisma e uma boa relação com o paciente é fundamental para se sair bem. Com muito amor e dedicação, você consegue sua vaga nessa RM.

GENÉTICA MÉDICA

É a especialidade menos concorrida do país. O profissional lida com doenças genéticas raras - na maioria das vezes - e com os famosos exames de DNA. O paciente tratado costuma ter passado por diversos outros médicos antes de se consultar com esse tipo de especialista, que por essência deve ser curioso - já que sua principal função é investigar. Para quem gosta de laboratórios, é uma boa opção!

GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA

Uma das 5 principais especialidades. Ela cuida da saúde do sistema reprodutor da mulher e a acompanha no momento da gravidez. É comum começar a trabalhar em Ginecologia e ir migrando aos pouco para a Obstetrícia. O relacionamento com o paciente é essencial, você precisará estar sempre disponível e assim ele vai estar sempre com você. O mercado é muito concorrido -mas se tiver amor- você pode ser muito bem realizado(a)!

HOMEOPATIA

É a primeira especialidade criada apenas no Brasil. Ela é focada no autoconhecimento, podendo tratar de alergias até problemas emocionais. Como o tratamento é de forma individual e não focado apenas em doenças, as consultas homeopáticas costumam ser extensas e detalhadas. O especialista deve ter um perfil compreensivo, que gere confiança ao paciente e gostar de manipulação de substâncias.

INFECTOLOGIA

O especialista trabalha com doenças relacionadas a vírus, bactérias, fungos, entre outras. Os pacientes costumam ser de população humilde, com pouco acesso a saúde básica. Justamente por isso, grande parte dos especialistas estão no Norte do Brasil, onde existe população indígena ou que são constantemente afetadas por doenças infecciosas. Possui um grande campo de atuação e muito trabalho, mas a remuneração não é das melhores. Mas a gratidão dos pacientes é enorme!

MEDICINA DA FAMÍLIA E COMUNIDADE

Devido aos programas federais, essa é a especialidade que mais cresce no país. O especialista realiza cuidados primários em famílias inteiras, por isso é fundamental que o médico seja acessível e empático, criando um relacionamento com as famílias mesmo sem nenhum doente. Quando isso acontecer, você será o primeiro a ser chamado. Resume bem a filosofia em volta da palavra Médico, ser especialista em pessoas e não em patologias.

MEDICINA DO TRABALHO

Medicina do Trabalho é a especialidade que visa a prevenção e a qualidade de vida dos trabalhadores durante seus serviços. A rotina do especialista não segue um padrão, mas é considerada tranquila e flexível. E ainda por cima apresenta um amplo mercado e boa remuneração. Vale ressaltar que a Medicina do Trabalho é uma das 7 principais especialidades do país, apesar de não ser de muito interesse dos recém-formados.

MEDICINA DO TRÁFEGO

É a especialidade que visa o bem estar físico, psíquico e social do ser humano que se desloca seja qual for o meio (carro, a pé, transporte público, etc). Suas principais áreas de atuação são: Medicina de Tráfego Preventiva, Curativa, Legal, Ocupacional e Medicina de Viagem. Por ser uma área carente de profissionais e com uma grande demanda de potenciais pacientes, ela é uma alternativa para as pessoas que querem um emprego sem muita dificuldade.

MEDICINA DO ESPORTE

Uma das 5 áreas com menos especialistas do país, a Medicina Esportiva visa tratar - e principalmente - prevenir lesões de praticantes de esporte profissionais e amadores. As áreas de atuação são amplas, indo de consultórios próprios até a clubes esportivos. Existem poucos profissionais e uma grande demanda, e com isso tende a crescer o número de especialistas e também por conta da consolidação da profissão após as Olimpíadas e Copa do Mundo de futebol.

MEDICINA FÍSICA E REABILITAÇÃO

É a área médica focada na qualidade de vida dos pacientes com deficiência ou doenças incapacitantes. Os profissionais estudam a melhora da função e a reabilitação dessas pessoas, tratando-os de uma forma total. O fisiatra não atua apenas com a parte física do paciente, tem que saber lidar também com emocional e social. Apesar da vasta abrangência, o crescimento da área vem diminuindo por causa do aumento da expectativa de vida e pela falta de investimentos.

MEDICINA LEGAL E PERÍCIA MÉDICA

É a especialidade que usa da ciência para esclarecer fatos de interesse da justiça. Como, por exemplo, examinar um cadáver para saber o que causou a sua morte. Ela visa esclarecer a causa e o efeito de: doenças, lesões, sequelas, mortes, acidentes, etc. Pode atuar tanto no setor público como no privado (seguradoras). Quem já viu série como CSI vai se identificar!

MEDICINA NUCLEAR

O especialista nessa área utiliza de várias ferramentas nucleares para fazer diagnósticos e terapias, e - por conta disso - é preciso ter prazer em lidar com a tecnologia. A rotina do Médico Nuclear é bem diferente de outros tipos de especialidades. Os trabalhos são diurnos e não costumam incluir fins de semana, nem trabalho em emergência. O lado bom, ou ruim, é que possui poucos profissionais na área.

MEDICINA PREVENTIVA E SOCIAL

É a especialidade que atua na prevenção de doenças coletivas e que não pensa no paciente individual. Essa prevenção se dá, por exemplo, através de vacinas, projetos focados nas atividades físicas e etc. O médico tem que ter um perfil organizado para planejar ações na saúde da população. Vem ganhando cada vez mais espaço na Medicina pública e particular, devido aos últimos casos de epidemias no Brasil.

NEUROCIRURGIA

Especialidade dedicada ao diagnóstico e tratamento de doenças e traumas no sistema nervoso central e periférico. Possui atividades bem delicadas e de riscos, lidando diretamente com a vida dos pacientes, o que exige firmeza na tomada de decisões, ter habilidades manuais e mentais - para tratar com os familiares. Atende a poucos pacientes durante os plantões e sobreavisos. É uma especialidade bem vista, além de ser bem remunerada e possuir bastante mercado.

NEUROLOGIA

O Neurologista é o profissional que trata clinicamente de distúrbios do sistema nervoso central e periférico - AVC, Parkinson, entre outras. É a especialidade que mais exige bons diagnósticos topográficos, exigindo que seja curioso e estudioso. A atuação é, em sua maioria, ambulatorial, mas esses profissionais estão cada vez mais presentes em hospitais e realizando plantões. Se você optar por essa especialidade, vai acabar interagindo muito com médicos generalistas e de outras especialidades.

OFTALMOLOGIA

É uma das áreas médicas mais conhecidas. O profissional lida com um sentido muito importante - que é a visão, e isso o torna muito importante. A rotina envolve ambulatório e consultórios de terceiros, mas muitos têm suas próprias clínicas mesmo os equipamentos sendo caros. Quando em plantão, ficam em sobreaviso e há poucas emergências - e com isso o plantão é um dos mais mal pagos. A especialidade exige que você trabalhe bem com as próprias mãos e que se especialize e se atualize cada vez mais dentro da área.

ORTOPEDIA E TRAUMOLOGIA

Essa é a 7ª maior especialidade do país. O início da carreira costuma ser em emergências atendendo problemas em ossos, articulações, ligamentos, tendões, músculos e nervos. Você tem que ser confiante e com habilidades manuais, pois é comum cirurgias. Vai viver muito tempo nos hospitais praticando, mas, com o tempo, irá mesclar a cirurgia ao atendimento ambulatorial. A especialidade está em voga graças à alta dos esportes - a remuneração é boa e tem amplo mercado, incluindo para as médicas.

OTORRINOLARINGOLOGIA

Especialidade clínica-cirúrgica bastante diversa e que trata doenças no nariz, ouvido, faringe e laringe; existindo assim a possibilidade de sub-especializar. O Residente aprende a prática cirúrgica desde o primeiro ano e ao final, a sua atuação ocorre tanto em consultórios particulares, como em clínicas e hospitais. Atende crianças e até idosos, que na maioria das vezes chegam pelo plano de saúde. Existem muitos profissionais na área, mas a demanda é muito alta também, por isso ainda é uma especialidade que vale muito a pena!

PATOLOGIA

É uma especialidade que exige do médico tanto conhecimentos teóricos, quanto práticos. O especialista tem uma área abrangente de trabalho, que pode ser de pesquisador básico ou um médico que faça diagnósticos terapêuticos; atuam muito em hospitais e universidades - quase sempre em laboratórios. Ou seja, se você não gosta de contato com pacientes e correria de emergências, essa especialidade pode ser para você, mas saiba que trabalhará ao lado de profissionais de outras áreas.

PATOLOGIA CLÍNICA E LABORATORIAL

É a especialidade que auxilia o médico de diversas outras especialidades em diagnósticos e acompanhamentos clínicos através de análise sanguínea, urina, fezes, entre outros fluídos biológicos. É uma especialidade que se propõe a produzir laudos, e não apenas resultados -com isso ajuda a esclarecer 80% dos diagnósticos. A grande maioria da vagas em Residência Médica para essa área não são ocupadas, fazendo com que tenha falta de profissionais em muitas regiões.

PEDIATRIA

É uma das especialidades bases da Medicina e sonho de muitos estudantes. É uma área que mais exige muito conhecimento do médico, já que muitas crianças não sabem relatar o que estão sentido. Além disso, o profissional precisa de muita paciência e amor para ser um grande pediatra, pois tratará diretamente com a família do paciente. Apresenta uma grande possibilidade de empregos e variedade de locais de trabalho, além das sub-especialidades -que você pode seguir optando pela Pediatria. Sua Residência e a de Neurologia sofreram algumas mudanças recentemente.

PSIQUIATRIA

Uma das primeiras especialidades do mundo, tratando doenças que afetam o comportamento humano como: depressão, transtorno bipolar e ansiedade. O especialista precisa ser muito paciente e empático, além de se acostumar a lidar com doenças crônicas. Sua atuação pode acontecer em certos hospitais, consultórios próprios, centros de dependentes químicos e etc. Os tratamentos são a longo prazo e isso faz com que não tenha sempre pacientes novos.

RADIOLOGIA E DIAGNÓSTICO POR IMAGEM

É a 6ª área com mais especialistas no país e, apesar de ter que gostar de usar tecnologias, se engana quem acha que o radiologista só fica sentado em frente a um computador o dia todo. Você precisa ser versátil e ter conhecimento geral sobre toda Medicina, pois acontece muita troca com outras especialidades. Mais especificamente, o profissional precisa determinar quais os melhores exames para fazer, os protocolos; acalmar o paciente, entre outras tarefas. Existe uma grande demanda de exames e plantões, por isso é essencial ter grande grau de concentração.

RADIOTERAPIA

É uma especialidade que usa a radiação ionizante para o tratamento de tumores malignos. Essa área vem sendo chamada de Rádio-Oncologia, já que tem atuado mais em prevenção, diagnóstico e tratamento de câncer. O profissional tem muito contato com os pacientes, com quem deve ter muita paciência e empatia, já que a doença é sempre delicada. Infelizmente, esses profissionais estão em falta em muitos lugares do Brasil - gerando uma grande oportunidade na área - pois sobram empregos para um mercado que é amplo e bem reconhecido.
crédito: www.soulmedicina.com.br
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2019.06.08 18:01 handebord O Brasil já perdeu suas chances de se tornar um país desenvolvido, não há mais volta

Implantada nos anos 30 e 40, a indústria nos principais países subdesenvolvidos dependentes serviu de base para o novo desenvolvimento industrial após a segunda guerra mundial e terminou se articulando com o movimento de expansão do capital internacional, cujo núcleo eram as empresas multinacionais criadas nas décadas de 40 a 60. Esta nova realidade contestava a noção de que o subdesenvolvimento significava a falta de desenvolvimento. Abria-se o caminho para compreender o desenvolvimento e o subdesenvolvimento como o resultado histórico do desenvolvimento do capitalismo, como um sistema mundial que produzia ao mesmo tempo desenvolvimento e subdesenvolvimento.
No Brasil, durantes os anos 30, figuras como Roberto Simonsen, Euvaldo Lodi e vários outros mostravam uma ampla consciência política e econômica do empresariado nacional. Suas entidades de classe como a Federação Nacional da Indústria, formulavam um projeto de desenvolvimento com alto conteúdo nacionalista e apoiavam o projeto de Estado Nacional Democrático dirigido por Getúlio Vargas. Porém ficaram evidentes os limites estruturais deste projeto diante de uma expansão das empresas multinacionais para o setor industrial. Elas possuíam vantagens tecnológicas definitivas e só poderiam ser detidas na sua expansão por Estados Nacionais muito fortes que necessitavam de um amplo apoio na população operária e na classe média, sobretudo entre os estudantes que aspiravam o desenvolvimento econômico como única possibilidade de incorporá-los ao mercado de trabalho. Não se tratava pois de uma questão de ausência de conhecimento ou disposição de luta, ou determinação.
A avassaladora campanha pelo “impeachment” de Vargas, foi detida pelo seu suicídio, e a sua carta testamento provocou uma arrasadora mobilização popular que fez a direita recuar e levou a uma fórmula de compromisso no governo de Juscelino Kubistchek: o Brasil abria suas portas ao capital internacional garantindo, contudo, suas pretensões estratégicas exigindo um alto grau de integração do seu parque industrial que deveria expandir-se até a montagem de uma indústria de base. O enorme crescimento industrial de 1955 a 1960 aumentou as contradições socio-econômicas e ideológicas no país. O caso brasileiro era o mais avançado no continente e não assegurou um caminho pacífico. A burguesia brasileira descobriu que o caminho do aprofundamento da industrialização exigia a reforma agrária e outras mudanças em direção à criação de um amplo mercado interno e à geração de uma capacidade intelectual, científica e técnica capaz de sustentar um projeto alternativo. Tais mudanças implicavam no preço de aceitar uma ampla agitação política e ideológica no país que ameaçava o seu poder, como ocorreu em países da Europa com o surgimento da social democracia, financiada por altos impostos sobre as elites locais.
O golpe de Estado de 1964 cerrou a porta ao avanço nacional-democrático e colocou o país no caminho do desenvolvimento dependente, apoiado no capital internacional e num ajuste estratégico com o sistema de poder mundial. “O que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil”. A fórmula do General Juracy Magalhães, ministro de relações exteriores do regime militar consolidava esta direção. Por mais que os anos posteriores tenham demonstrado o conflito existente entre os interesses norte-americanos e os interesses do desenvolvimento nacional brasileiro, não foi mais possível romper esta parceria selada com ferro e fogo no assalto ao poder de 1964.
Nos anos de transição à democracia, na década de 80, este projeto reapareceu no Movimento pelas “Diretas Já”, voltou a influenciar as eleições locais e marcou político e ideológico com a formação do chamado “centrão” durante a fase final da Constituinte e, sobretudo a constituinte de 1988. Contudo, a reorganização dos setores hegemônicos da classe dominante permitiu-lhes à retomada do controle em 1989, com a vitória eleitoral de Fernando Collor, e encontrou um caminho ainda mais sólido com a aliança de centro-direita que venceu as eleições de 1994, com Fernando Henrique Cardoso na presidência. Nos governos Lula e Dilma, houveram avanços do ponto de vista social, porém a estrutura econômica do país, subdesenvolvido e dependente, não foi mudada.
O que mais surpreendeu aos teóricos foi o crescimento dos países do sudeste asiático, como a Coréia do Sul. Muitos autores apresentaram a consolidação do crescimento desses países como evidência do fracasso da teoria da dependência. São vários os estudos sobre estes processos e são unânimes em reivindicar as especificidades da situação regional. As economias da região não fizeram uma grande dívida externa na década de 70, como os latino-americanos e os países do leste europeu. Elas passaram por reformas agrárias radicais nos anos 40 e 50, para o que tiveram especial apoio norte-americano, devido sua proximidade com os inimigos da guerra fria. Elas contaram com a acumulação de capitais japonesa e a política do MITI de exportar as indústrias de tecnologia em processo de obsolescência para os seus países vizinhos. Elas tiveram condições especiais de penetração no mercado norte-americano pelas razões geopolíticas já mencionadas. Mas, sobretudo, elas praticaram uma forte intervenção estatal e protecionismo que lhes permitiu sustentar suas políticas econômicas e desenvolver, ao mesmo tempo, uma base tecnológica própria.
O Brasil, que estava voltado para o pagamento dos juros da dívida externa na década de 80, criou uma imensa dívida interna com altíssimos juros e alta rotação, na década de 90, quando os juros internacionais caem, os países dependentes vêm-se estimulados e até forçados a empreender políticas econômicas de valorização de suas moedas nacionais. Estas políticas os levam a criar importantes déficits comerciais, os quais buscam cobrir com a atração de capital especulativo de curto prazo, pagando-lhes altos juros, internamente. É assim que, ao escaparmos dos juros altos internacionais (hoje extremamente baixos) caímos na trampa dos juros altos internos. O Estado se converte em prisioneiro do capital financeiro, afogado por uma dívida pública em crescimento exponencial, cujo serviço não deixa mais nenhum espaço para o investimento estatal, e também, cada vez menos para as políticas sociais e mesmo para a manutenção do modesto funcionalismo público.
Por isso, as possibilidades do Brasil se tornar um país desenvolvido como fizeram os tigres asiáticos são praticamente nulas.
https://link.medium.com/tfpOgYodlX
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2019.06.08 18:00 handebord O Brasil já perdeu suas chances de se tornar um país desenvolvido, não há mais volta

Implantada nos anos 30 e 40, a indústria nos principais países subdesenvolvidos dependentes serviu de base para o novo desenvolvimento industrial após a segunda guerra mundial e terminou se articulando com o movimento de expansão do capital internacional, cujo núcleo eram as empresas multinacionais criadas nas décadas de 40 a 60. Esta nova realidade contestava a noção de que o subdesenvolvimento significava a falta de desenvolvimento. Abria-se o caminho para compreender o desenvolvimento e o subdesenvolvimento como o resultado histórico do desenvolvimento do capitalismo, como um sistema mundial que produzia ao mesmo tempo desenvolvimento e subdesenvolvimento.
No Brasil, durantes os anos 30, figuras como Roberto Simonsen, Euvaldo Lodi e vários outros mostravam uma ampla consciência política e econômica do empresariado nacional. Suas entidades de classe como a Federação Nacional da Indústria, formulavam um projeto de desenvolvimento com alto conteúdo nacionalista e apoiavam o projeto de Estado Nacional Democrático dirigido por Getúlio Vargas. Porém ficaram evidentes os limites estruturais deste projeto diante de uma expansão das empresas multinacionais para o setor industrial. Elas possuíam vantagens tecnológicas definitivas e só poderiam ser detidas na sua expansão por Estados Nacionais muito fortes que necessitavam de um amplo apoio na população operária e na classe média, sobretudo entre os estudantes que aspiravam o desenvolvimento econômico como única possibilidade de incorporá-los ao mercado de trabalho. Não se tratava pois de uma questão de ausência de conhecimento ou disposição de luta, ou determinação.
A avassaladora campanha pelo “impeachment” de Vargas, foi detida pelo seu suicídio, e a sua carta testamento provocou uma arrasadora mobilização popular que fez a direita recuar e levou a uma fórmula de compromisso no governo de Juscelino Kubistchek: o Brasil abria suas portas ao capital internacional garantindo, contudo, suas pretensões estratégicas exigindo um alto grau de integração do seu parque industrial que deveria expandir-se até a montagem de uma indústria de base. O enorme crescimento industrial de 1955 a 1960 aumentou as contradições socio-econômicas e ideológicas no país. O caso brasileiro era o mais avançado no continente e não assegurou um caminho pacífico. A burguesia brasileira descobriu que o caminho do aprofundamento da industrialização exigia a reforma agrária e outras mudanças em direção à criação de um amplo mercado interno e à geração de uma capacidade intelectual, científica e técnica capaz de sustentar um projeto alternativo. Tais mudanças implicavam no preço de aceitar uma ampla agitação política e ideológica no país que ameaçava o seu poder, como ocorreu em países da Europa com o surgimento da social democracia, financiada por altos impostos sobre as elites locais.
O golpe de Estado de 1964 cerrou a porta ao avanço nacional-democrático e colocou o país no caminho do desenvolvimento dependente, apoiado no capital internacional e num ajuste estratégico com o sistema de poder mundial. “O que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil”. A fórmula do General Juracy Magalhães, ministro de relações exteriores do regime militar consolidava esta direção. Por mais que os anos posteriores tenham demonstrado o conflito existente entre os interesses norte-americanos e os interesses do desenvolvimento nacional brasileiro, não foi mais possível romper esta parceria selada com ferro e fogo no assalto ao poder de 1964.
Nos anos de transição à democracia, na década de 80, este projeto reapareceu no Movimento pelas “Diretas Já”, voltou a influenciar as eleições locais e marcou político e ideológico com a formação do chamado “centrão” durante a fase final da Constituinte e, sobretudo a constituinte de 1988. Contudo, a reorganização dos setores hegemônicos da classe dominante permitiu-lhes à retomada do controle em 1989, com a vitória eleitoral de Fernando Collor, e encontrou um caminho ainda mais sólido com a aliança de centro-direita que venceu as eleições de 1994, com Fernando Henrique Cardoso na presidência. Nos governos Lula e Dilma, houveram avanços do ponto de vista social, porém a estrutura econômica do país, subdesenvolvido e dependente, não foi mudada.
O que mais surpreendeu aos teóricos foi o crescimento dos países do sudeste asiático, como a Coréia do Sul. Muitos autores apresentaram a consolidação do crescimento desses países como evidência do fracasso da teoria da dependência. São vários os estudos sobre estes processos e são unânimes em reivindicar as especificidades da situação regional. As economias da região não fizeram uma grande dívida externa na década de 70, como os latino-americanos e os países do leste europeu. Elas passaram por reformas agrárias radicais nos anos 40 e 50, para o que tiveram especial apoio norte-americano, devido sua proximidade com os inimigos da guerra fria. Elas contaram com a acumulação de capitais japonesa e a política do MITI de exportar as indústrias de tecnologia em processo de obsolescência para os seus países vizinhos. Elas tiveram condições especiais de penetração no mercado norte-americano pelas razões geopolíticas já mencionadas. Mas, sobretudo, elas praticaram uma forte intervenção estatal e protecionismo que lhes permitiu sustentar suas políticas econômicas e desenvolver, ao mesmo tempo, uma base tecnológica própria.
O Brasil, que estava voltado para o pagamento dos juros da dívida externa na década de 80, criou uma imensa dívida interna com altíssimos juros e alta rotação, na década de 90, quando os juros internacionais caem, os países dependentes vêm-se estimulados e até forçados a empreender políticas econômicas de valorização de suas moedas nacionais. Estas políticas os levam a criar importantes déficits comerciais, os quais buscam cobrir com a atração de capital especulativo de curto prazo, pagando-lhes altos juros, internamente. É assim que, ao escaparmos dos juros altos internacionais (hoje extremamente baixos) caímos na trampa dos juros altos internos. O Estado se converte em prisioneiro do capital financeiro, afogado por uma dívida pública em crescimento exponencial, cujo serviço não deixa mais nenhum espaço para o investimento estatal, e também, cada vez menos para as políticas sociais e mesmo para a manutenção do modesto funcionalismo público.
Por isso, as possibilidades do Brasil se tornar um país desenvolvido como fizeram os tigres asiáticos são praticamente nulas.
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2019.06.06 19:43 Amanda3exceler INVESTIGAÇÃO CONJUGAL: COMO FUNCIONA ESSE TRABALHO DO DETETIVE PARTICULAR?

Com a consolidação da internet e os diversos aplicativos de paquera, o serviço de investigação conjugal cresceu vertiginosamente. Isso é justificado pelo fato da infidelidade continuar sendo um assunto delicado, que desperta medo e insegurança nas pessoas. Qualquer relacionamento é construído a partir de confiança e respeito, porém, quando um dos cônjuges percebe sinais de que há uma outra pessoa, a relação entra em um ciclo de desgaste doloroso. Quando isso acontece, a atitude mais comum é a busca por um detetive particular e o início de uma investigação conjugal.

SINAIS CLÁSSICOS DE TRAIÇÃO

À princípio, antes mesmo de contatar um detetive particular, você pode observar alguns comportamentos que indicam uma possível infidelidade, são eles:
Se você notar esses indícios, é fundamental contar com os serviços de um detetive particular. Dessa forma, você terá certeza do que realmente acontece, além de contar com um profissional autorizado para os diversos tipos de procedimentos.
Saiba mais em: https://www.elitedetetives.com.br
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2019.06.06 19:35 Amanda3exceler INVESTIGAÇÃO EMPRESARIAL: PESQUISA MOSTRA QUE CORRUPÇÃO CORPORATIVA É RECORRENTE NO BRASIL

Uma pesquisa realizada pela empresa Ernst & Young (EY) levantou um dado preocupante: 96% dos profissionais brasileiros acreditam que as práticas de suborno ou corrupção ocorrem recorrentemente no mundo dos negócios. Com esse número, o Brasil ficou em primeiro lugar - de um total de 53 países - no ranking feito pela EY. Diante desse cenário, a demanda por investigação empresarial cresce exponencialmente no país. Logo após a consolidação da Lei Anticorrupção, em 2014, a percepção desse grave problema corporativo se tornou mais forte. Com isso, o trabalho do detetive particular é ainda mais essencial do que antes.

POR QUE DEVO CONTRATAR UMA INVESTIGAÇÃO EMPRESARIAL?

Os serviços de um detetive particular se tornam necessários a medida que 18% dos executivos brasileiros acreditam que, para conquistar um negócio, é justificável oferecer pagamento ou manipular demonstrações financeiras. Porém, esse tipo de comportamento pode abrir um precedente e comprometer a imagem da empresa. Portanto, caso suspeite do comportamento de sócios ou funcionários, contrate um detetive particular para resolver esse problema.

Saiba mais em: https://www.elitedetetives.com.br
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2019.06.05 02:28 AntonioMachado [1996] Tatiana Khabarova - O papel dos estados nacionais na época contemporânea

Artigo: http://www.hist-socialismo.com/docs/Papel_%20Estados_Nacionais.pdf
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2019.05.20 00:58 AntonioMachado [2001] Tatiana Khabarova - Socialismo e mercado

Artigo: http://www.hist-socialismo.com/docs/Socialismo_e_mercado.pdf
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2019.03.09 17:25 O-Pensador Por que imposto é roubo?

Talvez a frase de efeito mais famosa dentre os libertários é: “Imposto é roubo.” Apesar de ser uma verdade, que implica, em particular, a ilegitimidade do estado — visto que roubo é um crime, independentemente se praticado por cidadãos ou se por governos —, o fato é que vejo poucas pessoas que sabem dar uma justificativa correta a essa afirmação. Isto se deve em parte à fácil intuição gerada por ela, pois qualquer um sabe que, se uma pessoa não pagar impostos e resistir às intimidações do estado, ela será sequestrada pelo governo, como ocorreu com o famoso ativista anti-imposto Irvin Schiff, que em 2015 faleceu na cadeia por defender a ilegalidade do imposto de renda nos EUA [1]. Porém, essa constatação da ameaça implícita por trás dos impostos não é suficiente para determinar que o imposto é de fato um crime, embora seja obviamente uma condição necessária. Sendo mais preciso, poderíamos ter duas, e apenas duas, situações onde o imposto poderia ser visto como como algo legítimo, caso fosse: 1) um pagamento previsto em um contrato implícito, chamado “contrato social”, onde, no passado, as pessoas, legitimamente possuidoras de suas propriedades, abriram mão de certos direitos para um governo ou outra autoridade a fim de obter as vantagens da ordem social; e/ou 2) uma taxa forçada feita pelo estado a fim de pagar suas despesas de manutenção, caso análogo a um condomínio, onde a posse territorial do estado seria legítima. Esses dois casos resumem todos os principais argumentos pró-imposto dos estatistas, de modo que para demonstrar que o imposto está fora da lei, é suficiente refutar ambos os casos, mostrando que o contrato social, caso exista como contrato implícito, não pode ser legalmente executável e que o território do estado não é legitimamente apropriado. Daí seguirá nossa famosa tese que imposto é de fato um assalto a mão armada.
Antes, porém, é importante ressaltar que questões sobre o estado ser necessário (e não é) para prover bens públicos [2] ou de seu surgimento ser ou não inevitável [3] dentro de uma sociedade livre são irrelevantes para determinarmos a justiça do imposto, pois estão em diferentes categorias epistemológicas: “imposto é roubo” é uma afirmação dentro do âmbito da Ética, das questões prescritivas, i.e., que tratam do dever, enquanto que as demais questões relativas ao estado são meramente descritivas. E como David Hume observou, [4] um dever nunca deve seguir de um ser, i.e., é epistemologicamente equivocado derivar verbos no imperativo de outros no indicativo – no nosso caso, derivar “você deve pagar impostos” de “o estado é necessário para manter a ordem” ou “o estado é inevitável”. Nesse artigo, vamos nos focar nas disciplinas da Ética e do Direito.
O Contrato Social é Uma Ficção Supérflua
Geralmente argumenta-se que o estado, tendo ou não posses legítimas, pode cobrar impostos, pois existe algum tipo de consenso implícito em torno desse arranjo social — a legitimidade se origina então da anuência dos cidadãos. A esse corpo de ideias que postulam um contratualismo implícito em sociedade feito para manter a ordem e instaurando, para isso, um regime político específico, se dá o nome geral de teorias do Contrato Social.
Antes de mais nada, é bom deixar claro que o Contrato Social jamais pode ser um contrato executável por lei, ou seja, um acordo cuja quebra pode resultar em retaliação legal. Primeiro porque — como os próprios teóricos contratualistas assumem — ele é implícito, não tendo uma expressão objetiva de consentimento. E, de fato, é deveras óbvio para qualquer um que ninguém foi consultado sobre a aderência ao arranjo político democrático que vivemos hoje. Nunca os estados modernos fizeram consultas entre as populações dominadas para que questionassem suas legitimidades e perguntassem sobre a possibilidade de elas gerirem suas propriedades por si mesmas, sem o estado como decisor último de instâncias. O ônus da prova desse consentimento recai todo sobre os contratualistas, que até agora não forneceram nenhuma evidência nesse sentido. E sequer poderiam. É um fato histórico que em geral os estados modernos surgiram não de um acordo voluntário em sociedade a fim de criar uma administração com a função de centralizar o poder público, mas sim pela conquista militar e ameaça de força física. Isto deveria ser deveras óbvio, pois é completamente irrealista que, dentro de um grupo de pessoas sempre alertas à possibilidade do surgimento de conflitos, alguém proponha, como solução a este problema, que ele próprio se torne o arbitrador supremo e monopolista de todos os casos de conflitos, inclusive daqueles em que ele mesmo esteja envolvido. Seria uma proposta no mínimo risível, por maior que seja a reputação que esse membro destacado tivesse.
Em segundo lugar, mesmo que tenha havido consenso no passado — e não temos registro algum disso, mas ao contrário, como veremos abaixo —, o Contrato Social é uma relação de subordinação individual e portanto precisa ter uma cláusula de rescisão, haja vista que a vontade humana é inalienável. Sob a ausência de tal cláusula, ele se torna um acordo tão absurdo como um contrato de “escravidão voluntária”, não tendo sentido legal algum. Com efeito, um consentimento sem rescisão prevista em contrato é uma mera promessa, de modo que a iniciação de força para fazer cumprir tal contrato tem o mesmo efeito legal de agredir pessoas em virtude de discursos. Vejamos o caso clássico de “contratos de escravidão” em mais detalhes. Suponhamos então que A promete (ou realiza contratos, ou concorda; a terminologia não é importante) em ser escravo de B, sendo assim uma tentativa de consentir agora para forçar ações no futuro. Se A depois muda de ideia e tenta fugir, pode B usar força contra A? Esta é a pergunta crucial. Se a resposta for sim, isso significa que A não tem o direito de se opor e alienou eficazmente os seus direitos. No entanto, isso não poderia acontecer simplesmente porque não há nenhuma razão para que A não possa retirar o seu consentimento. Assim, não é inconsistente para A, mais tarde, se opor ao uso de força. Tudo o que A fez anteriormente foi proferir palavras para B, tais como, “eu concordo em ser seu escravo.” Mas isso não agride B em qualquer sentido subjetivo tanto quanto não há agressão ao proferir o seguinte insulto: “Você é feio”. As palavras por si só não podem agredir, isso é – inclusive – uma das razões as quais justificam o direito à liberdade de expressão. Em poucas palavras, um proprietário de escravos deveria ter o direito de usar a força contra o escravo para que a escravidão seja mantida e que os direitos sejam dessa forma alienados, entretanto o escravo não teria previamente iniciado força contra o proprietário de escravos. Logo, o proprietário de escravos não tem o direito de usar a força contra o escravo e, assim, nenhum direito de fato foi alienado. O mesmo vale para o contrato social, que pode ser pensado como um caso particular do aqui exposto.
Em terceiro e último lugar, se existiu um contrato social para legitimar a espoliação moderna do estado, então ele certamente diz respeito às gerações passadas e não às nossas. E da mesma forma que crimes não podem passar de pais para filhos, visto que a pena é sempre individual, promessas de cumprimento contratual também não. Assim, um consentimento — implícito ou não — no passado não pode ser herdado hoje pelas gerações que não participaram direta ou indiretamente desse processo.
Tendo derrubado as teorias do Contrato Social sob o prisma jurídico, resta dele apenas mera formalidade, um conceito abstrato para ilustrar uma suposta necessidade do estado. Este foi o caso de Thomas Hobbes, que sustentou que, em estado natural, as pessoas iriam reivindicar cada vez mais direitos, ao invés de menos, levando a conflitos incessantes e cada vez maiores. Urge então a necessidade de um arbitrador soberano, acima e exterior à sociedade civil. A ideia jurídica por trás disso é clara: acordos requerem um fiscal externo que os torne vinculantes. O estado não pode portanto seguir daí, pois quem iria tornar esse mesmo acordo vinculante, se não há árbitros fora do estado? De duas, uma: ou será necessária a instauração de outro estado (caindo em regressão infinita) ou o próprio estado hobbesiano está, por si só, em estado de anarquia dentro de si mesmo. Na prática, nos encontramos no segundo caso, onde o estado não está vinculado a nenhum fiscal externo. Não há contratos fora do estado de modo que todos os conflitos envolvendo-o (seja dele com cidadãos privados, seja entre ele e seus parasitas) será sempre resolvido dentro de seus próprios mecanismos jurídicos, com suas próprias autoimpostas regras, i.e, com as restrições que ele mesmo, e apenas ele, se impõe a si. Em relação a si próprio, o estado ainda está no estado natural de anarquia caracterizada pela autofiscalização e pelo autocontrole, da mesma forma que a sociedade em “estado natural”. Só que pior: dado que o homem é como ele é, e dado que o estado é formado por homens, ele tem uma tendência natural a mediar seus conflitos em seu próprio benefício, em detrimento dos cidadãos privados. O totalitarismo é seu destino inevitável.
Outro teórico do Contrato Social foi John Locke, que assim como Hobbes inicia sua teoria focando num estado de natureza [5], que, através do contrato social, vai se tornar o estado civil. Porém, ao contrário de Hobbes, Locke vê a relação da sociedade com o Contrato Social não como uma subordinação, mas sim como um consentimento. E uma vez que o consentimento é dado, o governo, segundo Locke, tem o dever de retribui-lo garantindo a liberdade individual de duas formas básicas: fazendo valer o direito à propriedade para o homem conseguir seu sustento e sua busca à felicidade; e assegurando a estabilidade jurídica para que os homens possam resolver seus conflitos e assim assegurar a paz.
Um importante ponto do contratualismo lockeano é que a delegação de poder ao governante não retira dos indivíduos o direito de removê-la se eles julgarem que o governante traiu a confiança nele depositada:
“Pois todo poder concedido em confiança para se alcançar um determinado fim, estando limitado por este mesmo fim, sempre que este fim é manifestamente negligenciado, ou contrariado, a confiança deve necessariamente ser confiscada (forfeited) e o poder devolvido às mãos daqueles que o concederam, que podem depositá-lo de novo onde quer que julguem ser melhor para sua garantia e segurança.” [6]
Assim, o governante que quebra a confiança nele depositada está, segundo Locke, em estado de guerra com a sociedade, pois agiu de modo contrário ao direito, do mesmo modo que o indivíduo que viola a lei natural.
Apesar do significativo avanço do contratualismo lockeano frente ao de Hobbes no que diz respeito às liberdades individuais, dada sua ênfase na manutenção do direito natural à propriedade [7] e no consenso dos cidadãos, ele peca em ser demasiadamente ingênuo do ponto de vista político. O ponto de Locke a favor de um governo “voluntário” que tem legitimidade enquanto cumprir suas funções delegadas pela sociedade civil pode parecer razoável à primeira vista, mas, afinal, o estado é uma instituição de natureza definitiva, e as ações esperadas disso são determinadas pela sua natureza e não pelos nossos desejos e fantasias. Então, a verdadeira questão é se é realista esperar este tipo de operação automática e imparcial de um monopólio centralizado. E de fato, não é. O poder corrompe, porque atrai o corruptível. E o sistema de incentivos de um monopólio estatal é verdadeiramente perverso. A história está aí para mostrar que, como tendência geral, a liberdade humana é cada vez mais sufocada pela ameaça estatista e pouco ou nada pode-se fazer para deter isso dentro do âmbito político [8].
A experiência histórica da Revolução Americana foi profundamente influenciada por John Locke e ilustra muito bem o caráter utópico das ideias lockeanas de governo limitado e consensual. A famosa frase “Governos são instituídos entre os Homens, derivando seus justos Poderes do Consentimento dos Governados” foi proferida quando os revolucionários norte-americanos justificaram sua secessão do Império Britânico, dando um marco inicial à primeira república fundada por um ideário genuinamente liberal. A constituição americana foi redigida no propósito de limitar as funções do governo para os propósitos lockeanos e assim, em tese, proibia cabalmente o exercício de políticas esquerdistas (bem-estar social) e direitistas (belicismo). E é claro também que o significado geral da constituição não dá margens para dúvidas: o princípio dominante de que tudo que o Governo Federal não está autorizado a fazer está proibido de fazer. A décima emenda, por exemplo, proíbe o Governo Federal de exercer quaisquer poderes não especificamente atribuídos a ele pela constituição. Isso por si só invalidaria o estado de bem-estar social e, de fato, praticamente toda a legislação progressista. Mas quem se importa? Até mesmo o famoso jurista constitucional Robert Bork considerou a Décima Emenda politicamente inexequível.
A constituição americana já pode ser considerada morta desde a Guerra Civil, quando o direito de secessão foi negado aos estados do Sul. Ora, mas isso não era constitucional? Os estados federados não poderiam retirar-se da União? Lincoln, através dos resultados estabelecidos após a Guerra Civil, declarou que a União era “indissolúvel”, a menos que todos os estados federados concordassem em dissolvê-la. É sempre o próprio estado que irá decidir, pela força, o que a constituição “significa” firmemente decidindo a seu próprio favor e aumentando seu próprio poder em prol dos caprichos pessoais da casta política. Isto é verdade a priori, e a história americana apenas ilustrou isso. Assim, as pessoas são obrigadas a obedecer ao governo, mesmo quando os governantes traem seu juramento perante Deus de defender a constituição.
Daí em diante, as portas para o socialismo estavam escancaradas e o New Deal de Roosevelt foi a prova final desse fato. A América olhou calada a mais uma grave usurpação de poder, dessa vez de viés esquerdista, um claro golpe inconstitucional. Roosevelt e seus asseclas da Suprema Corte interpretaram a Cláusula do Comércio de forma tão abrangente de modo a autorizar praticamente qualquer reivindicação federal, e a Décima Emenda de forma tão restrita de forma a privá-la de qualquer força para frear tais reivindicações. Hoje, essas heresias são tão firmemente arraigadas que o Congresso raramente ainda se pergunta se uma proposta de lei é autorizada ou proibida pela constituição.
O estado não possui legitimamente propriedades
Ainda que não haja nenhum consenso em torno da estrutura política em que vivemos, o imposto para sustentá-la ainda poderia ser justificado caso o estado fosse considerado uma espécie de condomínio. Esse seria o caso se, e somente se, ele possuísse posses legítimas, pois daí seu território configuraria propriedade e o indivíduo que não estiver satisfeito com o retorno do imposto e se rejeitar a pagá-lo teria apenas a opção de deixar o “país” — do contrário, o uso de força por parte dos agentes do estado estaria justificada. Essa geralmente é a visão das ditaduras e dos regimes nacionalistas totalitários, onde o chavão “ame seu país, ou deixe-o” é muito comum e aparece em diversas versões nas propagandas governistas.
Veremos contudo que esse não é o caso e que a história do surgimento dos estados e de suas evoluções territoriais está profundamente marcada por guerras e injustiças nas delimitações de seus títulos de “propriedade”.
Dado que estamos analisando a justiça dos atos do próprio estado, precisamos de uma teoria legal consistente e independente do mesmo. Mais especificamente, precisamos de uma norma universal e atemporal acerca da justiça de delimitação de títulos de propriedade que nos forneça um critério preciso e objetivo de quando determinada posse é justa, i.e., quando ela configura a propriedade, entendida aqui como o direito legal de controle exclusivo de um bem escasso.
Comecemos então do início, respondendo à mais básica das perguntas do Direito: para que precisamos de leis? A chave para resolvê-la reside no conceito de escassez, que é o caracteriza nossa realidade econômica na Terra. Com efeito, se considerarmos um mundo de completa abundância, onde todos os recursos teriam replicabilidade infinita, sem danos às cópias originais, então nenhuma lei de delimitação de propriedades seria necessária e tampouco a ideia de “roubo” faria sentido. É apenas em virtude da finitude dos recursos disponíveis para o homem agir que necessitamos de uma regra universal para especificar quem tem o direito de controlar o quê. Na própria ação humana, o conceito de escassez já está subentendido, pois ao agir, o homem está fazendo escolhas específicas de como usar seu próprio corpo (também um recurso escasso) e os bens que o circundam. E escolher, i.e., preferir um estado de coisas a outro, implica que nem tudo, nem todos os prazeres ou satisfações possíveis podem ser obtidos de uma só vez e ao mesmo tempo. Ocorre na verdade o exato oposto: a ação humana implica que algo considerado menos valioso tem de ser declinado de forma a que se possa ater-se a qualquer outra coisa considerada mais valiosa. Assim, escolher também implica sempre a avaliação de custos: adiar possíveis prazeres porque os meios necessários para consegui-los são escassos e são ligados a algum uso alternativo que promete retornos mais valiosos que as oportunidades preteridas.
Assim sendo, a escassez combinada com o convívio do homem em sociedade produz conflitos que dizem respeito ao controle de um mesmo bem (i.e., um mesmo meio) para atingir fins distintos. Enquanto mais de uma pessoa existir, as amplitudes de suas ações se interceptarem, e enquanto não existir nenhuma harmonia e sincronização de interesses pré-estabelecidos entre essas pessoas, os conflitos sobre o uso do próprio corpo delas e dos recursos escassos em geral serão inevitáveis. É para resolver tais conflitos que as leis se fazem necessárias.
Uma vez que uma regra universal acerca do uso e controle de recursos escassos tenha sido estabelecida, e todos passarem a segui-la, então naturalmente os conflitos cessarão, pois as distinções entre o que é meu e seu estarão definidas por via dessa regra. As próximas perguntas que se seguem, que são inevitáveis nesse ponto, são: existe uma tal regra? E se existe, ela é única? Ou será que existe uma infinidade delas, sendo nossa escolha essencialmente arbitrária? A resposta é que existe apenas uma e sua escolha é uma necessidade lógica, dados os propósitos da lei. Pode-se concluir isto usando a exigência da universalidade e analisando a importante distinção entre posse e propriedade. A intuição aqui é bastante simples, pois se uma pessoa invade minha casa e toma meu carro, ela terá a posse dele, mas a propriedade do carro continua sendo minha, desde que, é claro, eu não tenha tomado esse carro de ninguém. Passemos a ser mais precisos.
Queremos determinar a justiça sobre a posse de um determinado bem X. [9] Vamos também exigir que o bem X seja de fato escasso, pois do contrário a própria noção legal de posse passa a não fazer sentido, já que bens não escassos, como as ideias por exemplo, podem estar em posse de uma infinidade de pessoas sem danos ou alterações ao bem original. Assim sendo, o bem X só pode ser controlado simultaneamente por um número limitado de pessoas. Suponhamos que ele esteja sobre a posse de um grupo de pessoas, que denotaremos por A e que outro grupo, digamos, B, reivindique essa posse. Quem tem direito ao controle exclusivo de X? Uma hipótese já pode ser descartada de antemão, a saber, se B reivindica X apenas por declaração verbal sem nunca ter tido um elo objetivo com X, pois se pudéssemos ter propriedades apenas por decretos, então jamais iríamos resolver conflitos, mas sim perpetuá-los, sistematizando-os legalmente no convívio em sociedade. Uma norma de delimitação por decreto verbal não atende ao propósito último da lei que é o de eliminar os conflitos.
Suponhamos então que a reivindicação de B se dá argumentando que, ao contrário de um mero decreto, ele teve um elo objetivo com X, assim como A o tem. O que deve ser feito a fim de determinar a propriedade de X? Novamente, precisamos nos ater à questão dos conflitos e distinguir quem é que teve o primeiro uso do bem X. Uma norma que visa resolver conflitos não pode ser consistente com as éticas retardatárias, dando privilégios de uso a quem tomou posse dos bens depois do usuário original. Com efeito, qualquer regra que fizesse com os que vieram depois, ou seja, aqueles que de fato não fizeram algo com os bens escassos, tivessem tanto ou mais direito quanto os que chegaram por primeiro, isto é, aqueles que fizeram algo com os bens escassos, então literalmente ninguém teria a permissão de fazer nada com nada, já que teriam de esperar pelo consentimento de todos os que ainda estivessem por vir antes de fazer o que quisessem. Se B fez uso posterior a A do bem X, sem o consentimento de A, então ele não pode ser proprietário de X, uma vez que uma tal regra, se universalizada, impossibilitaria o uso de X, também instaurando o conflito em sociedade. Em outras palavras, B, neste caso, seria classificado como um ladrão.
Resta-nos a última possibilidade de B ter feito o uso de X antes de A. Se assim for, então os papéis se invertem e A passa a ser um possuidor ilegítimo de X. Isto contudo não é suficiente para declararmos que B tem uma justa reivindicação a X, mas apenas que a reivindicação de B é mais justa que A. Pode ocorrer que outro indivíduo, ou grupo de pessoas, digamos, C, reivindique o bem X de B, mostrando, assim como B fez com A, que teve um elo objetivo mais antigo que o de B. Neste caso, C teria uma reivindicação melhor, mas que por si só não garante uma posse justa, pois com efeito, pode ainda surgir outro grupo D comprovando uma apropriação anterior a de C, e assim por diante. Obviamente, esse raciocínio para em um, e apenas um, dos dois seguintes momentos: 1) quando ninguém mais além do possuidor reivindica o bem X; ou 2) quando o bem X foi apropriado originalmente, i.e., retirado de seu estado natural. Em ambos os casos obtemos uma situação isenta de conflitos. E considerando, por abuso de linguagem, um bem abandonado, cujos possuidores anteriores não mais reivindicam sua propriedade, como um bem em “estado natural”, podemos — sem perda de generalidade para fins legais — unificar as análises dos casos 1) e 2) em uma só. Assim sendo, vemos da discussão acima que a posse de um bem escasso X só pode ocorrer isenta de conflitos se ela remonta a uma apropriação original, ou seja, no caso em que ela foi obtida por trocas contratuais voluntárias que formam uma cadeia que tem início em um possessor que retirou o bem o X de seu estado natural para o uso. E dado que a lei visa resolver conflitos, esta é a única posse do bem X legalmente justificável.
Obtemos então a famosa lei da apropriação natural, ou homesteading, que pode ser enunciada afirmando-se que todo homem tem o direito à posse exclusiva de qualquer bem escasso que ele remova do estado que a natureza tem proporcionado e deixado, fazendo para isso uso intencional de seu trabalho. Em poucas palavras, o homesteading diz que a primeira posse determinada a propriedade, i.e., o direito de excluir a posse terceiros ao bem apropriado. Nas palavras do filósofo libertário Hans-Hermann Hoppe:
“Para evitar conflitos desde o início, é necessário que a propriedade privada seja fundada a partir de atos de apropriação original. A propriedade deve ser estabelecida por meio de atos (em vez de meras palavras, decretos ou declarações), porque somente através da ação, que ocorre no tempo e espaço, um elo objetivo (verificável intersubjetivamente) pode ser estabelecido entre uma pessoa específica e uma coisa específica. E somente o primeiro apropriador de uma coisa anteriormente não-apropriada pode adquirir essa coisa e sua propriedade sem conflito, dado que, por definição, como primeiro apropriador, ele não pode ter incorrido em conflito com alguém ao se apropriar do bem em questão, uma vez que todos os outros apareceram em cena apenas posteriormente.”
Estamos agora em posição de determinar a justiça (ou a ausência dela) das posses estatais. São elas legitímas? A resposta é um claro e sonoro “não” e já foi analisada por diversos antropólogos e sociólogos. Exemplos de origens violentas de estados abundam na história antiga. O antropólogo alemão Franz Oppenheimer resumiu o que chamamos de origem exógena do estado pela típica história de um clã de famílias que, pressionado pela escassez de bens e pela queda no padrão de vida, resultante da superpopulação absoluta, resolveu por uma opção pacífica: não guerrear com outras tribos vizinhas e passar a produzir controlando a terra. E graças ao processo de produzir bens – ao invés de simplesmente consumi-los – eles passaram a poupar e estocar bens para o consumo posterior. Contudo, sendo que a natureza do homem é como ela é, outras tribos bárbaras passaram a cobiçar os bens acumulados desse clã e iniciou-se aí uma temporada de ataques violentos: mortes, sequestros e grandes assaltos. O clã voltou à condição inicial de pobreza e com menos capital humano demorou a se restabelecer para conseguir produzir excedentes novamente. Os bárbaros saqueadores se deram conta de que seus roubos seriam mais longos, seguros e confortáveis se eles permitissem que o clã continuasse produzindo mas com a condição de que agora os conquistadores se tornariam governantes, exigindo um tributo periódico sobre o uso dos bens de capital e monopolizando a terra para o controle de migrações. E é por esse processo de conquista e dominação que Oppenheimer definiu seu conceito sociológico de estado:
“O que é, então, o estado como conceito sociológico? O estado, na sua verdadeira gênese, é uma instituição social forçada por um grupo de homens vitoriosos sobre um grupo vencido, com o propósito singular de domínio do grupo vencido pelo grupo de homens que os venceram, assegurando-se contra a revolta interna e de ataques externos. Teleologicamente, este domínio não possuía qualquer outro propósito senão o da exploração econômica dos vencidos pelos vencedores.” [10]
Alguns exemplos bastante ilustrativos disso foram dados pelos arqueólogos Charles Stanish e Abigail Levine da universidade de Chicago. Em artigo publicado em 2011 pela Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), os autores descreveram processos de dominação sucessivas de algumas aldeias que precederam o Império Inca na América do Sul. Os primeiros sinais de guerra remontam a pelo menos a 500 a.C. e, com o aumento populacional, os conflitos foram se intensificando. Já no primeiro ano d.C. a aldeia de Taraco foi invadida, provavelmente por forças de Pukara, outro centro regional da área. Pukara, por sua vez, teve seu status como estado primitivo até cerca de 500 d.C., quando foi absorvido pela Tiwanaku, o estado principal do outro lado da bacia do Lago Titicaca.
Um processo muito similar de um estado inicial surgindo de decorrentes chiefdoms beligerantes foi identificado no vale de Oaxaca do México por um estudo de Kent V. Flannery e Joyce Marcus, dois arqueólogos da Universidade de Michigan, também publicado no PNAS. Por 4.500 anos atrás, havia cerca de 80 aldeias do vale. Com o aumento populacional, um período de guerra intensa se instaurou a partir de 2.450 a 2.000 anos atrás, que culminou com a vitória de uma cidade sobre todas as demais no vale e finalmente com a formação do estado Zapotec.
Dr. Stanish acredita que a guerra era a parteira dos primeiros estados que surgiram em muitas regiões do mundo, incluindo a Mesopotâmia e a China, bem como as Américas. Os primeiros estados, em sua opinião, não foram impulsionados por forças além do controle humano, como clima e geografia, como alguns historiadores têm suposto. Em vez disso, eles foram moldados pela escolha humana como pessoas procuraram novas formas de dominação e novas instituições para as sociedades mais complexas que estavam se desenvolvendo. O comércio era uma dessas instituições de cooperação para a consolidação de grupos mais organizados. Depois veio a guerra que serviu como força de conquista para a formação de grupos maiores, que vieram a ser os protoestados.
Apesar de ser o caso mais frequente, nem só de guerra os estados adquiriram a forma que têm hoje. Com o crescimento de seus territórios, novas formas mais complexas de anexação de territórios foram surgindo. Ao longo da história moderna, abundam exemplos de pactos feitos pelos estados europeus para aquisição de territórios por decreto verbal. Um famoso exemplo é o Tratado de Tordesilhas assinado entre Portugal e Espanha para declarar divisão de posse de terras ainda não exploradas ao longo da América Sul e assim resolver os conflitos de terras após a descoberta do Novo Mundo por Cristóvão Colombo. Mais precisamente, o Tratado estabelecia a divisão das áreas de influência dos países ibéricos, cabendo a Portugal as terras “descobertas e por descobrir” situadas antes da linha imaginária que demarcava 1.770 km a oeste das ilhas de Cabo Verde, e à Espanha as terras que ficassem além dessa linha. Outro exemplo de conquista territorial por decreto é o Tratado da Antártida, um documento assinado em 1 de dezembro de 1959 pelos países que reclamavam a posse de partes continentais da Antártida. Embora sem definir partes da Antártida como território dos países signatários, mas sim como “patrimônio de toda a Humanidade” — um termo que nada significa —, o fato é que o continente foi repartido para posses — ainda que parciais e temporárias [11] — desses países perante uma clara ausência de elo objetivo. Exemplos recentes no Oriente Médio, por exemplo, Israel, também ilustram aquisição territorial por parte de decretos.
No geral, a história territorial dos estados está majoritariamente marcada por aquisições fora da lei. Isto já basta para decretarmos os territórios que eles reivindicam como ilegítimos e os próprios estados como foras da lei. De fato, a apropriação por decreto tem o efeito de privar os indivíduos de se apropriar de terras virgens, o que obviamente configura um crime, visto que a apropriação original é um direito natural. Quem tem o costume de viajar por vias rodoviárias entre cidades ou até estados já deve ter notado a enorme quantidade de terra não trabalhada e não ocupada que está na posse de governos, conhecidas por terras devolutas.
No Brasil há também o famoso exemplo da Amazônia, uma valiosa terra de ninguém que o governo brasileiro reivindica para si de forma completamente arbitrária. Já a apropriação por conquista militar é um roubo, um assalto a mão armada em escala geográfica, sendo obviamente também uma ilegitimidade.
O fato é que a imensa maioria do território sob controle dos estados foi na verdade apropriado originalmente pelos seus súditos, que hoje, além de terem apenas um controle parcial da propriedade sobre seus nomes, ainda estão sob constante ameaça armada do estado para darem a ele significativas parcelas dos frutos de seus rendimentos (imposto). E ainda que asseclas do estado tenham também se apropriado por trabalho de terras a mando dos governantes, isso não dá ao estado a propriedade delas pois, como visto acima, o estado está em débito jurídico com seus súditos. Ao contrário do que ocorre hoje, é o estado quem deve ter o uso de suas posses conquistadas legitimamente restringido e aos seus súditos deve ser dado o pleno direito de usufruto de todas propriedades sob seus nomes, até que alguém mostre juridicamente que elas não são legítimas. Vale sempre a máxima do Direito que diz que o ônus da prova é sempre de quem afirma. Em outras palavras, todos os cidadãos pacíficos devem ter o direito inalienável à auto-determinação e portanto à secessão individual, desvinculando todas suas propriedades dos monopólios jurídicos estatais. Em particular, ninguém deve ser obrigado a pagar qualquer tipo de taxa não contratual ao estado e imposto é roubo.
Notas
[1] Visto que originalmente, a constituição americana não concedia ao governo federal o poder de cobrar imposto de renda, ainda hoje há um amplo debate nos EUA sobre a legitimidade da coleta do Imposto de Renda. Foi apenas com a 16ª emenda que esse poder foi concedido ao estado americano, mas tal emenda nunca foi adequadamente ratificada. Segundo o economista Peter Schiff, filho de Irwin, no seu artigo em protesto pela morte de seu pai encarcerado:
“meu pai sempre foi mais conhecido por sua inflexível oposição à legalidade do Imposto de Renda, postura essa que levou o governo federal a rotulá-lo como um “manifestante tributário”. Meu pai não era anarquista e, sendo assim, admitia uma tributação moderada e objetiva. Ele acreditava que o governo tinha uma função importante, porém limitada, em uma economia de mercado. Ele, no entanto, se opunha à ilegal e inconstitucional imposição de um confisco da renda pelo governo federal, no forma do Imposto de Renda.”
Por sua cruzada anti-imposto de renda, Irwin Schiff faleceu na condição de prisioneiro político americano no dia 16 de outubro de 2015, aos 87 anos de idade, cego e algemado a uma cama de hospital dentro de um quarto de UTI vigiado por agentes armados do estado.
[2] Para mais detalhes sobre isso, veja meu artigo “Da Natureza do Estado à Cooperação Pacífica Por Segurança e Ordem”. Lá são fornecidos exemplos de arranjos privados de ordem e justiça na história, além de uma análise econômica de sistemas de produção privada de segurança.
[3] Para argumentos no sentido oposto, ou seja, da possibilidade de uma sociedade sem estado poder prosperar e se defender do surgimento de máfias governantes, veja esse texto de Robert Murphy.
[4] Na parte I do livro III da sua obra Tratado da Natureza Humana, Hume escreveu:
“Em todo sistema de moral que até hoje encontrei, sempre notei que o autor segue durante algum tempo o modo comum de raciocinar, estabelecendo a existência de Deus, ou fazendo observações a respeito dos assuntos humanos, quando, de repente, surpreendo-me ao ver que, em vez das cópulas proposicionais usuais, como é e não é, não encontro uma só proposição que não esteja conectada a outra por um deve ou não deve. Essa mudança é imperceptível, porém da maior importância. Pois como esse deve ou não deve expressa uma nova relação ou afirmação, esta precisaria ser notada e explicada; ao mesmo tempo, seria preciso que se desse uma razão para algo que parece totalmente inconcebível, ou seja, como essa nova relação pode ser deduzida de outras inteiramente diferentes.”
HUME, David. Tratado da Natureza Humana. Tradução de Débora Danowiski. Livro III, Parte I, Seção II. São Paulo, Editora UNESP, 2000, p. 509
[5] Há contudo algumas diferenças importantes na teoria de ambos do estado de natureza. Nesse sentido, Locke se opõe a Hobbes e Filmer, que julgavam que o estado de natureza é a-social e pré-moral, pois nele os homens não estariam submetidos a lei alguma. Para Locke, não apenas a sociabilidade é natural aos homens (não há, segundo ele, existência humana que não seja social) mas também existe uma lei que limita as ações no estado de natureza e cada indivíduo exerce um poder de julgá-la e executá-la com respeito aos demais.
[6] LOCKE, John. 1993a [1690]. Two Treatises of Government. Ed. Peter Laslett. Cambridge: Cambridge Univ. Press. Trad. de Júlio Fisher: Dois Tratados sobre o Governo. São Paulo: Martins Fontes, 1998. xiii.149; trad. modificada.
[7] Note contudo a flagrante contradição lógica nisto: um monopólio forçado da segurança e da justiça jamais poderá garantir a propriedade privada, pois, barrando a entrada de concorrentes, ele vai arbitrar unilateralmente e sem restrições o preço de seus serviços que terão que ser obrigatoriamente pagos. Isso significa que ele, por definição mesmo, já inicia todo o processo roubando os cidadãos. Assim, um protetor monopolista é sempre um expropriador, uma contradição em termos. Nas palavras de Walter Block, em “National Defense and the Theory of Externalities, Public Goods, and Clubs”:
“Argumentar que um governo cobrador de impostos pode legitimamente proteger seus cidadãos contra agressão é cair em contradição, uma vez que tal entidade inicia todo o processo fazendo exatamente o oposto de proteger aqueles sob seu controle.”
[8] No artigo “Por que devemos rejeitar a política” eu discuto o fracasso e a imoralidade da política partidária e dos meios políticos em geral.
[9] Para uma outra abordagem para a justificação do homesteading, utilizando o conceito de Ética da Argumentação, veja o meu artigo “A ética argumentativa hoppeana”.
[10] Franz Oppenheimer, The State (New York: Vanguard Press, 1926) p. 15.
[11] As posses previstas no Tratado Antártico se limitam a fins pacíficos, com ênfase na atividade científica, sendo vedada a realização de explosões nucleares e o depósito de resíduos radioativos. O Tratado determinou que até 1991 a Antártida não pertenceria a nenhum país em especial, embora todos tivessem o direito de instalar ali bases de estudos científicos. Na reunião internacional de 1991 os países signatários do Tratado resolveram prorrogá-lo até 2041.
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2019.01.14 15:03 tkaliveira Suicídio esquerdista brasileiro.

Suicídio esquerdista brasileiro.

Não, Ciro Gomes não representa o protagonismo da esquerda, a esquerda estará morta até lá.
ESQUERDA É VERMELHA E DIREITA PODE SER AZUL, AMARELO, VERDE E ATÉ BRANCO.
Os termos direita e esquerda foram criados durante a revolução francesa e se referiam ao lugar onde políticos sentavam no parlamento francês. O uso do termo esquerda tornou-se mais proeminente depois da restauração da monarquia francesa. Mais tarde, o termo foi aplicado a uma série de movimentos sociais, especialmente ao republicanismo, o socialismo, o comunismo e o anarquismo.
O espectro político da esquerda tem suas sub-vertentes podem variar da centro-esquerda a extrema esquerda. O termo centro-esquerda denota uma posição política ligada à política tradicional. Já o termo extrema-esquerda se refere a posições radicais.
O central-esquerdismo abriga grupos como os sociais-democratas, progressistas e socialistas-democráticos e ecossocialistas. Essa vertente do esquerdismo tem uma ideologia mais aberta, ela flerta com sistemas de mercado que se aproximam do liberalismo.
Já a extrema-esquerda é o espectro político que agrupa os partidos que não flertam com os que flertam o central-esquerdismo, mas sim com os que tem como base ideológicas fundadas no radicalismo para emprego de sistemas de gestão em sua plenitude, o comunismo.
Esse espectro não flerta, não é favorável, ele luta pela ditadura do proletariado. A ditadura do proletariado é a condição em que o proletariado detém o controle/poder político.
A ideologia radical da extrema-esquerda traz em seu bojo reformas antiliberais como distribuição equitativa da riqueza e descentralização dos meios de produção.
Aqui no Brasil temos partidos de extrema esquerda, muitos acham que é o Partido dos Trabalhadores - PT e o Partido Socialismo e Liberdade - PSOL mas não é. A extrema esquerda no Brasil é representada por Partido Comunista Brasileiro - PCB, Partido Comunista do Brasil - PCdoB, Partido Comunista Revolucionário - PCR e Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado - PSTU.
PARTIDO DOS TRABALHADORES - PT
Nem tudo que faz oposição a direita é esquerda, houve um tempo em que o Brasil tivera sua idade pré-iluminação, e todos os efeitos da democracia foram suprimidos pelo autoritarismo institucional e alguns já não suportavam mais sobreviver as incursões do regime militar, era necessário fazer uma frente política capaz de abalar as estruturas da autocracia instaurada no brasil naqueles tempos.
O PT foi fundado por um grupo heterogêneo de militantes que faziam frente oposicionista a ditadura militar. A gênese do partido ocorrera com o flerte entre os movimentos sindicais do ABC (São Paulo era proeminentemente o maior território brasileiro com sindicalistas) - aproximação que resultaram em grandes greves entre 1987 e 1980 e militantes da esquerda brasileira que era composta por ex-presos políticos e exilados que puderam retornar com a leia de anistia. O PT desde a fundação abraçou o socialismo democrático, friso que foi um partido que praticamente assumiu o protagonismo pela redemocratização brasileira.
ESCÂNDALOS DO PT
Em 2002 finalmente fora eleito pela primeira vez um membro do partido dos trabalhadores para chefiar o poder executivo da união, Luis Inácio Lula da Silva seria o primeiro petista assumir o maior cargo da política nacional.
Desde então, o PT coleciona um rol premiativo de escândalos nas suas gestões até os dias atuais. O partido dos trabalhadores fizera um gestão na minha opinião popular, e não populista, gestão em que fases dela equilibraram a desigualdade das classes mais baixas com as classes médias difundido acesso a educação, cultura e renda, há quem discorde, porém, em outro artigo, escrevo sobre isso. Vamos ao que interessa neste capítulo, escândalos:
  1. Waldomiro Diniz - era assessor da presidência para assuntos parlamentares e em fevereiro de 2004 foi afastado do cargo após divulgação de vídeo em que aparece cobrando propina para arrecadar dinheiro para campanha eleitoral de 2002.
  2. Mensalão - em 2005 foi a vez do esquema de compra de votos do PT dá as caras ao protagonismo anti-ético e vil. Esquema em que deputados eram pagos com dinheiro público desviado com ajuda do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e operador Marcos Valério.
  3. Cassação de José Dirceu - Ele foi apontado como o chefe do esquema do mensalão mas somente em 2015 ele foi cassado, com 293 votos a favor a Câmara dos Deputados o cassou, o maior depoente sobre foi o Roberto Jefferson.
  4. Alcunhado de Esquema dos "Aloprados" em 2006 a Polícia Federal prendeu Hamilton Lacerda, ex-assessor de Aloizio Mercante que tentava negociar um dossiê falso que ligava José Serra e Geraldo Alckmin ao escândalo dos sanguessugas.
  5. Renúncia de Palocci - em 2006 Antônio Palocci renunciou o cargo de ministro da fazenda depois da acusação de ter chefiado esquema de corrupção na época que era prefeito de Ribeirão Preto. Palocci teria cobrado mesadas de até R$ 50.000,00 mensais de empresas que prestavam serviços à prefeitura para os cofres do PT.
  6. Prisão dos Petistas - Em outubro de 2012, quase dez anos após o escândalo do mensalão, os petistas José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares foram condenados por corrupção ativa e formação de quadrilha.
  7. Dilma Roussef - No primeiro ano de mandato da presidente eleita, saíram/perderam/foram exonerados os ex-ministros Antonio Palocci, Wagner Rossi, Orlando Silva, Pedro Novais e Mario Negromonte.
  8. Lava-Jato - Investigações com foco inicial em desvios de recursos da Petrobras.
  9. Ex-tesoureiro preso - Acusado de receber propina de contratos da Petrobras para o PT, o ex-tesoureiro do PT Jão Vaccari Neto foi preso em 2015.
  10. Pedaladas Fiscais - em parecer unanime do TCU as pedaladas fiscais praticadas pela presidente Dilma Rousseff foram consideradas crime de responsabilidade fiscal.
  11. Marqueteiro é preso - A operação lava-jato é divida em diversas fases, em uma delas chamada "Acarajé", o marqueteiro das campanhas presidenciais do PT, João Santana fora preso junto com sua mulher, Mônica Moura, acusados de receber propina da Odebrecht.
  12. Delcido Amaral - ex-líder do governo, o senador foi preso em flagrante ao tentar comprar o silêncio do delator Nestor Cerveró.
  13. Na 24ª fase da operação lava-jato, Lula conduzido coercitivamente para prestar depoimento.
Muito se diz que na gestão do partido dos trabalhadores ninguém criticava ou via os escândalos que ocorriam. A mídia e as instituições fiscalizadoras não fecharam os olhos para os delitos que envolveram os petistas, com ações na maioria das vezes viciadas e tendenciosas, quando foi conveniente, sempre publicizaram o cerne podre do partido e de sua gestão.
PARTIDO DEMOCRÁTICO TRABALHISTA - PDT
O PDT é um partido centro-esquerda, e é alinhado com ideologia trabalhista e socialista democrática. Leonel Brizola após a morte de João Goulart reuniu personalidades progressistas que se encontravam no exílio e outras pessoas que vinham ao Brasil no Encontro dos Trabalhistas do Brasil com Trabalhistas no Exílio, realizado na cidade de Lisboa, em Portugal. O objetivo da reunião foi reorganizar o movimento trabalhista no Brasil.
Nesta reunião foi escrita a Carta de Lisboa, documento que tinham as bases programáticas do partido político que Brizola queria reorganizar no contexto da redemocratização, o partido era o Partido Trabalhista Brasileiro.
Com anistia política concedida em 1979 e a volta do pluripartidarismo ao sistema eleitoral brasileiro, muitos políticos brasileiros voltaram ao país e tentaram recuperar os antigos partidos políticos que existam antes da ditadura militar.
Com a morte de Jango durante a ditadura, Brisola surgiu naturalmente como o líder do PTB e, após sua chegada no país, tentou reorganizar a legenda e foi surpreendido pela ação concorrente de Ivete Vargas, sobrinha-neta de Getúlio Vargas que revindicou para si o controle da Legenda do PTB.
E com ajuda dos militares, que não queriam que Brizola herdasse a legenda do PTB de Jango, o TSE resolveu ceder a legenda aos grupo político liderado pela Ivete Vargas que agrupava políticos que não eram favoráveis a políticas garantistas trabalhistas.
Inconformados com a atitude e considerando o PTB sob a liderança de Ivete Vargas divergentes com os ideias de Jango, Brizola formou um novo partido, um partido para representar os ideias trabalhistas históricos, o Partido Democrático Trabalhista.
2019 - A NOVA ERA
Neste ano de 2019 e desde o período da redemocratização somos comandados por políticos profissionais que sabem exatamente que política é um jogo de toma lá da cá, e que não existe governabilidade sem fazer parte desde jogo. Jogo que permite até mudança de nome, por exemplo, PMDB que hoje é apenas MDB mas que não mudara nada em seus ideais e postura. Para muitos brasileiros os grilhões da corrupção seriam rompidos com a nova era política, nova era alcunhada pela gestão atual.
O chefe do executivo pode ser facilmente enforcado pelas casas legislativas se não entrar no jogo político, e os partidos também seguem a mesma regra. Os partidos independente da legenda, ideologia e estatuto terão que flexibilizar a opinião e postura se quiserem sobreviver e já estão fazendo.
O Senado Federal é o representante do Estado na casa legislativa e sua composição segue conforme abaixo:

Composição atual do Senado Federal

A Câmara dos Deputados Federal representam os interesses do povo na casa legislativa e sua composição segue conforme abaixo:

Composição Atual da Câmara dos Deputados Federais.
Com mais poder no senado federal, é lógico que o governo executivo alinhará relações diplomáticas e cooperativas com MDB e PSDB, fará com os demais partidos, e será interessante como isso poderá ser conduzido, já que o Presidente Bolsonaro tem uma postura radical nas relações partidárias.
Já a representatividade do povo na minhão opinião será de contendas, já que o PT, partido claramente odiado pelo presidente do país, dividirá o poder da representatividade com o PSL, partido do presidente eleito.
O JOGO NÃO PODE PARAR, NUNCA!
Rodrigo Maia do Dem, Deputado Federal assumiu protagonismo na mudança ideológica social atual, o expurgo do esquerdismo para o liberalismo que "vai assumir o país". O Deputado Federal e atual presidente do Senado Federal também já foi acusado pela Procuradoria-Geral da República de ter pedido propina e recebido propina num valor de R$ 600.000,00 e outros recursos não contabilizados da Odebrecht.
A bandeira só não é vermelha porque não pode mais, porque se pudesse, usariam, porque "deles" se beneficiam. PDT, SB e PCdoB em 11/01/2019 avaliam apoio a candidatura a reeleição do Maia a presidência do Senado.
O PDT sinalizando apoio, enfraquece qualquer frente oposicionista ao governo atual.
E em 2017, Maia fez aliança com o PT e PCdoB e emperrou instalações de CPIS para investigar a UNE.
Em 2019, Bolsonaro troca bilhete com Maia escrito "Collor é ....dato?" e fora tudo registrado por repórteres fotográficos, o dedo direito do presidente cobriu as primeiras silabas da palavra que pode ser candidato.

Presidente do Senado trocando Bilhetes com Presidente.
Essa aproximação denota claramente que o PSL está alinhado com o Maia e haverá apoio político a reeleição, e isso será em troca de quê?
Frisando que um presidente do Senado aliado poderá emperrar qualquer ação que ofereça perigo ao presidente e aliados nas casas legislativas, vide que a atual gestão já entrou com o "pé-na-jaca" https://www.reddit.com/BrasildoB/comments/af75ku/todos_sabem_onde_est%C3%A1_queiroz/
FARINHA IGUAL, SACOS DIFERENTES E MESMA BARRIGA.
Depois de tanto tempo, golpe de 64, diretas já, redemocratização, impeachments e PMDB/MDB nunca elege um presidente direto parece-nos que a política ainda é uma arte complexa que muitos outorgam a capacidade de entender e crítica para quem tem o melhor discurso.
Todos os presidentes já tiveram suas relevantes atuações, sejam elas positivas ou negativas. O Brasil é praticamente uma pessoa da geração Y que dá trabalho e mete os pés pelas mãos na modernidade atual.
Podemos criticar tudo e todos para justificar nossas escolhas políticas que abocanham o tesouro nacional e juramos para nós mesmos que "se fosse a gente nos faríamos diferente".
A política sempre será um jogo encantador como o xadrez, cada peça sua função, cada movimento pensado e calculado, até mesmo, quando se entrega um peça de graça para a morte, não se faz isso sem objetivo.
A esquerda brasileira deve sentar e fazer o mea culpa, principalmente a esquerda de verdade, a vertente que não tem quase expressão política pelo fato de sempre ser considerada concursa com o inimigo do Brasil.
Ameaça comunista não existe, o socialismo é implantado no Brasil desde sempre, a própria constituição que tem um viés socialista.
Quando PT, PCdoB e PDT flertam com um presidente do Senado que vai contra seu estatutos, atuação e imparcialidade do cargo, algo está muito errado.
Quando o Partido Socialismo e Liberdade crítica abertamente a Senadora Gleisi Hoffman e o PT por apoiar governos como o de Maduro na Venezuela mostra a cisão que há entre os partidos de esquerda no Brasil, e esse comportamento heterogêneo constroem um campo para movimento como o Movimento Brasil Livre assumir protagonismo de oposição.
Sendo o MBL como é, ele se opões sempre que não concorda que é algo completamente normal, logo mais, o MBL será a verdadeira esquerda. Kim e Cia, a vez de vocês vai chegar.
Logo, de esquerda ou direita, se causa dano social e estigmatiza a democracia e a política como algo ruim a ponto de preferir um sistema de autocracia liderados por militares, ser esquerda ou direta falha imensuravelmente e quem perde somos todos nós.
O que tem havido é que quem detém o poderio político só faz pelos seus, e como reflexo engolimos goela abaixo o xibé político tradicional brasileiro.
REFERÊNCIAS:
CARONE, Edgard - O PCB. São Paulo: DIFEL, 1982;
TSE, Estatuto do Partido Comunista do Brasil;
PRC, 2010 - Vote em que luta e defende os direitos dos trabalhadores e da juventude;
TSE, TSE - Partidos políticos registrados no TSE, 29 de Junho de 2017;
GADOTTI, M. Pereira - O Pra que PT: Origem, Projeto e Consolidação dos Partidos dos Trabalhadores. São Paulo: Cortez, 1989;
O GLOBO, Brasil - 13 escândalos do PT no Poder, site: https://oglobo.globo.com/brasil/13-escandalos-do-pt-no-poder-18803710
HARI, Alexandre Brust - PDT 38 anos de socialismo. PDT, 2018.
EXAME - Como será a Câmara e o Senado após mudanças desta eleição, 2019, site: https://exame.abril.com.bbrasil/como-ficara-a-camara-e-o-senado-apos-as-mudancas-desta-eleicao/
O GLOBO - Ex-executivo da Odebrecht aponta repasses de R$ 600 mil para Rodrigo Maia. - 12/12/2016 - site: https://oglobo.globo.com/brasil/ex-executivo-da-odebrecht-aponta-repasses-de-600-mil-para-rodrigo-maia-20624518
G1 POLÍTICA - Bolsonaro pergunta sobre Collor em bilhete entregue a Rodrigo Maia durante evento na PGR. Publicado em 11/01/2019 - site: https://g1.globo.com/politica/noticia/2019/01/11/bolsonaro-pergunta-sobre-collor-em-bilhete-entregue-a-rodrigo-maia-durante-evento-na-pgr.ghtml
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2019.01.13 15:04 tkaliveira Suicídio esquerdista brasileiro.

Suicídio esquerdista brasileiro.

Não, Ciro Gomes não representa o protagonismo da esquerda, a esquerda estará morta até lá.
ESQUERDA É VERMELHA E DIREITA PODE SER AZUL, AMARELO, VERDE E ATÉ BRANCO.
Os termos direita e esquerda foram criados durante a revolução francesa e se referiam ao lugar onde políticos sentavam no parlamento francês. O uso do termo esquerda tornou-se mais proeminente depois da restauração da monarquia francesa. Mais tarde, o termo foi aplicado a uma série de movimentos sociais, especialmente ao republicanismo, o socialismo, o comunismo e o anarquismo.
O espectro político da esquerda tem suas sub-vertentes podem variar da centro-esquerda a extrema esquerda. O termo centro-esquerda denota uma posição política ligada à política tradicional. Já o termo extrema-esquerda se refere a posições radicais.
O central-esquerdismo abriga grupos como os sociais-democratas, progressistas e socialistas-democráticos e ecossocialistas. Essa vertente do esquerdismo tem uma ideologia mais aberta, ela flerta com sistemas de mercado que se aproximam do liberalismo.
Já a extrema-esquerda é o espectro político que agrupa os partidos que não flertam com os que flertam o central-esquerdismo, mas sim com os que tem como base ideológicas fundadas no radicalismo para emprego de sistemas de gestão em sua plenitude, o comunismo.
Esse espectro não flerta, não é favorável, ele luta pela ditadura do proletariado. A ditadura do proletariado é a condição em que o proletariado detém o controle/poder político.
A ideologia radical da extrema-esquerda traz em seu bojo reformas antiliberais como distribuição equitativa da riqueza e descentralização dos meios de produção.
Aqui no Brasil temos partidos de extrema esquerda, muitos acham que é o Partido dos Trabalhadores - PT e o Partido Socialismo e Liberdade - PSOL mas não é. A extrema esquerda no Brasil é representada por Partido Comunista Brasileiro - PCB, Partido Comunista do Brasil - PCdoB, Partido Comunista Revolucionário - PCR e Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado - PSTU.
PARTIDO DOS TRABALHADORES - PT
Nem tudo que faz oposição a direita é esquerda, houve um tempo em que o Brasil tivera sua idade pré-iluminação, e todos os efeitos da democracia foram suprimidos pelo autoritarismo institucional e alguns já não suportavam mais sobreviver as incursões do regime militar, era necessário fazer uma frente política capaz de abalar as estruturas da autocracia instaurada no brasil naqueles tempos.
O PT foi fundado por um grupo heterogêneo de militantes que faziam frente oposicionista a ditadura militar. A gênese do partido ocorrera com o flerte entre os movimentos sindicais do ABC (São Paulo era proeminentemente o maior território brasileiro com sindicalistas) - aproximação que resultaram em grandes greves entre 1987 e 1980 e militantes da esquerda brasileira que era composta por ex-presos políticos e exilados que puderam retornar com a leia de anistia. O PT desde a fundação abraçou o socialismo democrático, friso que foi um partido que praticamente assumiu o protagonismo pela redemocratização brasileira.
ESCÂNDALOS DO PT
Em 2002 finalmente fora eleito pela primeira vez um membro do partido dos trabalhadores para chefiar o poder executivo da união, Luis Inácio Lula da Silva seria o primeiro petista assumir o maior cargo da política nacional.
Desde então, o PT coleciona um rol premiativo de escândalos nas suas gestões até os dias atuais. O partido dos trabalhadores fizera um gestão na minha opinião popular, e não populista, gestão em que fases dela equilibraram a desigualdade das classes mais baixas com as classes médias difundido acesso a educação, cultura e renda, há quem discorde, porém, em outro artigo, escrevo sobre isso. Vamos ao que interessa neste capítulo, escândalos:
  1. Waldomiro Diniz - era assessor da presidência para assuntos parlamentares e em fevereiro de 2004 foi afastado do cargo após divulgação de vídeo em que aparece cobrando propina para arrecadar dinheiro para campanha eleitoral de 2002.
  2. Mensalão - em 2005 foi a vez do esquema de compra de votos do PT dá as caras ao protagonismo anti-ético e vil. Esquema em que deputados eram pagos com dinheiro público desviado com ajuda do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e operador Marcos Valério.
  3. Cassação de José Dirceu - Ele foi apontado como o chefe do esquema do mensalão mas somente em 2015 ele foi cassado, com 293 votos a favor a Câmara dos Deputados o cassou, o maior depoente sobre foi o Roberto Jefferson.
  4. Alcunhado de Esquema dos "Aloprados" em 2006 a Polícia Federal prendeu Hamilton Lacerda, ex-assessor de Aloizio Mercante que tentava negociar um dossiê falso que ligava José Serra e Geraldo Alckmin ao escândalo dos sanguessugas.
  5. Renúncia de Palocci - em 2006 Antônio Palocci renunciou o cargo de ministro da fazenda depois da acusação de ter chefiado esquema de corrupção na época que era prefeito de Ribeirão Preto. Palocci teria cobrado mesadas de até R$ 50.000,00 mensais de empresas que prestavam serviços à prefeitura para os cofres do PT.
  6. Prisão dos Petistas - Em outubro de 2012, quase dez anos após o escândalo do mensalão, os petistas José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares foram condenados por corrupção ativa e formação de quadrilha.
  7. Dilma Roussef - No primeiro ano de mandato da presidente eleita, saíram/perderam/foram exonerados os ex-ministros Antonio Palocci, Wagner Rossi, Orlando Silva, Pedro Novais e Mario Negromonte.
  8. Lava-Jato - Investigações com foco inicial em desvios de recursos da Petrobras.
  9. Ex-tesoureiro preso - Acusado de receber propina de contratos da Petrobras para o PT, o ex-tesoureiro do PT Jão Vaccari Neto foi preso em 2015.
  10. Pedaladas Fiscais - em parecer unanime do TCU as pedaladas fiscais praticadas pela presidente Dilma Rousseff foram consideradas crime de responsabilidade fiscal.
  11. Marqueteiro é preso - A operação lava-jato é divida em diversas fases, em uma delas chamada "Acarajé", o marqueteiro das campanhas presidenciais do PT, João Santana fora preso junto com sua mulher, Mônica Moura, acusados de receber propina da Odebrecht.
  12. Delcido Amaral - ex-líder do governo, o senador foi preso em flagrante ao tentar comprar o silêncio do delator Nestor Cerveró.
  13. Na 24ª fase da operação lava-jato, Lula conduzido coercitivamente para prestar depoimento.
Muito se diz que na gestão do partido dos trabalhadores ninguém criticava ou via os escândalos que ocorriam. A mídia e as instituições fiscalizadoras não fecharam os olhos para os delitos que envolveram os petistas, com ações na maioria das vezes viciadas e tendenciosas, quando foi conveniente, sempre publicizaram o cerne podre do partido e de sua gestão.
PARTIDO DEMOCRÁTICO TRABALHISTA - PDT
O PDT é um partido centro-esquerda, e é alinhado com ideologia trabalhista e socialista democrática. Leonel Brizola após a morte de João Goulart reuniu personalidades progressistas que se encontravam no exílio e outras pessoas que vinham ao Brasil no Encontro dos Trabalhistas do Brasil com Trabalhistas no Exílio, realizado na cidade de Lisboa, em Portugal. O objetivo da reunião foi reorganizar o movimento trabalhista no Brasil.
Nesta reunião foi escrita a Carta de Lisboa, documento que tinham as bases programáticas do partido político que Brizola queria reorganizar no contexto da redemocratização, o partido era o Partido Trabalhista Brasileiro.
Com anistia política concedida em 1979 e a volta do pluripartidarismo ao sistema eleitoral brasileiro, muitos políticos brasileiros voltaram ao país e tentaram recuperar os antigos partidos políticos que existam antes da ditadura militar.
Com a morte de Jango durante a ditadura, Brisola surgiu naturalmente como o líder do PTB e, após sua chegada no país, tentou reorganizar a legenda e foi surpreendido pela ação concorrente de Ivete Vargas, sobrinha-neta de Getúlio Vargas que revindicou para si o controle da Legenda do PTB.
E com ajuda dos militares, que não queriam que Brizola herdasse a legenda do PTB de Jango, o TSE resolveu ceder a legenda aos grupo político liderado pela Ivete Vargas que agrupava políticos que não eram favoráveis a políticas garantistas trabalhistas.
Inconformados com a atitude e considerando o PTB sob a liderança de Ivete Vargas divergentes com os ideias de Jango, Brizola formou um novo partido, um partido para representar os ideias trabalhistas históricos, o Partido Democrático Trabalhista.
2019 - A NOVA ERA
Neste ano de 2019 e desde o período da redemocratização somos comandados por políticos profissionais que sabem exatamente que política é um jogo de toma lá da cá, e que não existe governabilidade sem fazer parte desde jogo. Jogo que permite até mudança de nome, por exemplo, PMDB que hoje é apenas MDB mas que não mudara nada em seus ideais e postura. Para muitos brasileiros os grilhões da corrupção seriam rompidos com a nova era política, nova era alcunhada pela gestão atual.
O chefe do executivo pode ser facilmente enforcado pelas casas legislativas se não entrar no jogo político, e os partidos também seguem a mesma regra. Os partidos independente da legenda, ideologia e estatuto terão que flexibilizar a opinião e postura se quiserem sobreviver e já estão fazendo.
O Senado Federal é o representante do Estado na casa legislativa e sua composição segue conforme abaixo.

Composição atual do Senado.
Composição Atual do Senado
A Câmara dos Deputados Federal representam os interesses do povo na casa legislativa e sua composição segue conforme abaixo:

Composição Atual da Câmara dos Deputados Federais.

Com mais poder no senado federal, é lógico que o governo executivo alinhará relações diplomáticas e cooperativas com MDB e PSDB, fará com os demais partidos, e será interessante como isso poderá ser conduzido, já que o Presidente Bolsonaro tem uma postura radical nas relações partidárias.
Já a representatividade do povo na minhão opinião será de contendas, já que o PT, partido claramente odiado pelo presidente do país, dividirá o poder da representatividade com o PSL, partido do presidente eleito.
O JOGO NÃO PODE PARAR, NUNCA!
Rodrigo Maia do Dem, Deputado Federal assumiu protagonismo na mudança ideológica social atual, o expurgo do esquerdismo para o liberalismo que "vai assumir o país". O Deputado Federal e atual presidente do Senado Federal também já foi acusado pela Procuradoria-Geral da República de ter pedido propina e recebido propina num valor de R$ 600.000,00 e outros recursos não contabilizados da Odebrecht.
A bandeira só não é vermelha porque não pode mais, porque se pudesse, usariam, porque "deles" se beneficiam. PDT, SB e PCdoB em 11/01/2019 avaliam apoio a candidatura a reeleição do Maia a presidência do Senado.
O PDT sinalizando apoio, enfraquece qualquer frente oposicionista ao governo atual.
E em 2017, Maia fez aliança com o PT e PCdoB e emperrou instalações de CPIS para investigar a UNE.
Em 2019, Bolsonaro troca bilhete com Maia escrito "Collor é ....dato?" e fora tudo registrado por repórteres fotográficos, o dedo direito do presidente cobriu as primeiras silabas da palavra que pode ser candidato.

Presidente do Senado trocando Bilhetes com Presidente.

Essa aproximação denota claramente que o PSL está alinhado com o Maia e haverá apoio político a reeleição, e isso será em troca de quê?
Frisando que um presidente do Senado aliado poderá emperrar qualquer ação que ofereça perigo ao presidente e aliados nas casas legislativas, vide que a atual gestão já entrou com o "pé-na-jaca" https://www.reddit.com/BrasildoB/comments/af75ku/todos_sabem_onde_est%C3%A1_queiroz/
FARINHA IGUAL, SACOS DIFERENTES E MESMA BARRIGA.
Depois de tanto tempo, golpe de 64, diretas já, redemocratização, impeachments e PMDB/MDB nunca elege um presidente direto parece-nos que a política ainda é uma arte complexa que muitos outorgam a capacidade de entender e crítica para quem tem o melhor discurso.
Todos os presidentes já tiveram suas relevantes atuações, sejam elas positivas ou negativas. O Brasil é praticamente uma pessoa da geração Y que dá trabalho e mete os pés pelas mãos na modernidade atual.
Podemos criticar tudo e todos para justificar nossas escolhas políticas que abocanham o tesouro nacional e juramos para nós mesmos que "se fosse a gente nos faríamos diferente".
A política sempre será um jogo encantador como o xadrez, cada peça sua função, cada movimento pensado e calculado, até mesmo, quando se entrega um peça de graça para a morte, não se faz isso sem objetivo.
A esquerda brasileira deve sentar e fazer o mea culpa, principalmente a esquerda de verdade, a vertente que não tem quase expressão política pelo fato de sempre ser considerada concursa com o inimigo do Brasil.
Ameaça comunista não existe, o socialismo é implantado no Brasil desde sempre, a própria constituição que tem um viés socialista.
Quando PT, PCdoB e PDT flertam com um presidente do Senado que vai contra seu estatutos, atuação e imparcialidade do cargo, algo está muito errado.
Quando o Partido Socialismo e Liberdade crítica abertamente a Senadora Gleisi Hoffman e o PT por apoiar governos como o de Maduro na Venezuela mostra a cisão que há entre os partidos de esquerda no Brasil, e esse comportamento heterogêneo constroem um campo para movimento como o Movimento Brasil Livre assumir protagonismo de oposição.
Sendo o MBL como é, ele se opões sempre que não concorda que é algo completamente normal, logo mais, o MBL será a verdadeira esquerda. Kim e Cia, a vez de vocês vai chegar.
Logo, de esquerda ou direita, se causa dano social e estigmatiza a democracia e a política como algo ruim a ponto de preferir um sistema de autocracia liderados por militares, ser esquerda ou direta falha imensuravelmente e quem perde somos todos nós.
O que tem havido é que quem detém o poderio político só faz pelos seus, e como reflexo engolimos goela abaixo o xibé político tradicional brasileiro.
REFERÊNCIAS:
CARONE, Edgard - O PCB. São Paulo: DIFEL, 1982;
TSE, Estatuto do Partido Comunista do Brasil;
PRC, 2010 - Vote em que luta e defende os direitos dos trabalhadores e da juventude;
TSE, TSE - Partidos políticos registrados no TSE, 29 de Junho de 2017;
GADOTTI, M. Pereira - O Pra que PT: Origem, Projeto e Consolidação dos Partidos dos Trabalhadores. São Paulo: Cortez, 1989;
O GLOBO, Brasil - 13 escândalos do PT no Poder, site: https://oglobo.globo.com/brasil/13-escandalos-do-pt-no-poder-18803710
HARI, Alexandre Brust - PDT 38 anos de socialismo. PDT, 2018.
EXAME - Como será a Câmara e o Senado após mudanças desta eleição, 2019, site: https://exame.abril.com.bbrasil/como-ficara-a-camara-e-o-senado-apos-as-mudancas-desta-eleicao/
O GLOBO - Ex-executivo da Odebrecht aponta repasses de R$ 600 mil para Rodrigo Maia. - 12/12/2016 - site: https://oglobo.globo.com/brasil/ex-executivo-da-odebrecht-aponta-repasses-de-600-mil-para-rodrigo-maia-20624518
G1 POLÍTICA - Bolsonaro pergunta sobre Collor em bilhete entregue a Rodrigo Maia durante evento na PGR. Publicado em 11/01/2019 - site: https://g1.globo.com/politica/noticia/2019/01/11/bolsonaro-pergunta-sobre-collor-em-bilhete-entregue-a-rodrigo-maia-durante-evento-na-pgr.ghtml
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2019.01.13 10:17 tkaliveira Suicídio esquerdista brasileiro.

Suicídio esquerdista brasileiro.

Não, Ciro Gomes não representa o protagonismo da esquerda, a esquerda estará morta até lá.

ESQUERDA É VERMELHA E DIREITA PODE SER AZUL, AMARELO, VERDE E ATÉ BRANCO.
Os termos direita e esquerda foram criados durante a revolução francesa e se referiam ao lugar onde políticos sentavam no parlamento francês. O uso do termo esquerda tornou-se mais proeminente depois da restauração da monarquia francesa. Mais tarde, o termo foi aplicado a uma série de movimentos sociais, especialmente ao republicanismo, o socialismo, o comunismo e o anarquismo.
O espectro político da esquerda tem suas sub-vertentes podem variar da centro-esquerda a extrema esquerda. O termo centro-esquerda denota uma posição política ligada à política tradicional. Já o termo extrema-esquerda se refere a posições radicais.
O central-esquerdismo abriga grupos como os sociais-democratas, progressistas e socialistas-democráticos e ecossocialistas. Essa vertente do esquerdismo tem uma ideologia mais aberta, ela flerta com sistemas de mercado que se aproximam do liberalismo.
Já a extrema-esquerda é o espectro político que agrupa os partidos que não flertam com os que flertam o central-esquerdismo, mas sim com os que tem como base ideológicas fundadas no radicalismo para emprego de sistemas de gestão em sua plenitude, o comunismo.
Esse espectro não flerta, não é favorável, ele luta pela ditadura do proletariado. A ditadura do proletariado é a condição em que o proletariado detém o controle/poder político.
A ideologia radical da extrema-esquerda traz em seu bojo reformas antiliberais como distribuição equitativa da riqueza e descentralização dos meios de produção.
Aqui no Brasil temos partidos de extrema esquerda, muitos acham que é o Partido dos Trabalhadores - PT e o Partido Socialismo e Liberdade - PSOL mas não é. A extrema esquerda no Brasil é representada por Partido Comunista Brasileiro - PCB, Partido Comunista do Brasil - PCdoB, Partido Comunista Revolucionário - PCR e Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado - PSTU.

PARTIDO DOS TRABALHADORES - PT
Nem tudo que faz oposição a direita é esquerda, houve um tempo em que o Brasil tivera sua idade pré-iluminação, e todos os efeitos da democracia foram suprimidos pelo autoritarismo institucional e alguns já não suportavam mais sobreviver as incursões do regime militar, era necessário fazer uma frente política capaz de abalar as estruturas da autocracia instaurada no brasil naqueles tempos.
O PT foi fundado por um grupo heterogêneo de militantes que faziam frente oposicionista a ditadura militar. A gênese do partido ocorrera com o flerte entre os movimentos sindicais do ABC (São Paulo era proeminentemente o maior território brasileiro com sindicalistas) - aproximação que resultaram em grandes greves entre 1987 e 1980 e militantes da esquerda brasileira que era composta por ex-presos políticos e exilados que puderam retornar com a leia de anistia. O PT desde a fundação abraçou o socialismo democrático, friso que foi um partido que praticamente assumiu o protagonismo pela redemocratização brasileira.
ESCÂNDALOS DO PT
Em 2002 finalmente fora eleito pela primeira vez um membro do partido dos trabalhadores para chefiar o poder executivo da união, Luis Inácio Lula da Silva seria o primeiro petista assumir o maior cargo da política nacional.
Desde então, o PT coleciona um rol premiativo de escândalos nas suas gestões até os dias atuais. O partido dos trabalhadores fizera um gestão na minha opinião popular, e não populista, gestão em que fases dela equilibraram a desigualdade das classes mais baixas com as classes médias difundido acesso a educação, cultura e renda, há quem discorde, porém, em outro artigo, escrevo sobre isso. Vamos ao que interessa neste capítulo, escândalos:
  1. Waldomiro Diniz - era assessor da presidência para assuntos parlamentares e em fevereiro de 2004 foi afastado do cargo após divulgação de vídeo em que aparece cobrando propina para arrecadar dinheiro para campanha eleitoral de 2002.
  2. Mensalão - em 2005 foi a vez do esquema de compra de votos do PT dá as caras ao protagonismo anti-ético e vil. Esquema em que deputados eram pagos com dinheiro público desviado com ajuda do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e operador Marcos Valério.
  3. Cassação de José Dirceu - Ele foi apontado como o chefe do esquema do mensalão mas somente em 2015 ele foi cassado, com 293 votos a favor a Câmara dos Deputados o cassou, o maior depoente sobre foi o Roberto Jefferson.
  4. Alcunhado de Esquema dos "Aloprados" em 2006 a Polícia Federal prendeu Hamilton Lacerda, ex-assessor de Aloizio Mercante que tentava negociar um dossiê falso que ligava José Serra e Geraldo Alckmin ao escândalo dos sanguessugas.
  5. Renúncia de Palocci - em 2006 Antônio Palocci renunciou o cargo de ministro da fazenda depois da acusação de ter chefiado esquema de corrupção na época que era prefeito de Ribeirão Preto. Palocci teria cobrado mesadas de até R$ 50.000,00 mensais de empresas que prestavam serviços à prefeitura para os cofres do PT.
  6. Prisão dos Petistas - Em outubro de 2012, quase dez anos após o escândalo do mensalão, os petistas José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares foram condenados por corrupção ativa e formação de quadrilha.
  7. Dilma Roussef - No primeiro ano de mandato da presidente eleita, saíram/perderam/foram exonerados os ex-ministros Antonio Palocci, Wagner Rossi, Orlando Silva, Pedro Novais e Mario Negromonte.
  8. Lava-Jato - Investigações com foco inicial em desvios de recursos da Petrobras.
  9. Ex-tesoureiro preso - Acusado de receber propina de contratos da Petrobras para o PT, o ex-tesoureiro do PT Jão Vaccari Neto foi preso em 2015.
  10. Pedaladas Fiscais - em parecer unanime do TCU as pedaladas fiscais praticadas pela presidente Dilma Rousseff foram consideradas crime de responsabilidade fiscal.
  11. Marqueteiro é preso - A operação lava-jato é divida em diversas fases, em uma delas chamada "Acarajé", o marqueteiro das campanhas presidenciais do PT, João Santana fora preso junto com sua mulher, Mônica Moura, acusados de receber propina da Odebrecht.
  12. Delcido Amaral - ex-líder do governo, o senador foi preso em flagrante ao tentar comprar o silêncio do delator Nestor Cerveró.
  13. Na 24ª fase da operação lava-jato, Lula conduzido coercitivamente para prestar depoimento.
Muito se diz que na gestão do partido dos trabalhadores ninguém criticava ou via os escândalos que ocorriam. A mídia e as instituições fiscalizadoras não fecharam os olhos para os delitos que envolveram os petistas, com ações na maioria das vezes viciadas e tendenciosas, quando foi conveniente, sempre publicizaram o cerne podre do partido e de sua gestão.
PARTIDO DEMOCRÁTICO TRABALHISTA - PDT
O PDT é um partido centro-esquerda, e é alinhado com ideologia trabalhista e socialista democrática. Leonel Brizola após a morte de João Goulart reuniu personalidades progressistas que se encontravam no exílio e outras pessoas que vinham ao Brasil no Encontro dos Trabalhistas do Brasil com Trabalhistas no Exílio, realizado na cidade de Lisboa, em Portugal. O objetivo da reunião foi reorganizar o movimento trabalhista no Brasil.
Nesta reunião foi escrita a Carta de Lisboa, documento que tinham as bases programáticas do partido político que Brizola queria reorganizar no contexto da redemocratização, o partido era o Partido Trabalhista Brasileiro.
Com anistia política concedida em 1979 e a volta do pluripartidarismo ao sistema eleitoral brasileiro, muitos políticos brasileiros voltaram ao país e tentaram recuperar os antigos partidos políticos que existam antes da ditadura militar.
Com a morte de Jango durante a ditadura, Brisola surgiu naturalmente como o líder do PTB e, após sua chegada no país, tentou reorganizar a legenda e foi surpreendido pela ação concorrente de Ivete Vargas, sobrinha-neta de Getúlio Vargas que revindicou para si o controle da Legenda do PTB.
E com ajuda dos militares, que não queriam que Brizola herdasse a legenda do PTB de Jango, o TSE resolveu ceder a legenda aos grupo político liderado pela Ivete Vargas que agrupava políticos que não eram favoráveis a políticas garantistas trabalhistas.
Inconformados com a atitude e considerando o PTB sob a liderança de Ivete Vargas divergentes com os ideias de Jango, Brizola formou um novo partido, um partido para representar os ideias trabalhistas históricos, o Partido Democrático Trabalhista.
2019 - A NOVA ERA
Neste ano de 2019 e desde o período da redemocratização somos comandados por políticos profissionais que sabem exatamente que política é um jogo de toma lá da cá, e que não existe governabilidade sem fazer parte desde jogo. Jogo que permite até mudança de nome, por exemplo, PMDB que hoje é apenas MDB mas que não mudara nada em seus ideais e postura. Para muitos brasileiros os grilhões da corrupção seriam rompidos com a nova era política, nova era alcunhada pela gestão atual.
O chefe do executivo pode ser facilmente enforcado pelas casas legislativas se não entrar no jogo político, e os partidos também seguem a mesma regra. Os partidos independente da legenda, ideologia e estatuto terão que flexibilizar a opinião e postura se quiserem sobreviver e já estão fazendo.
O Senado Federal é o representante do Estado na casa legislativa e sua composição segue conforme abaixo.

Composição Atual do Senado

A Câmara dos Deputados Federal representam os interesses do povo na casa legislativa e sua composição segue conforme abaixo:

Composição da Câmara dos Deputados Federais

Com mais poder no senado federal, é lógico que o governo executivo alinhará relações diplomáticas e cooperativas com MDB e PSDB, fará com os demais partidos, e será interessante como isso poderá ser conduzido, já que o Presidente Bolsonaro tem uma postura radical nas relações partidárias.
Já a representatividade do povo na minhão opinião será de contendas, já que o PT, partido claramente odiado pelo presidente do país, dividirá o poder da representatividade com o PSL, partido do presidente eleito.

O JOGO NÃO PODE PARAR, NUNCA!
Rodrigo Maia do Dem, Deputado Federal assumiu protagonismo na mudança ideológica social atual, o expurgo do esquerdismo para o liberalismo que "vai assumir o país". O Deputado Federal e atual presidente do Senado Federal também já foi acusado pela Procuradoria-Geral da República de ter pedido propina e recebido propina num valor de R$ 600.000,00 e outros recursos não contabilizados da Odebrecht.
A bandeira só não é vermelha porque não pode mais, porque se pudesse, usariam, porque "deles" se beneficiam. PDT, SB e PCdoB em 11/01/2019 avaliam apoio a candidatura a reeleição do Maia a presidência do Senado.
O PDT sinalizando apoio, enfraquece qualquer frente oposicionista ao governo atual.
E em 2017, Maia fez aliança com o PT e PCdoB e emperrou instalações de CPIS para investigar a UNE.
Em 2019, Bolsonaro troca bilhete com Maia escrito "Collor é ....dato?" e fora tudo registrado por repórteres fotográficos, o dedo direito do presidente cobriu as primeiras silabas da palavra que pode ser candidato.

Presidente do Senado e do Brasil trocando bilhetes
Essa aproximação denota claramente que o PSL está alinhado com o Maia e haverá apoio político a reeleição, e isso será em troca de quê?
Frisando que um presidente do Senado aliado poderá emperrar qualquer ação que ofereça perigo ao presidente e aliados nas casas legislativas, vide que a atual gestão já entrou com o "pé-na-jaca" https://www.reddit.com/BrasildoB/comments/af75ku/todos_sabem_onde_est%C3%A1_queiroz/

FARINHA IGUAL, SACOS DIFERENTES E MESMA BARRIGA.
Depois de tanto tempo, golpe de 64, diretas já, redemocratização, impeachments e PMDB/MDB nunca elege um presidente direto parece-nos que a política ainda é uma arte complexa que muitos outorgam a capacidade de entender e crítica para quem tem o melhor discurso.
Todos os presidentes já tiveram suas relevantes atuações, sejam elas positivas ou negativas. O Brasil é praticamente uma pessoa da geração Y que dá trabalho e mete os pés pelas mãos na modernidade atual.
Podemos criticar tudo e todos para justificar nossas escolhas políticas que abocanham o tesouro nacional e juramos para nós mesmos que "se fosse a gente nos faríamos diferente".
A política sempre será um jogo encantador como o xadrez, cada peça sua função, cada movimento pensado e calculado, até mesmo, quando se entrega um peça de graça para a morte, não se faz isso sem objetivo.
A esquerda brasileira deve sentar e fazer o mea culpa, principalmente a esquerda de verdade, a vertente que não tem quase expressão política pelo fato de sempre ser considerada concursa com o inimigo do Brasil.
Ameaça comunista não existe, o socialismo é implantado no Brasil desde sempre, a própria constituição que tem um viés socialista.
Quando PT, PCdoB e PDT flertam com um presidente do Senado que vai contra seu estatutos, atuação e imparcialidade do cargo, algo está muito errado.
Quando o Partido Socialismo e Liberdade crítica abertamente a Senadora Gleisi Hoffman e o PT por apoiar governos como o de Maduro na Venezuela mostra a cisão que há entre os partidos de esquerda no Brasil, e esse comportamento heterogêneo constroem um campo para movimento como o Movimento Brasil Livre assumir protagonismo de oposição.
Sendo o MBL como é, ele se opões sempre que não concorda que é algo completamente normal, logo mais, o MBL será a verdadeira esquerda. Kim e Cia, a vez de vocês vai chegar.
Logo, de esquerda ou direita, se causa dano social e estigmatiza a democracia e a política como algo ruim a ponto de preferir um sistema de autocracia liderados por militares, ser esquerda ou direta falha imensuravelmente e quem perde somos todos nós.
O que tem havido é que quem detém o poderio político só faz pelos seus, e como reflexo engolimos goela abaixo o xibé político tradicional brasileiro.


REFERÊNCIAS:

CARONE, Edgard - O PCB. São Paulo: DIFEL, 1982;
TSE, Estatuto do Partido Comunista do Brasil;
PRC, 2010 - Vote em que luta e defende os direitos dos trabalhadores e da juventude;
TSE, TSE - Partidos políticos registrados no TSE, 29 de Junho de 2017;
GADOTTI, M. Pereira - O Pra que PT: Origem, Projeto e Consolidação dos Partidos dos Trabalhadores. São Paulo: Cortez, 1989;
O GLOBO, Brasil - 13 escândalos do PT no Poder, site: https://oglobo.globo.com/brasil/13-escandalos-do-pt-no-poder-18803710
HARI, Alexandre Brust - PDT 38 anos de socialismo. PDT, 2018.
EXAME - Como será a Câmara e o Senado após mudanças desta eleição, 2019, site: https://exame.abril.com.bbrasil/como-ficara-a-camara-e-o-senado-apos-as-mudancas-desta-eleicao/
O GLOBO - Ex-executivo da Odebrecht aponta repasses de R$ 600 mil para Rodrigo Maia. - 12/12/2016 - site: https://oglobo.globo.com/brasil/ex-executivo-da-odebrecht-aponta-repasses-de-600-mil-para-rodrigo-maia-20624518
G1 POLÍTICA - Bolsonaro pergunta sobre Collor em bilhete entregue a Rodrigo Maia durante evento na PGR. Publicado em 11/01/2019 - site: https://g1.globo.com/politica/noticia/2019/01/11/bolsonaro-pergunta-sobre-collor-em-bilhete-entregue-a-rodrigo-maia-durante-evento-na-pgr.ghtml

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2018.11.17 18:50 guerrilheiro_urbano Pequeno guia para não falar bobagem sobre o Mais Médicos

Por Lara Stahlberg*

O Programa Mais Médicos (PMM) não é um programa de contratação de médicos. É um programa global de fortalecimento da atenção básica no país e, para isso, conta com três eixos: infraestrutura (requalificação das unidades básicas para que tenham a estrutura necessária para o atendimento); readequação e expansão da formação médica (revisão dos currículos das universidades visando focar na medicina preventiva e não curativa, além de ampliar e descentralizar a oferta de vagas em cursos de medicina, prioritariamente pela rede pública) e, finalmente, o provimento emergencial de médicos (ou seja, “contratação” de médicos).
Os médicos do programa, todos eles, saem, depois de dois anos, com um título de especialização. Assim sendo, o médico do PMM não tem vínculo empregatício, pois integra um programa de formação em serviço. Logo, não faz sentido falar em CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).
Os médicos cubanos atuam, em sua maioria, em locais em que brasileiros não querem atuar. Quando as vagas do programa são abertas, os primeiros a ser chamados nos editais são os médicos brasileiros formados no Brasil (com CRM); depois, os chamados intercambistas individuais, médicos brasileiros formados no exterior (importante notar aqui que são médicos que não têm CRM —Conselho Regional de Medicina . Logo, não passaram pelo revalida que o presidente eleito quer forçar os cubanos a passarem). Só em caso de não preenchimento das vagas anteriores é que os médicos cooperados (no caso, os cubanos) são convocados.
Os médicos estrangeiros chegam não apenas para ocupar vagas que os brasileiros não querem ocupar (o que também é verdade), mas porque a formação médica atual não consegue atender à demanda de médicos no país.
A formação cubana em saúde é referência no mundo. Durante o governo Obama até os EUA tinham desenvolvido parcerias na área (https://educacao.uol.com.bnoticias/2015/10/28/alunos-de-medicina-dos-eua-passarao-periodo-em-cuba-como-parte-do-curriculo.htm). A ELAM (Escuela Latinoamericana de Medicina) forma profissionais do mundo inteiro, incluindo brasileiros. Ainda assim, quando chegam ao Brasil, os médicos passam por um período de acolhimento, no qual são capacitados sobre o funcionamento do SUS (Sistema Único de Saúde), temas de saúde e português. Ao final desse período ainda passam por uma prova de admissão final. Logo, a revalidação demandada é surreal.
Talvez o mais importante, nos termos da cooperação são pactuados entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde de Cuba. Ninguém é “escravo” ou “obrigado a trabalhar” no Brasil. Os médicos recrutados são, em sua maioria, profissionais que já tiveram atuação humanitária em diversos países do mundo (como a crise do ebola na África ou países centro-americanos). Cerca de 25 mil profissionais atuam fora do país atualmente.

*Lara Stahlberg é Mestre em Brasil em Perspectiva Global pelo King’s College London. Tema da dissertação: International cooperation and health policy: An analysis on the design and implementation of the Mais Médicos Programme in Brazil.
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2018.01.31 20:15 exlcapital Plano de Negócios EXL Capital 11.12.2017 (Revisão será em 01.06.2018)

A EXL capital surgiu no intuito de aproveitar um dado momento do mercado financeiro brasileiro. Especificamente uma análise minha (Erik Rodrigues) sobre uma possível (na época, 2016) valorização das ações da Petrobras. Nada mais foi que reunir amigos da empresa, explicar minhas ideias e juntos acompanharmos o desenvolvimento do mercado em opções. Alguns gostaram do modelo e levaram mais a sério e nos próximos meses continuamos desenvolvendo o projeto. De outro lado, tenho um projeto particular a 2 anos, uma rede de notícias e informações sobre política, economia e filosofia. Unimos as ideias e os projetos em um só e começamos a criar material intelectual próprio de analise econômicas e politicas afim de ajudar o grupo em seus investimentos no longo de 2016 e 2017 e assim, desenvolver riquezas. Moldamos estruturas de demonstrações dos resultados obtidos, gestão de risco com diversificação da alocação de capital e todo o conteúdo informativo desta ordem com divisão de tarefas. Ou seja, lapidamos o projeto com o intuito deste se tornar no futuro, um Clube de investimento / Consultoria financeira. Contudo, a grande dificuldade neste sentido é lidar com a grande burocracia envolvida e possuir os valores mínimos para operarmos em uma conta conjunta naquilo que gostariamos. O EXL Ether Project nasce de uma visão conjunta de Warren Buffet (pensamento de investimentos longos) e o pensamento de Nicholas Taleb. Ou seja, acreditamos que o mercado cripto possui grande valor e por este motivo, nosso objetivo é acumular o máximo de capital possível em projetos que envolvam a tecnologia de todas as maneiras viáveis, difundir conhecimento sobre a área e criar uma rede de informações e consultoria.
Mas afinal, qual é o atrativo neste Plano de negócios? http://www.mises.org.bArticle.aspx?id=311 N. do T.: Talvez o aspecto mais crucial de qualquer sistema econômico seja o seu sistema bancário. Entretanto, essa é uma área sobre a qual pouquíssimas pessoas entendem. Muitos, aliás, sequer conhecem seu funcionamento mais básico. Poderia tecer aqui, muitas considerações sobre o atual sistema monetário (ocidental, sobretudo), contar a longa caminhada que levou a moeda clássica de troca, em forma de commodities como ouro e prata, ao necessitar da credibilidade do intermediário: Estado, Reis, Bancos. A perder seu valor, sua estrutura, até se transformar no atual papel moeda que não possui valor intrínseco nenhum fora ser lastreado em divida. Para isto, e até para ficar mais ilustrativo, peço que o investidor assista este vídeo, os detalhes técnicos, eu mesmo conferi e aquilo representado no vídeo, é a pura realidade. https://www.youtube.com/watch?v=bltL7zRXhhs Após aprofundar meus estudos na tecnologia Blockchain, encontrei no Bitcoin e demais Altcoins, a solução tecnologia fundamental a todas as problemáticas presentes em nosso atual sistema econômico, creio com convicção que estamos diante de um momento único e que os próximos 10 anos irão mudar profundamente nossa noção do que é o dinheiro, inteligência artificial, internet das coisas e automação. https://www.youtube.com/watch?v=UL1RYIQ8WkM&t=1s Mas o que leva a EXL a pensar que o Bitcoin não é uma bolha e que seu valor, porquanto do mercado de criptomoedas está inflado? Da forma mais simples possível, por que o criptodinheiro trás de volta a estrutura de moeda básica como commoditie, a escassez e o valor agregado. A mineração, o processo em si, é o que torna o criptodinheiro algo com valor agregado, a criptografia, anonimato, scripts como o do Bitcoin que limita a oferta e a criação de mais criptodinheiro, lastreia seu valor. À medida que o mercado aumenta no sentido de abrangência de utilização (demanda e capitalização) e ele é minúsculo ainda em 2017, os preços correlacionam este valor com o valor do ativo já que existe valor agregado. Ou seja, quanto mais gente usando, maior o valor das criptomoedas, existe um processo de deflação na tecnologia blockchain que nunca antes foi visto, por isto a dificuldade dos banqueiros em aceitar que criptomoedas não estejam ligadas a dividas, corroídas por juros e emissão de mais papéis para fazer valer o papel atual que neste processo, por natureza, se desvaloriza ainda mais. Traduzindo, a EXL irá ao longo de pelo menos 5 anos, estruturar seus negócios em todas as pontas possíveis, gerando 24/7, criptomoedas, além de comprar a moeda em si nos melhores pontos gráficos possíveis, em 5 anos, com o próprio processo deflacionário, mais a possibilidade de um cisne negro (E arrisco ser uma guerra ou uma grande depressão econômica em virtude da divida americana ou chinesa) teremos uma poupança acumulada muito robusta.
Ações corretivas e preventivas 1) Diversificação de armazenamento das receitas. Através da diversificação das carteiras de acordo com o tipo de criptomoeda mais o acompanhamento continuo do CEO em relação a segurança das carteiras, valor de taxas e demais problemáticas que possam causar prejuízos ou transtornos a EXL, além do acompanhamento e auditoria continua do CFO, estaremos sempre preparados para eventualidades e mesmo em um caso de catástrofe como roubo, violação de segurança, perda de dados ou afins, teremos sempre o patrimônio bem dividido seja no sentido de backup, seja no sentido de segurança como um todo. Também estamos analisando a aquisição de hardware para armazenamento em uma carteira física. 2) Diversificação e transferência constante dos resultados de mineradoras e pools para carteiras. Através do acompanhamento constante do operacional sobre os resultados, além da diversificação dos valores investidos, gerenciamos o risco no sentido de não ficar dependentes de apenas uma empresa, uma moeda ou um projeto, com investimentos centralizados. Além de periodicamente resgatar os resultados do garimpo, o que nos assegura sobre a ocorrência de alguma catástrofe que envolva empresas parceiras. 3) Como atuaremos em diversas pontas (Mineração Site, Mineração em cloud, Mineração Física, Faucets, Aquisição de moedas e todas as demais maneiras possíveis para acumulo de capital), mitigamos a ocorrência da desvalorização dos equipamentos físicos em relação ao seu poder de mineração ou mesmo uma ocorrência de desastre em relação a mineradoras em cloud. Ou seja, através da diversificação das formas de faturamento, teremos certa redundância, o que fornece um nível maior de segurança em relação a formas de obtenção de rendimentos. 4) Através da aquisição das criptomoedas em pontos estratégicos, como forma de diversificação a mineração ou outras formas de arrecadar capital, também estaremos no longo prazo, nos expondo de forma mais eficiente, não dependendo apenas dos resultados a longo prazo de garimpo, em casos de valorização a curto prazo, a EXL também estará estrategicamente exposta a obtenção de lucros 5) Efetuamos cadastros e testes em diversas Exchanges. Selecionamos as mais confiáveis, que oferecem os melhores recursos e que são mais tradicionais. A partir daí, temos em primeiro lugar uma redundância, não estando dependentes de uma instituição financeira específica e podemos também diversificar o câmbio no sentido de aproveitar as melhores oportunidades de variação do mercado e obter melhores custos em taxas. 6) A auditoria será feita de forma independente. No sentido de que aqueles diretamente ligados à área operacional no negócio, estão constantemente sendo acompanhados por um terceiro que foi selecionado com base em sua expertise técnica, responsabilidade e nível de confiança em relação ao grupo, ou seja, o auditor é alguém de extrema confiança de todos os membros da equipe gestora do projeto. Aqueles que estejam a frente do operacional, do financeiro ou mesmo da gestão do negócio, são policiados afim de evitar ocorrências de imprudência ou imperícia. 7) Em relação ao backup de códigos, chaves, senhas ou mesmo de dados e informações confidenciais, iremos armazenar um backup constante destas informações em um local em nuvem, onde o CEO, CFO e Auditor terão acesso compartilhado as informações, em um caso de roubo de equipamento, problema técnico, ou ocorrência onde um dos dois não estiver disponível para efetuar uma determinada função que exija estas informações, teremos redundância. 8) O mesmo ocorre com a divisão das tarefas. Desenvolvemos o projeto com um escopo de operação que não centraliza funções. Com isto, além da segurança em relação a não centralização dos dados, podemos dimensionar melhor o tempo utilizado para exercer as tarefas que envolvem o projeto e utilizar a expertise de cada um da melhor maneira possível. 9) O gerenciamento financeiro e administrativo foi desenvolvido de maneira a nos fornecer uma visão em tempo real de todas as camadas do negócio, com isto, além de evitarmos erros, criarmos rotinas de acompanhamento e policiamento dos negócios - de uma forma extremamente criteriosa - as tarefas são descentralizadas, portanto, cada um possui funções e responsabilidades independentes. Todos os possuidores de tokens também podem acessar os dados, relatórios e também temos o auditor dedicado a efetuar o acompanhamento constante daquilo que é operacionalizado. 10) Com o intuito de constantemente melhorarmos as diretrizes do projeto, fica acertado que de cada 6 meses, haverá uma revisão de todo o modelo de negócios.
Forças* Pontos fortes As Forças são elementos internos à empresa, sob o controle da equipe envolvida e que trazem algum tipo de benefício ou vantagem para o negócio. Um ponto importante em relação as nossas ”Forças” é a disponibilidade de capital. Hoje já temos em posse da EXL um capital considerável em um projeto estável e bem fundamentado, à medida que o Ether Project for se consolidando, teremos a oportunidade de iniciar um empreendimento sem digamos: utilizar o “dinheiro do leite”. A maior parte dos investidores da EXL Capital e por consequência, deste projeto, são pessoas que nutrem um laço de verdadeira e extensa amizade. A maioria se conhece a mais de dez anos, anos estes em que pudemos analisar o caráter de cada um. O perfil de cada um. O que cada um tem de melhor e pior, a junção destas habilidades e competências, acrescida a credibilidade dos membros do grupo, nos deixa em posição de destaque em relação a outros projetos empreendedores. Isto por que temos a oportunidade de negócio, uma boa equipe gestora, investidores de confiança, um capital considerável já em posse e a expertise necessária para desenvolvermos as atividades. Concluindo, um ponto muito importante a ser destacado é a facilidade de operacionalizar o projeto. Definida a estrutura inicial e tendo o escopo detalhado das rotinas, a manutenção do negócio é extremamente simples. Com isto, a equipe gestora não terá que disponibilizar mais do que algumas horas diárias para desenvolver as atividades do projeto. Fora o fato de que com a divisão das tarefas, existe uma facilidade agregada à rotina de cada um, além da transparência aos investidores e redundância na guarda de informações de acesso como senhas e backups.
Oportunidades* Pontos fortes Oportunidades são eventos externos à empresa, aos quais os membros não tem controle direto, e que podem afetar positivamente no negócio. Acredito que o primeiro grande ponto de oportunidade de nosso negócio é o fato do sistema monetário atual ser uma grande fraude. (Exemplo: https://www.youtube.com/watch?v=1QKxG_L_mag) O atual sistema de reserva fracionária (Como é feito o dinheiro atualmente) é literalmente uma máquina de imprimir dinheiro sem valor, lastreado em dívida (Sobre o dólar e o padrão ouro: https://www.youtube.com/watch?v=f-61SlUCamo), sem valor intrínseco. Um bom exemplo são os trilhões de reais injetados na economia brasileira desde 2003. (Intermediário de troca, medida de valor, reserva de valor, instrumento de poder liberatório, padrão de pagamentos e instrumento de poder) em relação às "moedas Reais ", além de ser um grande esquema de pirâmide financeira para ser extremamente claro (Sobre o Real: https://www.youtube.com/watch?v=kdTd9wReDM0 / Sobre juros e dinheiro: https://www.youtube. com / watch? v = yZsNukdj_iY). Hoje há um sistema monetário muito mais efetivo e real, com valor intrínseco, descritivo, com alto nível de segurança e que é basicamente, o nosso ramo de negócios. Podemos apontar também, como um ponto fundamental de oportunidade em nosso negócio, a blockchain como um todo. A blockchain é uma tecnologia de banco de dados que é base de praticamente todas as criptomoedas. É com toda certeza a principal característica e diferencial do mercado Cripto. Inclusive, é justamente a validação de um registro na blockchain o que chamamos de mineração, o nosso nicho de mercado. Está tecnologia é revolucionária por que tira a necessidade de um poder centralizador em validar quaisquer tipos de informação. Existe uma gama enorme de possibilidades neste sentido, desde um cartório descentralizado, sem a necessidade de um governo para averiguar a veracidade de uma determinada informação ou documento, até mesmo o desenvolvimento de tecnologia de inteligência artificial, por exemplo, em um Smartcontract em rede Ethereum. Em 2017 o mercado Cripto, se aproveitando da blockchain, já iniciou uma gama enorme de negócios que no futuro, substituirão muitas das aplicações que usamos hoje. Muitos dos negócios e corporações que existem atualmente simplesmente serão esmagados pela blockchain, pelo simples fato de que ela é incorruptível, inviolável e lapidável a todo o tipo de ramo de negócios. E é justamente o fato da EXL Capital t iniciar suas operações ainda em 2017 (Setembro de 2017) que nos coloca na frente em relação ao atual desenvolvimento do mercado Cripto. Hoje, temos a oportunidade de iniciar nossas operações ainda, digamos, no início da revolução cripto. Ainda existem ativos extremamente “baratos” em relação ao seu valor “possível” diante de análises internas (CEO) e análises externas (Grandes investidores, Fundos Hedge, Analistas técnicos e demais pessoas e instituições de renome e credibilidade técnica como a escola austríaca de economia), além disto, poderemos navegar por um vasto campo de possibilidades em relação a investimentos em projetos do mundo Cripto que estão ainda no papel ou mesmo no início de suas atividades. Ainda como ponto crítico em relação à oportunidade de negócios, estamos de fato em um momento único na história do mundo. O ponto do ápice dos projetos sociais como: estado de bem estar social e capitalismo de estado. Não só no mundo, mas também no Brasil, sim, mesmo nos EUA é o que vem acontecendo. Isto fruto de muitos anos de má gestão, corrupção (de todos os lados) e ignorância popular. De um lado tivemos diversos governos que administraram muito mal as contas públicas, roubaram bilhões de reais dos cofres, inflaram os impostos, instalou-se um sistema de capitalismo de estado, uma espécie de socialismo disfarçado. Promovendo com isto, um rombo fiscal nunca antes visto. O capitalismo corporativo que se aproveita deste cenário enriquecendo grupos específicos, alimentou este processo ainda mais através de bancos e lobistas por exemplo. Do outro lado, a população ignorante a situação econômica do país, prefere demagogia a reformas, assistencialismo a mercado livre, xingamentos e linchamentos a raciocínio lógico e ideias. O estado para se manter, vive do populismo que alimenta a corrupção do estado. Resultado? Uma bolha na dívida pública que está prestes a estourar. Entre 2019 a 2025 o Brasil vai falir. (Mais dados e gráficos sobre o assunto: https://www.youtube.com/watch?v=Gtsj8ZpzkJ0) E não, o sistema político não vai resolver isto, simplesmente por que ele acha que isto é bom para ele. Em meio a estes anos, em algum momento, o Brasil não conseguirá mais honrar suas contas públicas já que elas irão superar as receitas completamente, absurdamente. Ou seja, vai faltar dinheiro para pagar serviços básicos como saúde, educação e saneamento. Assim como programas sociais, bolsas estudantis e funcionalismo público. Mesmo havendo cortes severos e abertura de mercado extrema, o que não vai acontecer, a situação é irreversível. Ou seja, matematicamente é impossível evitar o colapso das contas públicas Brasileiras. E pior, havendo um calote, é importante saber que grande parte dos credores de dívidas, são empresas nacionais e fundos de pensão, além de automaticamente isto gerar uma enorme desaceleração econômica (Inflação, Desemprego, paralisia de obras e investimentos), o que cria um efeito dominó, ou seja, quem sofre com isto é a própria população e não “o grande capital estrangeiro”, não que ele não vá sofrer, mas não há como ser indiferente a isto por que simplesmente afeta a vida de todos. Mas calma que está é uma análise otimista. São números contando que o mundo continuará neste mesmo ritmo econômico, China crescendo, EUA em quase pleno emprego e assim por diante. E claro, não é isto que vai acontecer. Hoje a dívida chinesa alcança inacreditáveis 235 % do PIB (A enorme dívida da China está num caminho "perigoso", ampliando o risco de uma grande desaceleração do crescimento econômico, alertou o Fundo Monetário Internacional) o que gera problemas estruturais como a bolha de crédito atual, as cidades fantasmas e a questão dos juros sobre a dívida, que vem aumentando, por exemplo. Isto sem citar os problemas geopolíticos. Um conflito de escala mundial envolvendo a China (e vamos falar disto) ou uma desaceleração de sua economia acentuada, pode comprometer seriamente os negócios brasileiros dado o fato que o Brasil já é, e se torna cada dia mais, dependente comercialmente da China (Economia chinesa: https://www.youtube.com/watch?v=Mkopr3gDweg). Agora sobre os EUA, temos algo ainda mais interessante acontecendo. Voltemos ao ano de 2008 quando aconteceu a maior crise econômica de nossa história, você saberia me explicar o que aconteceu? Não? Eu explico. O que aconteceu foi que os EUA durante o período dos anos 2000 reduziu sua taxa de juros para números baixíssimos com o intuito de estimular a economia, crédito elevado, por exemplo, para realizar o American Dream (https://www.youtube.com/watch?v=ZyLzFSmbDVk). E foi justamente no mercado imobiliário que o keynesianismo (teoria econômica do começo do século XX, baseada nas ideias do economista inglês John Maynard Keines, que defendia a ação do estado na economia com o objetivo de atingir o pleno emprego) foi testado ao máximo. Só para vocês terem uma ideia, era possível sem muita comprovação de renda ou documentação, conseguir crédito para comprar diversas casas muito bem em muitas parcelas. O Resultado? As pessoas compravam casas e depois alugavam estas casas para outras pessoas, que alugavam para outras. Tinha até cachorro como locador de várias casas. Tudo parcelado em suaves prestações em juros compostos, expostas as variantes do mercado. Os corretores? Felizes e esbanjando as fartas comissões, facilitando o crédito o máximo possível. E os bancos? Vendendo em um sistema de alavancagem global, seguros atrelados à dívida pública (como se diz em Wall Street: Muito bom). Afinal, quem vai deixar de pagar a hipoteca? Um belo dia os juros chegaram, as pessoas ficaram sem emprego, o que expôs todo o sistema fraudulento e a bolha imobiliária estourou, levando milhões a miséria. O que ocasionou o maior resgate estatal da história (Lembre-se, quem paga a conta são os contribuintes). Como falei, toda está brincadeira estava alavancada em nível mundial e com isto, a bolha levou a maior parte dos mercados do mundo, também ao colapso. Mas afinal, por que contei está história? Contei por que todos os dados referentes à economia americana atualmente, mostram um novo ciclo de retração da economia (Escola Austríaca de Economia sobre os ciclos e crises econômicas: https://www.youtube.com/watch?v=qAjXH96IBmk). A elevação da taxa de juros vista neste ano de 2017 é literalmente só a ponta do iceberg. Hoje a dívida americana superou os $ 20 trilhões de dólares (que equivalem a mais de 105% do PIB americano). Hoje eles possuem um déficit de $ 600 bilhões por ano. Isto sem citar Obamacare e os fundos estudantis falidos. Lembra lá de 2008? Então, o governo fez um mega resgate bancário com o dinheiro dos contribuintes (Imprimiu mais dinheiro através do processo de reservada fracionaria), injetando ainda mais dinheiro na economia, aumentou a dívida e estagnou os salários, ou seja, hoje a dívida além de ser muito maior que em 2008 ($ 13 trilhões de dólares), segurar um aumento dos juros com o intuito de controlar a inflação se tornou impossível. Se os salários não estão crescendo, como pagar a conta destes juros? Aliás, como bancar todo este déficit acumulado? A base para o caos é a mesma de 2008, só que muito pior e mais diversificada. Por fim, temos um catalisador importante de tudo isto. Um conflito em nível global. Sim, ele pode e provavelmente vai acontecer. Está sendo moldado há meses já e bem, isto basicamente pode catalisar e tornar exposto, todos estes pontos que apontei e de uma forma extremamente danosa a economia mundial. O colapso do sistema financeiro está para acontecer, mas fiquem calmos pessoal, temos Bitcoin e Ethereum.
Fraquezas * Pontos fracos As Fraquezas são também elementos internos à empresa, sob o controle, mas que trazem algum tipo de malefício ou desvantagem para o negócio. Analisando no sentido interno, o principal ponto que pode influenciar para que todo o modelo de negócio e toda a visão e planejamento em torno dele não funcione, não dê certo. Seria eu estar errado. Se todas as minhas analises em relação ao que é a tecnologia blockchain estiverem erradas, caso o Bitcoin seja realmente como diz o mainstream: Uma bolha. Ou mesmo se a mineração se provar um negócio ineficiente por quaisquer motivos. Provavelmente tudo que planejamos não dará certo, ficando evidente provavelmente já nos primeiros meses as falhas e prejuízos. Outro ponto importante de se destacar é a possibilidade de o modelo de negócios, nos moldes em que será apresentado, não cativar os investidores no sentido destes, não acharem viável e lucrativo investir no negócio. Caso isto se torne realidade, teremos grandes problemas em estruturar o projeto e torna-lo rentável. O que pode inclusive, inviabilizar sua execução ou trazer problemas de liquidez no futuro. Principalmente durante o período de 2017- 2019, onde estaremos iniciando nossas operações e estruturando o negócio, seja em relação à compra de equipamentos, poder de mineração e divisão de lucros; a estabilidade financeira será fundamental. Neste ponto, caso tenhamos no período, ocorrências de emergências com investidores da EXL Capital, poderemos ter primeiramente um problema de logística, com o alto fluxo de recursos saindo do caixa. Na sequência, de liquidez, no sentido de que teremos que arcar com taxas mais elevadas em um caso de saque emergencial (Em momentos de estresse no mercado) o que pode inclusive inviabilizar a consolidação do Ether Project já que todo estudo é baseado em uma determinada quantidade de investimento inicial escalonado. Isto por que os recursos hoje em posse da EXL Capital serão a base financeira para consolidação do Ether Project. À medida que ocorram saques de grandes proporções, não teremos mais estes recursos em nosso domínio em um momento critico. Conforme o escopo operacional, teremos uma divisão de funções e responsabilidades muito específica. Com isto, em partes estaremos também, ampliando a margem de erros, mais expostos aos riscos por assim dizer. Já que individualmente, cada um de nós pode cometer erros em suas funções, ou mesmo, agir de má fé em relação ao negócio. Ocorrências em que lançamentos forem efetuados indevidamente no Zero Paper (Nosso sistema de Gestão ERP) ou mesmo uma determinada ação que seja feita com imperícia, negligência ou má fé; pode causar danos financeiros e/ou estruturais ao negócio e estes são ampliados à medida que existem mais pessoas envolvidas no processo. Entende-se por imperícia a falta de habilidade ou experiência reputada necessária para a realização de certas atividades. Negligencia: falta de cuidado, de atenção; desleixo, e desinteresse na execução do ato. Assim como má fé: ação maldosa, conscientemente praticada, com o intuito de se beneficiar em prejuízo de outrem. Por fim, ainda avaliando o projeto em etapa de estruturação, uma ocorrência onde algum dos membros da equipe gestora (CEO, CFO e Equipe operacional), sobretudo; em que haja um acidente, um mal estar elevado ou mesmo o óbito, pode afetar o projeto de forma catastrófica. Seja por uma necessidade de resgate emergencial por parte dos investidores, que conforme apontado acima, neste ponto de estruturação se faz fundamental a estabilidade financeira; seja pela ausência em suas funções (membros da equipe gestora), por longos períodos em decorrência de problemas de saúde, o que pode comprometer o operacional do projeto.
Ameaças* Pontos fracos Ameaças são situações externas à empresa, aos quais não há controle direto, e que podem afetar negativamente no negócio. Agora analisando o cenário externo, na mesma linha de raciocínio aplicada na análise de nossas fraquezas, temos como principal ameaça o caso de todos os economistas, especialistas em investimentos, em tecnologia e acadêmicos que hoje são entusiastas do mundo cripto, estarem errados. Se por quaisquer motivos suas análises estiverem incorretas ou forem de má fé, muito provavelmente toda a base que fundamenta a superioridade destas tecnologias em relação às atuais estará comprometida, se provará sem sentido e, portanto, não obteremos sucesso em nossos negócios. (Análise pessimista: https://www.youtube.com/watch?v=jGFSPAoHkBc). Neste sentido, segundo análises de investidores mais pessimistas, o blockchain veio para ficar. Como tecnologia é algo impossível de deter no sentido de expansão da aplicabilidade da tecnologia e realmente é algo muito bom, contudo, já seu uso em criptomoedas, estes já não são tão confiantes. A base argumentativa é de que o Bitcoin, por exemplo, (Serve para as demais Altcoins) não possui valor agregado suficiente para determinar o seu preço atual, além de segundo estes, “acreditar que as criptomoedas vão substituir o sistema financeiro atual não passa de um sonho”. A vertiginosa subida dos valores não seria, portanto, embasada em fundamentos o que por sua vez, irá levar ao colapso de seus preços, assustando investidores e dando fim ao império do Bitcoin. Outro ponto externo que pode influenciar sensivelmente o projeto é a ocorrência de algum desastre envolvendo as mineradoras onde efetuamos algum tipo de investimento. Este desastre poderia ocorrer devido ao fechamento da mineradora, queda vertiginosa do nível de produção da cloudminer, a mineradora se provar um esquema de pirâmide e seu site sair do ar, ou mesmo um conflito em larga escala que pode influenciar nas farms da mineradora em questão, como pode ocorrer, por exemplo, com a EOBOT que possui grande parte de suas fazendas de mineração na China. Um cisne negro é um evento imprevisível, impactante e que pode abalar as bases de quase tudo sobre o mundo. A lógica neste sentido, vale tanto positivamente quanto negativamente em relação ao nosso projeto. Caso aconteça algum evento nos próximos anos de grande magnitude, poderemos ter uma grande desvalorização de nossos ativos, aumento da dificuldade de mineração (Por exemplo, em caso de um conflito de larga escala onde muitos países “fechariam” suas internets impactando na dificuldade de mineração) ou mesmo algum tipo de regulamentação que seja negativa aos negócios. Neste sentido, poderíamos ver tanto uma grande variação positiva, quanto negativa. Outra ocorrência que temos que já de pronto nos preparar é no sentido de segurança. Hackers poderiam “em tese”, roubar ativos da EXL Capital através de infecção dos equipamentos que possuem dados de acesso às contas, assim como Whallets com plataforma em nuvem podem ter problemas de segurança e haver um roubo ou vazamento de informações. O mesmo também pode se tornar realidade fisicamente, ou seja, é possível que um ladrão roube ativos de Whallets físicas, sequestre ou coaja um dos investidores a fim de angariar informações que possam levá-lo a obter formas de roubar ativos ou coisas do tipo. Também é necessária atenção especial em relação a Antivírus, backup de informações, descentralização de acessos a fim de ter redundância e segurança ampliada já que, além daquilo apontado acima, equipamentos podem apresentar problemas técnicos de outras ordens que poderiam causar perda de informações ou de ativos. Todavia, ainda temos que avaliar constantemente a viabilidade do negócio no sentido de custo benefício. Ou seja, simplesmente se o negócio é lucrativo. Já que gradativamente os equipamentos depreciam sua capacidade de produção em relação à dificuldade de mineração, sendo assim, com o passar do tempo à mineração tem dificuldade ampliada, causando desgaste no nível de lucratividade em relação ao investimento inicial. Adaptar o modelo em POW ou POS é fundamental. Caso por quaisquer motivos o nível de dificuldade aumente sensivelmente, teremos problemas de produção e por consequência, de lucratividade, o que pode inviabilizar a continuidade das minerações. Isto pode acontecer inclusive, em decorrência das grandes mineradoras que monopolizam o negócio e conseguem por uma questão de demanda e por comprarem hardwares no atacado, uma produção muito maior (Em relação a custo vs beneficio) que pequenos investidores em relação aos valores investidos. Ações a serem feitas para potencializar o negócio O principal fator para o sucesso de um negócio é o fator humano. Nesta linha de raciocínio, temos uma boa equipe no sentido de expertise (conforme apontado acima) e que está, nutri um laço de confiança fundamental para estruturação do negócio em relação à oportunidade de mercado apresentada. Aproveitar a boa equipe, ampliar o laço de confiança, amplificar os conhecimentos no negócio de forma específica, buscar estabilidade financeira em todos os sentidos possíveis e, sobretudo, desenvolver formas de ampliar a visão do investidor sobre o negócio, cativá-lo e muní-lo de informação; é nossa missão fundamental. Isto serve de base para todas as demais ações que viermos a efetuar. Operacionalmente iremos adaptar, corrigir e melhorar no passar dos meses, o nosso escopo operacional, deixando este o mais simples possível no sentido de execução. O mais rentável possível no sentido de escolher os melhores ativos a minerar ou comprar, através de análises e acompanhamentos, diversificar investimentos, adaptar e ampliar formas de captação de criptomoedas (Site, Faucets, Bônus e afins), efetuar a compra nos pontos estratégicos e acompanhar constantemente os níveis de produção, afim de sempre reduzir custos e aumentar produtividade. Aproveitando sempre também, a volatilidade do mercado. Em relação à questão financeira, o foco principal da EXL Capital nos próximos 24 meses é estruturar o negócio. Por este motivo, a estabilidade financeira será perseguida como meta fundamental. Evitar saques, escolher os melhores fornecedores com as melhores taxas possíveis, efetuar uma gestão administrativa responsável e proativa, capitalizar e investir em equipamentos para nos dar margem de produção, capital de giro e estruturação do capital próprio da empresa. Para tanto, o CEO e o CFO irão constantemente buscar ferramentas e procedimentos (juntamente com a área operacional e de auditoria), que estrategicamente nos auxilie em relação a está meta. Conforme já apontado, o nosso principal desafio na verdade, é em relação a nossas próprias convicções. O maior desafio e ponto de oportunidade da EXL Capital é na verdade a consolidação daquilo que acreditamos e analisamos, na realidade, nos próximos anos. Caso isto se configure como algo real, o negócio será bem sucedido se bem administrado. Provado que tais fundamentos não possuem base e que os pessimistas estão certos, teremos muitos problemas. Só o tempo nos dirá. Contudo, podemos nos preparar. E devemos, portanto, acompanhar constantemente a evolução do mercado, validar as informações sobre a tecnologia, acompanhar a capitalização, segurança de nossos ativos e informações de forma geral; potencial daquilo que é desenvolvido em Cripto, diversificar, criar rotinas de acompanhamento de risco, de gestão eficiente, de alocação de recursos e tomar as melhores decisões possíveis dentro daquilo que a realidade nos ofertar. Mesmo que a melhor decisão seja por ventura, encerrar as operações. Se aprendi algo em relação a investimentos é que a confiança das pessoas determina o preço das coisas e que não existe e nem nunca vai existir, nenhum bom investimento em que você tenha a certeza de que ele é bom antes dele se valorizar. No momento em que há esta certeza, já não há mais a oportunidade, já aconteceu. O que deixa um investidor na frente em relação ao mercado é como ele equilibra a sua ação ao efetuar um investimento, o seu instinto, o seu estômago de se expor ao risco, mas o quão conservador ele é também, em relação ao gerenciamento deste risco. Ou seja, é fundamentalmente necessário ser corajoso, mas ao mesmo tempo, ser responsável e racional. Sem estes elementos, não há como ter sucesso em um investimento. Muita gente quando falo hoje em criptomoedas, já vê em mim um faraó (Alguém que vai influenciar a pessoa a fazer parte de algum esquema de pirâmide financeira) ou então, enxergam em criptomoedas, uma nova bolha. Claro que a desinformação e pessimismo ajudam nesta visão, principalmente em um mundo onde as pessoas majoritariamente se aproveitam umas das outras. O tempo irá mudar e é fundamental escrever tudo isto, passar para o papel uma ideia, antes que a realidade exponha quem afinal tem razão. Por este motivo, muitas pessoas não enxergam alguns pontos fundamentais de oportunidade em relação a ter criptomoedas e gostaria de expor três pontos importantes, inclusive para desmistificar um pouco a visão sobre o mercado financeiro: 1) A moeda é realmente sua, propriedade sua. 2) A rede financeira das criptomoedas não é controlada por um governo ou empresa privada. 3) É possível armazenamento da moeda de forma independente e muito mais segura que no sistema financeiro fiduciário.É muito importante que as pessoas entendam. Legalmente, o seu dinheiro quando está no banco não é seu, é do banco. Isto pode parecer bobo, mas não é. O que me impede de ir ao banco e pegar o meu dinheiro? Basicamente, o banco pode em certas circunstâncias simplesmente não te dar este dinheiro por que a partir do momento em que você deposita um dinheiro no banco, o banco deve este dinheiro a você, mas a propriedade do dinheiro já não é mais sua. Nada garante que ele lhe devolva isto. É diferente do caso de você deixar seu carro em um estacionamento, ali você está só usando o espaço, mas o carro continua sob sua propriedade. Com relação a dinheiro, é como se você ao depositar uma quantia, troca-se a propriedade do seu carro para o estacionamento e o estacionamento dissesse que só vai te devolver o seu carro se eles quiserem; se o estacionamento (banco) decidir que por determinadas circunstâncias não irá devolver o seu dinheiro, você não pode fazer absolutamente nada. E isto ocorre de tempos em tempos, principalmente diante de situações de crises econômicas, hiperinflação ou falência de bancos. Legalmente o dinheiro é propriedade do banco, devida a você. E por que depositar o seu dinheiro em um banco então? Primeiro que existem leis que tentam a todo custo, levar o seu dinheiro pro banco, em certos lugares na Europa, por exemplo, é proibido comprar coisas em dinheiro vivo depois de uma certa quantia. Em segundo lugar temos a inflação que corrompe o valor do dinheiro constantemente, se você deixar o seu dinheiro fora do banco por um bom tempo, ele será corroído automaticamente pela inflação. O Bitcoin para exemplificar o argumento, basicamente é um arquivo de dados extremamente seguro e inviolável, ou seja, não dá para falsificar um Bitcoin. E basicamente, o Bitcoin é seu, você pode armazená-lo e transportá-lo onde quiser sem ter que entregar a custódia. Isto se torna fundamental, por exemplo, na Venezuela ou Zimbábue onde há hiperinflação, crise econômica e controle governamental sobre as finanças das pessoas, as criptomoedas se tornam um ativo fundamental, literalmente, em questão de sobrevivência. (A segurança do Bitcoin pela força computacional https://www.youtube.com/watch?v=_dYXmqlzqg4&feature=youtu.be ). Temos que depositar nosso dinheiro no banco pelas razões que apresentei e simplesmente por que existem poderes centralizadores que controlam o dinheiro e claro, a emissão do dinheiro fiduciário. À medida que existem interesses privados que determinam isto, nada os impede de se beneficiarem, quem perde? Quem tem dinheiro no banco basicamente (Por que o Bitcoin é revolucionário: https://www.youtube.com/watch?v=fKFrVbVIggs ). Desde fundos de pensão até aquele que recebeu ontem o seu salário. Isto por que a cada dia que passa, mais dinheiro é impresso pelos bancos para financiar os seus próprios interesses e pagar suas contas malucas, o que desvaloriza o dinheiro das pessoas comuns, uma espécie de imposto oculto chamado inflação. (Venezuelanos começam a pesar dinheiro em vez de contar notas. Fonte UOL). Quando você tem uma moeda que não é criada por um grupo específico e sim administrada em questão de tecnologia, por um grupo descentralizado que tem o interesse de proteger o valor dela, significa que mais dela não será criada (O Bitcoin, por exemplo, possui uma replicação matemática da escassez do ouro, ou seja, é matematicamente e sistematicamente impossível criar mais do que 21 milhões de BTC, este será o numero máximo de Bitcoins que irão existir em toda a história: https://www.youtube.com/ assistir? v = 2JO7kyjtQh0). Como a moeda digital fica em sua propriedade, independente de governos ou corporações, você pode proteger melhor suas moedas, elas não podem ser facilmente confiscadas seja por banco ou mesmo pelo governo. Claro, você poderia ser roubado e extorquido em tese, mas a facilidade de locomoção, de alocação e de proteger o seu patrimônio é muito maior do que o sistema atual. O que é necessário para aplicarmos nosso plano de negócios com excelência? Pés no chão. Disciplina, muito estudo e dedicação no intuito de validar e revalidar tudo o que foi apontado aqui. É necessário conhecermos cada dia mais está tecnologia, sermos especialistas em blockchain, acompanhar todos os desenrolares da economia, política e principalmente, das contas públicas. Claro que podemos estar totalmente errados, só que quem disser isto, terá que explicar como tudo que eu disse não vai acontecer. No futuro quem sabe, a EXL irá desenvolver seu próprio sistema na Bitnation, funcionando de forma descentralizada. Não só uma empresa que investe no futuro, uma empresa do futuro. Erik Rodrigues Rosa Ferreira
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